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Doutrina e patriotismo – Abrahan Weintraub e a dobra da Bandeira do Brasil no modo fúnebre

A Revista Sociedade Militar recebeu questionamentos de leitores acerca da dobra da bandeira feita pelo ex-ministro Abraham Weintraub, alguns acharam a atitude muito estranha. Algumas das perguntas: Foi um ato patriótico? Ele dobrou da maneira correta? Ele imitou os americanos?

Respostas: Não temos condições de questionar o patriotismo do ex-ministro da Educação. Patriotismo é um sentimento, algo que só pode ser aferido por meio dos atos executados por tal pessoa. Weintraub foi elogiado pelo presidente da república e por vários de seus assessores, incluindo os oficiais generais que fazem parte do governo. Todavia, quanto a dobra da bandeira, por ser um procedimento bastante simbólico, ensinado exaustivamente em academias militares tanto de graduados como de oficiais e regulado por documentos que prescrevem como deve ser conduzido, podemos sim dizer com segurança que foi feita da maneira equivocada, o ex-ministro utilizou a forma que é exclusiva para honras fúnebres. 

Em qualquer situação que não seja em uma cerimonia fúnebre a BANDEIRA BRASILEIRA deve SEMPRE ser dobrada de forma que a frase ORDEM E PROGRESSO fique aparecendo, voltada para cima e para a frente.

Base: parágrafo 1º, do art. 152, Seção I, Capítulo III, Título IV, da Portaria Normativa nº 660-MD, de 19 de maio de 2009, e parágrafo 2º, do art. 126, da Seção II, do Capítulo IV, Título III, da mesma Portaria.

Procedimento par dobragem: Segura pela tralha e pelo lais, é dobrada ao meio em seu sentido longitudinal, ficando para baixo a parte em que aparecem a estrela isolada e a parte do dístico “ORDEM E PROGRESSO”.

b) ainda segura pela tralha e pelo lais, é, pela segunda vez, dobrada ao meio, novamente no seu sentido longitudinal, ficando voltada para cima a parte em que aparece a ponta de um dos ângulos obtusos do losango amarelo; a face em que aparece o dístico deve estar voltada para a frente da formatura; 

c) a seguir, é dobrada no seu sentido transversal, em três partes, indo a tralha e o lais devem tocar o pano pela parte de baixo, aproximadamente na posição correspondente às extremidades do círculo azul que são opostas; a parte em que aparecem a estrela isolada e o dístico permanece voltada para cima e para a frente.

Ao final da dobragem, a Bandeira Nacional apresenta a maior parte do dístico para cima e é passada para o braço flexionado do mais antigo, sendo essa a posição para transporte; e d) para a guarda, pode ser feita mais uma dobra no sentido longitudinal, permanecendo o campo azul voltado para cima.
Fonte: Cerimonial da Marinha EMN-006, Escola de Aprendizes Marinheiros do Espirito Santo
Revista Sociedade Militar

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