Aliança entre CHINA e CORÉIA DO NORTE. Barril de pólvora?

Aliança entre CHINA e CORÉIA DO NORTE

Revista Sociedade Militar – A China é indiscutivelmente o aliado mais forte do governo da Coréia do Norte. Pequim é o mais importante parceiro comercial e pode ser considerado o celeiro de alimentos dos norte-coreanos. Os chineses fornecem ainda o armamento e, o que é também de suma importância, energia elétrica.  

Este analista acredita que as “intrigas” ocorridas entre as duas nações por conta dos repetidos testes nucleares de Kim Jong-Um não passam de um teatro encenado pelas duas nações. A China quer posar de bem comportada e manter bem equilibradas suas relações com o mundo. Quanto a Jong-Um, este não se importa com o que pensam dele e precisa apenas preservar suas relações com o principal aliado.

Os chineses praticamente são os responsáveis pela Coréia existir como nação. Suas sanções no passado foram o que impediu que milhares refugiados escapassem da Coréia pelas quase 900 milhas de fronteira.

Muito recentemente, em 2014, o governo da CHINA de recusou a apoiar decisões da ONU em resposta a abusos contra direitos humanos ocorridos dentro da Coréia do Norte. O relatório da ONU cita tortura e crimes contra a humanidade.

Extrato do relatório da ONU: “Praticamente todas as atividades sociais empreendidas por cidadãos de todas as faixas etárias são controladas pelo Partido dos Trabalhadores da Coréia. Através de associações que são dirigidas e supervisionadas pelo Partido, e às quais os cidadãos são obrigados a se filiar. O Estado é assim capaz de monitorar seus cidadãos e ditar suas atividades diárias. A vigilância estatal permeia a vida privada de todos os cidadãos para garantir que praticamente nenhuma expressão crítica do sistema político ou de sua liderança existam. Os cidadãos são punidos por qualquer ação ou posicionamento "anti-Estado". Os cidadãos são recompensados ​​por informar sobre os cidadãos suspeitos de cometer tais "crimes"

“A mídia controlada pelo Estado é a única fonte de informação permitida na República Popular Democrática da Coréia. O acesso à televisão e às emissões de rádio, bem como à Internet, é severamente restringido e todos os conteúdos dos meios de comunicação são fortemente censurados e devem seguir as diretivas emitidas pelo Partido dos Trabalhadores da Coréia…”

“A discriminação contra as mulheres também inclui uma série de outras violações dos direitos humanos, colocando as mulheres numa posição de vulnerabilidade. As violações dos direitos à alimentação e à liberdade de circulação resultaram em mulheres e adolescentes que se tornaram vulneráveis ao tráfico e num maior envolvimento nas relações sexuais transacionais e na prostituição.”

Em 2010 a China se recusou veementemente a tomar uma posição contra a Coréia do Norte, apesar de existirem provas de que foi a Coréia do Norte que afundou um navio da Coréia do Sul.

Para a CHINA não interessa também o colapso do regime coreano. Quando regimes comunistas se desagregam uma das primeiras conseqüências é o êxodo de milhares de pessoas. O destino mais provável dos norte-coreanos seria o território chinês.

A existência de uma fronteira amiga e bem guardada nessa parte do planeta garante a China uma vantagem estratégica importante numa região que normalmente concentra um efetivo enorme de tropas do ocidente. Só essa condição já bastaria para justificar a manutenção de ótima relação dom Kim Jong-Um.

Robson A.DSilva – Revista Sociedade Militar

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