General que criticou Comissão da Verdade e disse que ESPADA está vigilante é escolhido por TEMER para chefe do GSI, que também comanda a ABIN

“A espada, senhores generais, tem estado vigilante, sempre ao lado do nosso povo, na defesa da democracia e das instituições, oferecendo-lhes proteção contra aventuras, aventureiros ou radicalizações descabidas  que tentem conduzir-nos a rupturas sociais…”

As palavras acima, proferidas por Etchegoyen e entendidas por muitos como uma advertência contra os chamados “exércitos da esquerda”, foram divulgadas pela Revista Sociedade Militar no final de 2015, por ocasião da promoção de oficiais generais do Exército Brasileiro.

Militares desassombrados e que não trocam sua dignidade pela carreira existem muitos, na ativa e na reserva. O General  Sérgio Westhpalen Etchegoyen é um deles.

Poucos não militares, e muito menos a mídia nacional perceberam, mas desde o acirramento da polarização dentro do país incrementada pela esquerda, as Forças Armadas têm se preparado para um enfrentamento interno com potencial de ocorrer a qualquer momento.

Alguns sinais foram bastante perceptíveis, a frase acima citada foi um deles, as declarações de Mourão e principalmente a sua permanência dentro dos quadros da ativa, também.

O Exército Brasileiro implantou em sua homepage um recado sutil, mas ao mesmo tempo gigantesco, informando a instituição está sim atenta ao que ocorre no país. “Exército Brasileiro, O Exército” significa que só existe um EXÉRCITO e que a força repudia, não admitirá e está pronta para eliminar qualquer outro grupo que se autodenomine como “exército” em nosso país.

outro exercito

Em episódio bastante recente, quando a Comissão da Verdade divulgou relatório citando seu pai, Léo Etchegoyen, o General Sergio Etchegoyen, ainda na ativa, disse em alto e bom som que o relatório da comissão queridinha de Lula e Dilma era LEVIANO.

Há algumas décadas, quando ainda era capitão, o militar foi punido pelo todo poderoso Newton Cruz por motivos similares, Cruz havia mencionado de forma pejorativa o então General Léo Etchegoyen.

Poucas semanas antes da troca do governo de Dilma pelo interino de Michel Temer, cogitava-se se o General Sérgio Westhpalen Etchegoyen assumiria o comando do Exército Brasileiro.

Ao longo dos últimos anos muitos militares das Forças Armadas e políticos têm criticado o uso político da agência brasileira de inteligência e até os critérios com que são escolhidos os diretores do órgão, oficiais de inteligência e analistas.

Michel Temer decidiu que a partir de agora a ABIN não será mais subordinada a secretaria de governo, chefiada por autoridade detentora de cargo político, voltará a ser administrada pelos militares das Forças Armadas, subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional, se tornando novamente um órgão de estado.

Propriedade intelectual de Revista Sociedade Militar. Para republicação contacte [email protected] ou [email protected]

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