Comandantes de POLÍCIAS MILITARES querem IMPEDIR que militares das Forças Armadas ingressem na Força Nacional de segurança pública

Comandantes de POLÍCIAS MILITARES querem IMPEDIR que militares das Forças Armadas ingressem na Força Nacional de segurança pública

Militares temporários das FA que deixaram o serviço ativo a menos de cinco anos já estão ingressando na Força Nacional. A medida que regula o efetivo da FN também prevê a contratação de militares de carreira das Forças Armadas que já passaram para a inatividade. Contudo, não foi aberto ainda edital convocando-os para a seleção.

Alguns militares de carreira – se baseando no que diz a MP781 – participaram das seleções para a Força Nacional, mas mesmo aprovados nos testes foram desligados. A justificativa dada foi que o edital aberto era destinado exclusivamente para militares temporários.

Comandantes das polícias militares e de corpo de bombeiros  se reuniram na  quarta-feira (5/07) e discutiram sobre a norma que define a composição do efetivo da FN de segurança.

O presidente do Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares (CNCG), coronel Marco Antônio Nunes, diz que a medida provisória que regula a FN vai na contramão do constante esforço de melhoria da qualificação e formação para que policiais e corpos de bombeiros entreguem melhor serviço à sociedade.

Marco Antonio disse que, em qualquer instituição do governo o ideal é que o ingresso seja feito mediante concurso público e que a inclusão desses militares temporários seria ruim para as corporações. O coronel defendeu uma seleção onde os melhores possam ser escolhidos para “a importante função de entregar segurança pública, vida e integridade à sociedade brasileira”.

O coronel argumentou ainda que são carreiras diferentes. “A inclusão de forma abrupta, além de ferir o princípio do concurso público, vai prejudicar a carreira dos policiais, principalmente da formação. Devemos respeitar as diferenças das carreiras”, disse.

Representante da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais, Marlos Jorge Teza também criticou a Medida Provisória 781/17. Ele disse: “A atividade policial é complexa. Não se pode pegar alguém que foi preparado para outra coisa, com todo respeito às Forças Armadas, e achar que essa pessoa vai se transformar em um policial ou bombeiro militar. Estamos com um esforço muito grande no Brasil para melhorar nosso serviço para sociedade.

“O viés mais interessante é aumentar a qualificação”, complementou.

Veja aqui: Qual o SALÁRIO DA FORÇA NACIONAL?

Revista Sociedade Militar

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