Brasil terá novo PORTA AVIÕES só depois de SUBMARINO NUCLEAR e novas corvetas.

Revista Sociedade Militar – Ao determinar BAIXA do São Paulo Comandante tenta tranqüilizar a tropa e avisa que novo NAE está em 3º lugar nas prioridades da MARINHA do Brasil

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O Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Barcellar Leal Ferreira fez a comunicação formal do início dos procedimentos para a “baixa” do conhecido Porta-Aviões São Paulo. O navio foi palco de várias polêmicas e acidentes. Muitos acusam a Marinha de ter realizado má compra e que deveria-se ter detectado que não haveria possibilidade de modernizar embarcação tão antiga, datada dos anos 60 e adquirida já com 40 anos de idade. O NAe Foi chamado de ferro-velho, de causador de poluição e de desperdício de dinheiro. De fato, os tais "upgrades" aparentemente são mesmo inviéveis, já que a Marinha admite essa semana que não há possibilidade de modernizar nosso único navio aeródromo.

Em nota oficial o Comandante deixou claro que um Porta Aviões está em terceiro lugar na lista de prioridades, depois do PROSUB e das Corvetas Classe Tamandaré. Avaliando sem paixões e diante do quadro econômico catastrófico vivido pelo país, onde já não se acredita que sequer a primeira prioridade seja alcançada em curto período de tempo, resta concluir que o país ficará sem um navio aeródromo pelo menos durante as próximas duas décadas. A não ser que um novo “milagre econômico” ocorra no país.

Veja a nota do Comandante da MARINHA DO Brasil

BOLETIM DE ORDENS E NOTÍCIAS Nº 143 DE 15 DE FEVEREIRO DE 2017

“Desmobilização do NAe “São Paulo” – Após diversas tentativas de recuperar a capacidade operativa do NAe “São Paulo”, o Almirantado concluiu que o Programa de Modernização exigiria alto investimento financeiro, conteria incertezas técnicas e necessitaria de um longo período de conclusão e decidiu pela desmobilização do meio, a ser conduzida ao longo dos próximos três anos.

Um programa de obtenção de um novo conjunto Navio-Aeródromo x aeronaves, ocupará a terceira prioridade de aquisições da Marinha, logo após o PROSUB/Programa Nuclear e o Programa de Construção das Corvetas Classe Tamandaré. O custo de aquisição desse novo binômio será substancialmente menor que o de modernização do NAe “São Paulo” e de obtenção de novas aeronaves compatíveis com o NAe, já que as aeronaves AF-1 deverão estar no final de sua vida útil quando o “São Paulo” terminasse sua modernização.

O “São Paulo” foi incorporado à Marinha em 2000, a partir de uma compra de oportunidade da Marinha Nacional da França, com os propósitos precípuos de substituir o antigo Navio-Aeródromo Ligeiro “Minas Gerais”, em término de vida útil, e proporcionar a evolução das operações aéreas embarcadas com o emprego dos aviões de asa fixa e propulsão a jato A-4 Skyhawk.

Apesar de já contar com 37 anos de serviço ativo no momento da aquisição, o Navio cumpriu bem sua missão nos primeiros anos em atividade pela Esquadra brasileira, possibilitando à Marinha adquirir a capacitação para operar aeronaves de alta performance embarcadas. Lamentavelmente, os estudos de exequibilidade do referido Programa indicam um longo período para sua conclusão, aproximadamente dez anos, além de incertezas técnicas e elevados custos.

Até que a Marinha receba um novo Navio-Aeródromo, a capacidade de conduzir operações de guerra naval com emprego de aviação de asa fixa, obtida às custas de grandes investimentos e intensos treinamentos dos nossos pilotos no país e no exterior, será mantida a partir da Base Aérea Naval e de outras instalações de terra, e também por meio de treinamentos com marinhas amigas.”

Revista Sociedade Militar – A Revista Militar do Brasil

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