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Forças Armadas

MILITARES teriam dado declarações polêmicas.

MILITARES teriam dito: “não apoiamos a manifestação”

Recebemos alguns questionamentos sobre artigo publicado no site Rede Brasil Atual. Segundo foi-nos informado os militares teriam dito que declarações de NOBLAT e outros repórteres seriam inverídicas e que os militares não “estão se preparando para apoiar a manifestações pró impeachment”.

Antes de entrar no artigo da RBA seria interessante conhecer a posição do General Pimentel. Afinal, como se sabe, militares da reserva são a “voz” daqueles que estão na ativa.

“… desejo manifestar nossa preocupação. Lula, uma vez mais, claramente, incitou à violência fazendo-se de vítima. “Nós e eles”, “pobres e ricos”, “elite e explorados” e, mais grave, a convocação do que ele em outra ocasião chamou de “exército do Stedile”. Deveria ser chamado à responsabilidade por isso. Mais ainda porque não desconhece o ambiente explosivo que reina no país, fruto do desastre que os treze anos de experiência petista provocaram. Uma pena que no noticiário sobre o assunto, parte da mídia embarcasse na imagem de perseguido que Lula tentou passar e, acreditem, definisse seu “pronunciamento” como o de um “grande orador”. Incorrigíveis oportunistas como sempre.

Utilizar as Forças Armadas para combater mosquitos, socorrer populações atingidas por tragédias ambientais, organizar jogos esportivos e tantas outras ações estranhas à sua real destinação, muitas vezes abusivamente porque substitui órgãos instituídos, exatamente, para cuidar de tais tarefas, é uma coisa, mas empregá-las para garantir ou restabelecer a ordem pública depois do caos instalado é coisa muito diferente. Isso se faz com armas nas mãos, e armas de guerra. Já vimos, participamos e esperamos que não mais se repita no nosso País.”

Retornamos. Sobre a RBA e sua críticas relacionadas a textos publicados no GLOBO

Pra inicio de conversa não percebemos NOBLAT dizendo que militares apoiariam as manifestações. Disse que estavam de sobreaviso e a disposição dos governadores.

Em texto chamado de “A crise ganhou novo componente” o articulista também registrou que “Os generais estão temerosos com a conjugação das crises política e econômica e com o que possa derivar disso. Cobram insistentemente aos seus interlocutores do meio civil para que encontrem uma saída. Não sugerem a solução A, B ou C. Respeitada a Constituição, apoiarão qualquer uma – do entendimento em torno de Dilma ao impeachment ou à realização de novas eleições. Mas pedem pressa. Por inviável, mas também por convicções democráticas, descartam intenções golpistas. Só não querem se ver convocados a intervir em nome da Garantia da Lei e da Ordem como previsto na Constituição.”

Ainda que ,pelo que percebemos, obviamente a opinião da maior parte dos militares é de que DILMA deveria estar longe do governo há muito tempo, as Forças Armadas como instituições não podem assumir qualquer posicionamento em relação a manifestações pro ou contra governo. A manifestação é sempre pela legalidade e respeito às instituições.

O único interesse e conseqüente monitoramento se foca em, se necessário, manter a estabilidade do país, lei e ordem. Somente se as instituições estaduais fracassarem ou se declararem incapazes de solucionar eventuais problemas que possam advir de um confronto entre grupos antagônicos ou descontrole causado por manifestações populares.

O texto referenciado cita, como se fosse algo novo, declaração antiga do então Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro SAITO, que disse que INTERVENÇÃO militar seria  “Algo impossível de acontecer” e “opiniões de extremistas”.

O texto também cita declarações do General Villas Bôas. Que teria dito que “vivemos um regime democrático, no qual as instituições funcionam normalmente” e “o que o povo quer, na realidade, são os valores que ele atribui aos militares: ética, honestidade, honradez, compromisso com a nação”.

Há alguma novidade nisso? Todos já sabem que Villas Bôas fez mesmo essa declaração.

O Comandante do Exército também disse que  “se por acaso chegarmos a um quadro de convulsão social, por dever constitucional as Forças Armadas serão obrigadas a intervir. Mas para garantir a segurança pública…”

Ora, isso é exactamente o que NOBLAT disse em ser artigo.

O articulista da RBA disse ainda que generais não se manifestaram sobre a duração da crise atual. Ora, é de conhecimento geral que o próprio Comandante do Exército declarou o seguinte:

“Estamos vivendo uma situação extremamente difícil, crítica, uma crise de natureza política, econômica, de natureza ética muito séria, e uma preocupação que essa crise, se ela prosseguir, ela poderá se tornar uma crise social com efeitos negativos sobre a estabilidade do País”.

Estranha-nos a publicação de tal texto e na verdade só discutimos aqui essa questão porque, pelas colocações do esquerdista da Rede Brasil Atual e do site brasil247, parece-nos que a esquerda acredita que há uma intervenção militar em iminência de acontecer como conseqüência das manifestações que ocorrerão no próximo domingo, 13 de março. 

Há alguns meses, quando as grandes manifestações irromperam pelo país e logo surgiram os black Blocs, que com seu vandalismo e arruaça espantaram as pessoas honestas e pacíficas, alguém disse que o poder havia sido salvo pelos desordeiros. 

É verdade. E não podemos deixar isso acontecer novamente.

Portanto, o que NOBLAT colocou de fato é a mais pura verdade. Forças de segurança e militares federais estão SIM preparados para agir. Contudo, sinceramente esperam que as coisas não cheguem em um estado em que seja necessário usar armas de guerra para restabelecer a ordem. 

Revista Sociedade Popular

1 Comment

1 Comment

  1. Olga

    10 de março de 2016 at 7:11 pm

    Temos de exigir uma nova Constituição sem a presença de “puliticos”.
    Saudade do ano 1970, Governo Presidente General Médici.

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