Marinha DESISTE de Porta Aviões SÃO PAULO e determina baixa do NAVIO

Marinha DESISTE de Porta Aviões SÃO PAULO e determina baixa do NAVIO

Ele passou a maior parte de seu tempo em reparos e “modernizações” , foi alvo de freqüentes crítica por causa da fumaça preta que soltava e foi palco de vários acidentes fatais.

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Em documento a ser divulgado nessa quarta-feira o Comando da Marinha admite que as novas tentativas de recuperar o navio poderiam ser infrutíferas e que diante do que chamou de “incertezas técnicas” a decisão foi a “desmobilização do meio”.

A MB diz ainda que está em andamento o projeto de aquisição de navio com possibilidade de operar com os caças A-4 Skyhawk

Veja a nota que será divulgada nessa quarta-feira (14/02/2017)

“o Almirantado concluiu que o Programa de Modernização exigiria alto investimento financeiro, conteria incertezas técnicas e necessitaria de um longo período de conclusão e decidiu pela desmobilização do meio, a ser conduzida ao longo dos próximos três anos.

Um programa de obtenção de um novo conjunto Navio-Aeródromo x aeronaves, ocupará a terceira prioridade de aquisições da Marinha, logo após o PROSUB/Programa Nuclear e o Programa de Construção das Corvetas Classe Tamandaré. O custo de aquisição desse novo binômio será substancialmente menor que o de modernização do NAe “São Paulo” e de obtenção de novas aeronaves compatíveis com o NAe, já que as aeronaves AF-1 deverão estar no final de sua vida quando o “São Paulo” terminasse sua modernização. O “São Paulo” foi incorporado à Marinha em 2000, a partir de uma compra de oportunidade da Marinha Nacional da França, com os propósitos precípuos de substituir o antigo Navio-Aeródromo Ligeiro “Minas Gerais”, em término de vida útil, e proporcionar a evolução das operações aéreas embarcadas com o emprego dos aviões de asa fixa e propulsão a jato A-4 Skyhawk.

Apesar de já contar com 37 anos de serviço ativo no momento da aquisição, o Navio cumpriu bem sua missão nos primeiros anos em atividade pela Esquadra brasileira, possibilitando à Marinha adquirir a capacitação para operar aeronaves de alta performance embarcadas. Lamentavelmente, os estudos de exequibilidade do referido Programa indicam um longo período para sua conclusão, aproximadamente dez anos, além de incertezas técnicas e elevados custos. Até que a Marinha receba um novo Navio-Aeródromo, a capacidade de conduzir operações de guerra naval com emprego de aviação de asa fixa, obtida às custas de grandes investimentos e intensos treinamentos dos nossos pilotos no país e no exterior, será mantida a partir da Base Aérea Naval e de outras instalações de terra, e também por meio de treinamentos com marinhas amigas.

Revista Sociedade Militar

 

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