Caminho sem volta! Dois generais na mesma semana levantam a possibilidade da coisa fugir ao controle e os MILITARES serem obrigados a intervir

Caminho sem volta! Dois generais na mesma semana levantam a possibilidade da coisa fugir ao controle e os MILITARES serem obrigados a intervir

O General Rômulo BINI, considerado uma das mais prodigiosas mentes militares, publicou artigo no Estado de São Paulo em 11 de junho. Um parágrafo em especial nos chama a atenção. Onde o general BINI, que esteve ainda na semana passada reunido com o Comandante do Exército e mais alguns oficiais generais para discutir o momento político atual, diz que não é mais improvável que parlamentares, líderes sindicais e estudantis alcancem seu objetivo de causar mortes e até de atirar o país a uma luta fratricida.

O País, porém, vive num vazio institucional e em meio a um clima de radicalização que está no limite do ponderável, agravado pelas constantes declarações de parlamentares oposicionistas, de líderes sindicais e estudantis que pregam “a luta armada com sangue” para alcançar o poder, como já tentaram no passado e levaram o País a uma luta fratricida. Esses brasileiros, por meio de suas cantilenas ideológicas, concitam, irresponsavelmente, ao uso de armas para atingirem seus objetivos, procurando, sem dúvida, novos mártires, tal qual o já quase esquecido secundarista Edson Luís. Os baderneiros estão próximos de conseguir e é o que desejam os gramscistas do Foro de São Paulo. Nesse quadro, improvável até pouco tempo atrás, as Forças Armadas não se omitirão e estarão preparadas para garantir a lei e a ordem, pois a Nação – que não pode ser tutelada – estará em perigo. Todavia o momento exige uma tomada de posição acima de quaisquer questiúnculas e consequências. Desde o início da nacionalidade brasileira o respeito e a credibilidade que elas têm na sociedade são os fiadores de seus atos.”

Outro general, não menos importante, G. Pimentel, presidente da maior agremiação militar do país, o Clube Militar, em texto denominado CAMINHO TORTUOSO, publicado no site da instituição, deixa dúvidas se é possível crer que o caminho que o Brasil hoje trilha possibilita um retorno antes do caos completo.

Não adianta ecoarem raivosos, como o fazem, em geral, os mesmos que nos incitaram, nos provocaram, nos arrastaram em 64 a deixar os quartéis, que “aquilo” “nunca mais” se repetirá. Devem é ter juízo, aprender a lição, cumprir suas obrigações com patriotismo e honestidade. É o que se espera, também, dos homens públicos. Do primeiro mandatário da Nação ao último dos seus servidores. O impasse numa sociedade conduz ao medo, repito, o medo à perda da racionalidade e do controle. Espero que o caminho tortuoso que uma vez mais percorremos ainda tenha volta.

Revista Sociedade Militar

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