“atear fogo no país”. DECLARAÇÃO OFICIAL de partidos de esquerda diz que a culpa de tudo foi dos MILITARES e governo federal

“atear fogo no país”. DECLARAÇÃO OFICIAL de partidos de esquerda diz que a culpa de tudo foi dos MILITARES e governo federal

Declaração do PSOL

O PSOL diz que a manifestação contou com 150 mil participantes e que os culpados pelo caos são as autoridades

“Cerca de 150 mil pessoas, de vários estados do país e de diversos setores da população, encheram as ruas do centro da capital da República, na tarde desta quarta-feira …  repressão violenta contra trabalhadores e estudantes numa pacífica e gigantesca manifestação… O povo não recuou e, num ato de desespero, Temer decreta intervenção militar em Brasília”

As imagens mostram que era no máximo 40 mil o número de manifestantes, e temos essa informação obtida de fontes fidedignas.

As imagens também mostram que pelo menos oito edifícios públicos foram vandalizados e alguns deles foram incendiados. Isso atesta que o número de manifestantes que foram com intenção de disseminar o caos e colocar a vida de outras pessoas em risco era grande. Um, dois ou vinte vândalos não conseguiriam estar em todos esses locais ao mesmo tempo.

Se o PSOL fosse uma instituição realmente responsável publicaria uma nota de repúdio contra qualquer ação violenta partida de manifestantes e incentivaria a manifestação pacífica. Coisa que não teve coragem de fazer em nenhuma de suas mais de 30 linhas de editorial.

As declarações do Partido dos Trabalhadores

O site do PT extrapolou a já exagerada estimativa do PSOL. Para o PT o número foi 200 mil manifestantes “pacíficos” nessa quarta-feira.

“Manifestantes tomaram as ruas da capital para pedir Fora Temer e Diretas Já. Ato foi reprimido violentamente pela PM. Golpista convocou Forças Armadas… A PM do Distrito Federal começou a jogar bombas de efeito moral, gás pimenta e gás lacrimogêneo nos manifestantes, além de disparar tiros de bala de borracha. Manifestantes foram atingidos e ficaram feridos. A violência gerou indignação da população, movimentos sociais e dos parlamentares do PT. A situação se agravou quando o presidente golpista convocou as Forças Armadas para “garantir a lei e a ordem” no DF até o dia 31 de maio.”

Completamente absurda a declaração oficial do Partido dos Trabalhadores, que assim como o PSOL é irresponsável em não condenar em nenhum momento a ação de vândalos e manifestantes mascarados e violentos. A ação policial ocorreu contra aqueles que se insubordinaram contra a polícia. As imagens mostram manifestantes derrubando as grades em vários locais. Quanto às Forças Armadas, estes somente agiram para resguardar a segurança das instituições públicas e funcionários das mesmas. A ação dos militares foi já após grande parte das confusões terem ocorrido.

Declaração do PCB

O PCB também disse que a culpa é das autoridades. O partido, em posicionamento curioso, disse ainda, com base em sua filosofia socialista, que o estado mínimo neoliberal seria a causa da “violenta” repressão e caos.

… O PCB condena a postura do governo federal e de seus cúmplices nos estados que, além de retirar direitos, atacam, com o uso de extrema violência, os movimentos sindicais, estudantis, sociais e populares.  O Estado mínimo neoliberal, para garantir a aplicação de suas medidas antipopulares, necessita usar da máxima repressão…”

O PCB diz que as Forças Armadas, que atuaram somente para a proteção do patrimônio público, estavam a serviço da burguesia que desejava criminalizar os manifestantes.

Esta medida absurda reforça a face autoritária e cada vez mais violenta do governo ilegítimo, antipopular e corrupto, que, num ato de extremo desespero para se manter a qualquer custo, quando toda a nação anseia por sua saída, coloca as forças armadas como mantenedoras da ordem burguesa, uma ordem degenerada que se volta hoje, em todo o mundo, a destruir direitos conquistados historicamente pela classe trabalhadora, buscando criminalizar todos aqueles que lutam na resistência organizada a estes ataques.

Declaração do PCdoB

A líder do PCdoB, Alice Portugal, também disse que havia 150 mil manifestantes em Brasília e também não ousou criticar qualquer ato de violência vindo da massa ligada a esquerda. A deputada tenta transformar o ato, com pouco mais de 38 mil manifestantes, na mais importante manifestação dos últimos anos.

"Esta foi a manifestação mais importante da história recente do Brasil. Não está apenas a Polícia Militar do DF nas ruas, mas também a Força Nacional e o Exército. A situação está muito grave, muita gente machucada. O senhor Michel Temer se reuniu ontem com o ministro da Defesa para exigir esta repressão em massa"

Declarações da CUT

Um manifestante ligado a CUT perdeu vários dedos. A informação divulgada a princípio informava que tentava arremessar um artefato explosivo que acabou explodindo na sua mão. Alguns sites dizem que foi “atingido por uma bomba” e a CUT tentou inverter a situação dizendo que o mesmo tentou revidar a agressão da polícia atirando de volta um “rojão” lançado por policiais.

“Segundo a assessoria da CUT-SC, os relatos de outros manifestantes que estavam com o estudante afirmam que a polícia jogou o rojão e Vitor foi pegá-lo para tirar de perto…”

Bem. Policiais não arremessam “rojões”, um artefato explosivo atingir sua mão seria quase impossível e uma bomba de gás não faz um estrago desse tipo. Contudo, basta uma perícia para desvendar esse grande mistério.

Resumo

Como militar das Forças Armadas (R1), servidor público sem qualquer ligação partidária, lamento muitíssimo que os milhares de cidadãos ligados a esses partidos políticos supracitados não se indignem contra a declaração, posicionamento e orientação de suas lideranças partidárias. Nada justifica a omissão das lideranças partidárias e sindicais em condenar crimes contra o patrimônio público. Os fins jamais justificam os meios. A mentira quando usada sistematicamente por uma liderança institucional corrói os pilares e mancha o nome de todos os membros.

Várias das pessoas identificadas como vândalos vieram em ônibus pagos pelos partidos e movimentos ligados à esquerda. Como dito acima, é impossível que fossem infiltrados, pelo grande número e organização.  

Como a Revista Sociedade adiantou ainda  durante o caos, a polícia não revistou todos os manifestantes, como foi feito em momentos anteriores. Erro, omissão incompetência? Isso deve ser investigado também.

Observando a imagem abaixo constata-se o óbvio, que não há militares forçando os manifestantes a destruir o patrimônio público. Essas manifestações criminosas de ódio e revolta não tem nada a ver com a polícia ou com as FA.

Todos nos lembramos das declarações de LIDERANÇAS DE ESQUERDA dizendo “vamos atear fogo ao país” se Dilma cair ou se alguém tentasse prender LULA.

Concluindo, só há duas condições possíveis para o cidadão filiado a esses partidos políticos em reiterada omissão criminosa, no mínimo.

1ª – É ignorante, manipulável, e não consegue enxergar o que ocorre no país e o que a esquerda têm feito ao longo de mais de uma década.

2ª – É um completo desonesto, com interesses escusos ligados a partidos políticos e sindicatos, que justificam que não admita a corrupção ocorrida sob o comando da esquerda e que endosse a mentira e incentivo a violência, de forma ativa ou passiva. Os interesses escusos podem ir do recebimento de notinhas de 50 reais a promoções e cargos em secretarias ligadas a governos de esquerda, que podem render milhares ou milhões de reais.

Sou, como todos os militares, a favor de que todos os corruptos sejam exemplarmente punidos. Mas, isso não pode fazer com que coloquemos o “carro na frente dos bois”. Não pode-se tirar ninguém do governo a toque de caixa, como a esquerda quer fazer nesse momento.

O que a esquerda deseja, além de tentar intimidar o judiciário, que tem em mãos processos contra várias lideranças, é forçar a realização de eleições diretas. Se aproveitando do momento ruim do PMDB e PSDB acreditam que podem eleger novamente LULA.

Se eleito o petista pode ficar mais oito anos no controle do país. Isso se não modificar a constituição para ampliar seu tempo no governo.

Artigo de opinião publicado em Revista Sociedade Militar

Robson A.DSilva é MILITAR R1 e Cientista Social

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