Marinha inicia preparativos para que Mulheres sirvam em NAVIOS da Esquadra e Corpo de Fuzileiros Navais

Marinha inicia preparativos para que Mulheres também sirvam em NAVIOS da Esquadra e Corpo de Fuzileiros Navais

Revista Sociedade Militar – RJ. O comandante da Marinha publicou nesse dia 10 de abril memorando que determina que sejam iniciados as providências para que militares do sexo feminino efetivamente ocupem postos em navios da esquadra e Organizações Militares operativas do corpo de fuzileiros navais.

O comandante da Marinha explica, como pode-se ver abaixo, em trechos reproduzidos pela Revista Sociedade Militar, que a decisão é uma resposta à cobranças da sociedade e diz ainda que a Marinha do Brasil é a única Marinha de médio ou grande tamanho que ainda não admitiu militares do sexo feminino em navios ou no corpo de fuzileiros.

No memorando o almirante acrescenta ainda que a ausência de mulheres nos nossos navios e tropas poderá trazer dificuldades para o bom desempenho em missões de paz ligadas a Organização das Nações Unidas.

Abaixo, em azul, reprodução de extratos do Memorando 1 de 2017 do Comandante da Marinha

“ (…) A partir de deliberações de Reuniões do Almirantado, de estudos realizados pelo Setor do Pessoal, com o concurso do ODG e demais ODS, e considerando a possibilidade do emprego das mulheres em atividades de aplicação efetiva do Poder Naval, decidi ampliar a participação de Oficiais e Praças do sexo feminino na Marinha, autorizando que sirvam a bordo e na tropa, a partir do ingresso como Oficiais nos Corpos da Armada (CA) e de Fuzileiros Navais (CFN) na Escola Naval (EN) e no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), e como Praças no Corpo de Praças da Armada (CPA). As Oficiais do sexo feminino do CFN serão formadas inicialmente pelo CIAW e, em um momento oportuno no futuro, também pela EN.   

Para tal, todas as ações decorrentes deverão ser planejadas e executadas de forma que as Oficiais do CA e do CFN iniciem seus embarques/tropa no ano de 2023, e as Praças do CPA iniciem seu embarque em 2024.”

O comandante determinou ainda que sejam iniciados os preparativos para adaptação de alojamentos, camarotes, cobertas etc.

“definir os meios operativos que irão recebê-las e preparar um cronograma para a adaptação das acomodações, de maneira a garantir o mínimo de privacidade para ambos os sexos, e o bom andamento dos serviços, sem que haja, contudo, perda da capacidade operativa desses meios.

Esta decisão está baseada nas seguintes razões:  

a) Na prática, já há inúmeras mulheres de vários Corpos e Quadros trabalhando em nossos navios e unidades do CFN, inclusive na Estação Antártica Comandante Ferraz e na Ilha da Trindade; 

b) Cobrança da sociedade e de estamentos dos Três Poderes; 

c) Provavelmente somos a única Marinha de porte médio ou grande no mundo que ainda não possui mulheres nos navios e no CFN;

d) A presença das mulheres costuma trazer incrementos no padrão profissional dos Corpos e Quadros devido ao seu comprometimento com o aprendizado e aperfeiçoamento profissional; e 

e) O Secretariado das Nações Unidas tem, nos últimos anos, intensificado gestões para uma maior participação das mulheres nas atividades da ONU, inclusive nas operações de manutenção da paz, onde a ausência de mulheres nos nossos navios e tropas poderá trazer dificuldades no desempenho dessas missões.(…)”

Revista Sociedade Militar – a Revista Militar do Brasil

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