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Uma visão da REALIDADE BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

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O momento histórico que vivencia a sociedade brasileira exige um outro posicionamento daqueles que comandam os destinos da nação, visando mudanças estratégicas, MUDANDO O AZIMUTE, PARA QUE INDIQUE O RUMO VERDADEIRO, sem o qual o nosso país será o eterno “país do futuro”. O Brasil já perdeu as “Revoluções Industriais” anteriores, se encaminhando celeremente para perder a última e definitiva revolução, a “Revolução Tecnológica”. Dessa forma empenhará as futuras gerações, plasmando a ideia de que “o destino manifesto”, nos impõe sermos um eterno coadjuvante no cenário internacional.

Abordarei, de maneira ainda que sucinta, alguns temas de transcendental importância para o futuro do nosso país.

  • POLÍTICA DE IMIGRAÇÃO: É incompreensível para o cidadão comum, que um país como o Brasil, com milhões de desempregados, com os problemas sociais de saúde, educação e segurança, patrocine uma imigração predatória, de haitianos, africanos, venezuelanos, bolivianos e os demais deserdados da américa latina. A imigração só faz sentido, de maneira positiva, quando se busca trazer imigrantes, com alguma qualificação, como fazia o Imperador Pedro II, na sua época. Este monarca garimpava na Europa pessoas com algum preparo, como agricultores, artesãos, fotógrafos, ferreiros, alfaiates etc. Mesmo após a Proclamação da República, no final do século XIX e início do século XX priorizava-se imigrantes com alguma qualificação os quais poderiam contribuir, de alguma forma, com o desenvolvimento do nosso país. A imigração, hoje, patrocinada pelo Brasil, é uma espécie de proclamação Marxista, às avessas, “MISERÁVEIS DE TODO MUNDO UNÍ-VOS, O PARAÍSO EXISTE, É NO BRASIL”!

Andando pelas capitais e cidades médias brasileiras, principalmente nas regiões SUL/SUDESTE, vê-se levas de imigrantes oriundos dos países citados, dedicados ao comércio informal, engrossando o contingente de brasileiros que já vivem em situação de penúria.

É redundante ressaltar, que este tipo de imigração não traz nenhum benefício nem para o imigrante, muito menos para país hospedeiro. 

  • CONTROLE DA NATALIDADE: O Brasil em 1970, tinha “90 milhões em ação”, cinquenta anos depois somos mais de 210 milhões. Nenhuma civilização conseguiu resolver suas questões fundamentais, com um incremento desmesurado de sua população em espaço de tempo tão exíguo. Embora o índice de natalidade tenha diminuído, entretanto ocorre uma situação perversa. Os níveis caíram para os estratos mais elevados da população, enquanto que para as populações marginais da sociedade, a FÁBRICA DE MISERÁVEIS, continua ativa aliada a um fator dos tempos atuais, a gravidez na adolescência. 

A revolução tecnológica trouxe enormes benefícios e facilidades para o mundo contemporâneo, entretanto diminuiu a empregabilidade e esta cada vez será menor. Esta contradição exige pessoas cada vez mais qualificadas, que aliada à extinção dos empregos tradicionais, faz com que milhões de brasileiros saiam do mercado de trabalho engrossando os bolsões de pobreza, com todas as suas consequências. Favelização das cidades brasileiras, violência, e sobretudo sobrecarregando os já combalidos Sistemas de Saúde, de Segurança, Educação, Infraestrutura sanitária etc.

O Brasil tem imensos espaços vazios, entretanto esses espaços tem que ser ocupados por cidadãos socialmente úteis, produtivos. De nada adianta “alguns fazerem a sopa enquanto outros continuam produzindo as bocas”. É enxugar gelo!

Nesse ritmo, não haverá “bolsa família”, SUS, Previdência Social ou qualquer programa social que se sustente.

Não é missão impossível estabelecer um índice ideal de natalidade, com programas que contemplem as reais necessidades do país, e incentivando uma política de paternidade responsável! 

  • O MODELO EXPORTADOR DE COMODITES: Num planeta globalizado, é preciso exportar e importar, vender e comprar. Mas a questão central não é essa. A questão são as RELAÇÕES DE TROCA. Quantas toneladas de minério ou sacas de grãos, precisamos exportar para importar um computador de última geração??? Exportamos produtos de baixo valor agregado e importamos produtos de alto valor agregado. Eis o modelo, historicamente perverso! É preciso quebrar esse ciclo! 
  • A DÍVIDA PÚBLICA:O Serviço da Dívida inviabilizou a capacidade de investimento do Estado Brasileiro, nos setores que lhe são concernentes. O serviço da Dívida é da ordem dos bilhões, por dia. Não seria o caso de se fazer uma auditoria nessa dívida? Já não teria sido paga? Quem a contraiu? Quem lucra com a dívida? 

A única vez que foi feita uma auditoria da dívida brasileira, foi no Governo Getúlio Vargas e simplesmente muitos pagamentos foram extintos porque não existiam contratos que os justificassem. 

  • O BRASIL PLAYER MUNDIAL: Pouco adianta sermos o 4º. ou 5º. maior país do planeta, possuidor de imensas riquezas minerais, 20% da água potável, biodiversidade, florestas, o maior exportador de alimentos do mundo etc, etc. Se permanecermos à margem da revolução tecnológica e me refiro particularmente ao domínio do átomo em todas as suas manifestações. Química fina, tecnologia do silício e do germânio, nanotecnologia, pesquisa nos campos das ciências médicas, laboratórios químico/farmacêutico, Indústria de Bens de Capital etc. E particularmente a chamada energia nuclear. 

Infelizmente os gestores do passado assinaram o famigerado TNP (Tratado de não Proliferação de Armas Nucleares), cortina de fumaça para manter o monopólio nuclear nas mãos de meia dúzia de países. Gestores estrategicamente míopes, colocaram o Brasil como nação eternamente periférica. Ou o nosso país domina o ciclo completa do átomo, inclusive com o domínio da tecnologia/capacitação da fissão e fusão nuclear, ou jamais será um player mundial! 

Por que a arma atômica só é perigosa nas mãos de países ditos periféricos? É Justo que só meia dúzia de países monopolizem o ciclo completo do átomo? Qual é o poder de barganha ou dissuasório que tem o nosso país nas disputas internacionais?

Isso tem um nome, se chama COLONIALISMO TECNOLÓGICO. 

Temos que ter, entre outros, um programa espacial próprio; um programa de construção e lançamento de satélites e outros veículos espaciais; aproveitando a melhor posição geográfica que o Brasil possui para tal.

  • ALINHAMENTO AUTOMÁTICO: As nações tem dinâmica e interesses próprios, nem sempre coincidentes com os interesses dos países de suas relações. Daí o chamado “alinhamento automático” nas relações internacionais, é algo que tem que ser bem pensado e pesado pelos formuladores das estratégias de governo e dos interesses permanentes da nação brasileira.

É pertinente lembrar do saudoso estadista Ernesto Geisel, patriota que rompeu tratados internacionais, com nações tradicionalmente amigas, porque eram lesivos aos interesses brasileiros. Geisel buscava consolidar o regime de 1964, cujos objetivos prioritários, depois de derrotar o comunismo, era o Projeto BRASIL POTÊNCIA. Eis que a nação dominante, no cenário internacional, sentindo o “perigo” de um potencial concorrente ao Sul do Equador, começou tirar a base de apoio para o regime vigente no Brasil daquela época. Mesmo depois do nosso país ter prestado um serviço transcendental para o ocidente, durante a “Guerra Fria”. O discurso dos aliados ocidentais passou ser, “AGORA É O MOMENTO DA ABERTURA”, e a “abertura” foi feita. Deu no que deu. Todos conhecem!!!

  • O BRASIL VIVE NUM ETERNO RECOMEÇAR: Ao longo dos anos não aperfeiçoamos o que construímos de bom, ao contrário, destruímos e recomeçamos do zero. Assim aconteceu com as ferrovias, hidrovias, Indústria Bélica e a construção naval, projeto nuclear e etc. NESTE MODELO PREDADOR OS RECURSOS SEMPRE SERÃO ESCASSOS. 
  • A MÁQUINA BUROCRÁTICA: Herdamos, do Brasil colônia, a predisposição do Serviço Público, em negar qualquer pleito da sociedade ou do cidadão – negar tudo. O medo da Metrópole (Portugal), em perder a sua colônia (Brasil), introjetou na cultura dos escalões burocráticos brasileiros de que não estão ali para servir mas para servir-se.

Somos todos reféns do Estado Brasileiro, a começar pela sua CRFB de 1988, dos Tribunais Superiores, da justiça lenta, do Congresso Nacional, das Câmaras Legislativas Estaduais e Municipais etc. São estruturas paquidérmicas, lentas, privilegiadas e o que é pior, EM GRANDE PARTE, divorciadas dos reais interesse da sociedade as quais deveriam servir. Apesar da Política ser altamente ética, no Brasil, passou ser um refúgio de inescrupulosos e corruptos. 

A máquina burocrática brasileira opera como uma lâmpada com o filamento queimado, você tem a lâmpada, só que ela não acende! 

  • UM TEMA PARA REFLEXÃO: A Lei 13.954/1919 que reestruturou a carreira dos militares das FFAA, está conseguindo algo que a esquerda no poder, não conseguiu em décadas, dividir os militares. Não entrarei no mérito da Lei, os autores que reflitam e se necessário façam as correções. Auscultem os rumores da tropa. É o prato que a esquerda recebeu graciosamente! 

É importante ressaltar que as FA não estão imunes aos apelos ideológicos e demagógicos.

GOSTEMOS OU NÃO, INFELIZMENMTE TENHO QUE ME SOCORRER DE UM ÍCONE DA ESQUERDA LATINOAMERICANA, Eduardo Galeano, “A América Latina (e o Brasil particularmente) opera como um relógio que marca as horas com atraso, apesar de continuar marcando a hora, a diferença entre a hora que marca e a hora verdadeira será cada vez maior”.

Publicado na Revista Sociedade Militar

VANDERLINO HORIZONTE RAMAGE: Maj  Ref AER/ Bacharel em Administração

Taquara-RS, maio de 2020. [email protected]    

Obs: Os artigos publicados com assinatura não necessariamente traduzem a opinião da Revista Sociedade Militar. Sua publicação tem a intenção de estimular o debate sobre o quotidiano militar/político/social e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

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