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O “poder” de combate da FAB

FAB, PODER DE COMBATE INCAPACITADO

Raciocinando apenas com os jatos, o País não tem poder de combate capaz de enfrentar os “grandes predadores militares”.

Primeiramente vamos considerar a localização das bases dos caças e a quantidade deles em cada uma delas. Assim temos, considerando os NORTHROP F 5 TIGER II, na base aérea de:
Anápolis/GO, o 1 Grupo de Defesa Aérea/1 GDA/JAGUAR, de interceptação, com 57 * aeronaves “F-5E” (substituindo “MIRAGES” desativados);
Santa Cruz/RJ, o 1 Esquadrão/JAMBOCK do 1 Grupo de Aviação de Caça, de caça, com 10 aeronaves “F-5EM” e 2 “F-5FM”, total de 12;
Santa Cruz/RJ, o 2 Esquadrão/PIF PAF do 1 Grupo de Aviação de Caça, de caça, com 10 aeronaves “F-5EM” e 2 “F-5FM”, total de 12
Canoas/RS, o 3 Esquadrão/PAMPA do 1 Grupo de Aviação de Caça, de caça, com 10 aeronaves “F-5EM” e 2 “F-5FM”, total de 12;
Manaus/AM, o 4 Esquadrão/PACAU do 1 Grupo da Aviação de Caça, de treinamento de caça, com 12 aeronaves “F-5EM”, total de 12.

*Algumas fontes indicavam um total de “57” aeronaves F5, acreditando-se que “9” estejam substituindo os MIRAGE no Grupo JAGUAR de Defesa Aérea, na Base Aérea de Anápolis. Dizem que serão substituídos por 36 GRIPEN, talvez no “dia de São Nunca”.
_ Quanto ao AMX A-1A/B FALCÃO de ataque ar-superfície, para interdição, reconhecimento e apoio aéreo aproximado, atualmente, todos os 53* estão muito logicamente concentrados na Base Aérea de Santa Maria/RS, nos seguintes esquadrões:
1 Esquadrão do 10 Grupo de Aviação-Esquadrão POCKER, de reconhecimento e ataque, com “7” A-1 e “3” A 1-B, total de 10;
3 Esquadrão do 10 Grupo de Aviação-Esquadrão CENTAURO, de reconhecimento e ataque, com “7” A-1 e “4” A 1-B; total de 11;
1 Esquadrão do 16 Grupo de Aviação-Esquadrão ADELPHI, de caça, com “29” A-1 e “3” A 1-B, total de 32.* Variadas fontes indicavam um total de “53” aeronaves AMX, algumas que devem ter decolado de suas bases originais para se somarem às já baseadas em Santa Maria/RS, situação plenamente justificada pelo muito baixo grau de ameaça representado pelos países que, junto com o Brasil, compõem o MERCOSUL/UNASUL. Pelo menos um raciocínio lógico, “graças aos céus”!
_ Observe-se que o 1º/16º Grupo de Aviação-Esquadrão ADELPHI (o primeiro a ser equipado com o AMX) concentra aeronaves em número mais que suficiente para equipar um novo esquadrão e ainda recompletar o 3º/10º GAV, padronizando toda a frota com doze vetores. Objetivando desse modo padronizar as Unidades Aéreas, dentro do conceito de Grupo de Aviação (sendo esta a Unidade Aérea com condições mínimas para emprego independente), poder-se-ia redIrecionar o Esquadrão ADELPHI para 2º/10º GAV, trocando desse modo sua designação com o Esquadrão PELICANO especializado em missões de busca-e-resgate. Assim, todo o 3º Grupo de Aviação estaria equipado unicamente com o AMX, tendo como missão primária o ataque ao solo (FONTE PLANO BRASIL).
Que se diga, é de capital importância ser ponderado o gasto que deve ter primazia em termos de aeronaves, para nossas necessidades prementes. Os aviões de caça devem ser priorizados, e muito bem priorizados, ao invés de helicópteros. Concluindo, no caso de um confronto com os falcões das  “grandes potências militares”, ou seja, as que vão mais menos dia nos confrontar, vamos levar uma coça sem precedentes.

Paulo Ricardo da Rocha Paiva / 
Coronel de Infantaria e Estado-Maior

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