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Forças Armadas

Pompeo, em sabatina sobre a CHINA. “Sempre tive medo dos sargentos… eu sabia quem realmente comandava”.

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“Sempre tive medo dos sargentos… eu sabia quem realmente estava no comando.”. Michael Pompeo nessa quarta-feira em resposta a um SENADOR que foi primeiro-sargento das Forças Armadas norte-americanas.

Respondendo a questionamentos importantes, o secretário de Estado dos Estados Unidos, como oficial reformado, não deixou de expressar humildade e respeito pela experiência dos graduados das Forças Armadas norte – americanas, que são quem de fato orientam a experiência de tropa dos jovens oficiais.

Pompeo foi questionado sobre a China e para quem deseja entender mais sobre o assunto o texto abaixo será bem interessante ver essa transcrição da sabatina no Capitólio do Estado de Wisconsin que ocorreu nessa quarta-feira – 23 de setembro de 2020 – em Madison – Wisconsin.

“o Partido Comunista Chinês soube desde o início quão virulento era o coronavírus originado em Wuhan. Eles fizeram o que os regimes autoritários fazem. Eles oprimiram – suprimiram informação, censuraram…”

SENADOR ROTH: Eu fui e falei com nossos legisladores, que estão aqui hoje, e pedi que eles enviassem perguntas para mim e, então, eu reelaborei algumas delas apenas para que pudessem fluir bem, mas vou dar uma visão geral do que as pessoas estão pensando, e espero que o senhor possa oferecer alguma perspectiva para nós. 

Portanto, a primeira pergunta vem de dois senadores. Um é o senador Steve Nass – ele é um 1º sargento aposentado da Guarda Aérea Nacional – e o outro é o senador Dale Kooyenga, que atualmente está servindo como major na Guarda Nacional do Exército de Wisconsin. Eles estão à sua direita. E eles estão basicamente perguntando sobre algo que acho que já ouvimos muito, que o pensamento tradicional sobre a China é que, se abrirmos seus mercados e torná-los mais tradicionais, trazendo-os para as normas que temos – normas internacionais quando trata-se de comércio e assim por diante –, isso vai levá-los mais na direção de uma forma democrática de governar. No entanto, se olharmos para os últimos, digamos, 20 anos, vimos a China aumentar a pressão. Vimos os problemas com os muçulmanos uigures. Vimos o que aconteceu em Hong Kong no início deste ano e, por fim, o senador Nass menciona a militarização das Ilhas Spratly, no Mar do Sul da China.  

Portanto, a pergunta é: este pensamento tradicional em relação às forças de mercado está impondo sistemas democráticos na China ou precisamos de um realinhamento essencial na abordagem? 

SECRETÁRIO POMPEO: Sim, essa é talvez a questão central. O 1º sargento está aqui em algum lugar?  

SENADOR ROTH: Ele está na segunda fila. Steve Nass, ali está ele.  

SECRETÁRIO POMPEO: Sempre tive medo dos sargentos. (Risos.) Como um jovem tenente, eu sabia – eu sabia quem estava realmente no comando.    

Então, por 50 anos, a política dos EUA teve como tema central a ideia de que, se fizermos negócios com eles o suficiente, eles vão se abrir e vão parar com – a atividade econômica predatória vai acabar, certo –, e é isso que nos impacta nos Estados Unidos. Portanto, por todos os problemas de direitos humanos e todos os desafios dentro da China, o que mais nos interessa é garantir que competimos com todas as nações sob um conjunto de regras comerciais justas e niveladas e que todos seguem as mesmas ideias centrais de soberania e reconhecimento do estado de direito. E a teoria era que, se vocês fizessem negócios com eles o suficiente, eles cresceriam bastante, eles tirariam centenas de milhões de pessoas da pobreza – o que eles têm feito – e esse tipo de comportamento mudaria.  

Eu fiz um pronunciamento na Biblioteca Nixon alguns meses atrás, onde deixei bem claro que – isso falhou. Simplesmente – não funcionou. A teoria do presidente Nixon e do Dr. Kissinger – e Dr. Kissinger se tornou um bom amigo – pode ter sido a coisa certa para o início dos anos 70 e pode ter valido a pena tentar durante os anos 80 e 90, mas sabemos que não funcionou para o povo americano porque vocês podem ver as dezenas de milhões de empregos perdidos como resultado da propriedade intelectual (inaudível) e transferências forçadas de tecnologia que tiveram que ocorrer nas empresas, aqui mesmo em Wisconsin. Nós pensamos nas empresas maiores, mas as pequenas e médias empresas – dirigi uma pequena empresa no Kansas por anos – vocês podiam ver o que estava acontecendo com elas. Eles queriam ver nossos desenhos, queriam que mostrássemos nossa engenharia para só então poder fazer negócios com eles.     

Temos que usar fundamentalmente o conjunto de ferramentas de que dispomos, o poder que os Estados Unidos têm de simplesmente exigir um conjunto de relações justas e recíprocas em todas as dimensões com a China. Fui questionado sobre outro aspecto desta questão. “Bem, como o presidente Trump quer que isso seja visto? Como será o relacionamento daqui a cinco, 10, 15, 20 anos?” E a resposta é que isso deve ser visto como um relacionamento justo e equilibrado e onde uma nação – uma nação não ameaça outra, ou os meios de subsistência de outros países. E é isso o que buscamos.     

Portanto, apreciamos – quando a China se apresenta e compete de forma justa e equitativa e é a fornecedora de uma de nossas empresas, isso é ótimo. Mas o que vemos em muitos casos é o outro lado disso, uma relação injusta, pessoas que não respeitam a propriedade – onde não há remédio, não há remédio judicial para esses erros, trata-se de uma atividade predatória que é simplesmente inaceitável e não podemos permitir que continue. 

SENADOR ROTH: Obrigado.  

SECRETÁRIO POMPEO: E aumentar o comércio, aumentar a atividade comercial dificilmente fará outra coisa senão alimentar a continuação desse tipo de comportamento injusto e opressor. 

SENADOR ROTH: Então, a próxima pergunta é uma espécie de continuação e vem do presidente da assembleia de Wisconsin, Robin Vos. O senhor teve a oportunidade de conhecê-lo mais cedo. Ele é o rei da pipoca aqui em Wisconsin, tem seu próprio pequeno negócio aqui. Mas o movimento da China nas duas últimas décadas – particularmente nos últimos 10 anos, eles estão expandindo, eles estão tentando investir ao redor do mundo. Eles têm a iniciativa Belt and Road, que é pesada em países do terceiro mundo, mas atinge também algumas nações de primeiro mundo na Europa. A tecnologia Huawei, que eles estão tentando desenvolver, – a tecnologia 5G é o que eles estão tentando implantar em toda a Europa e em outros países. E vários comentaristas, creio, nos Estados Unidos ou especialistas estão sugerindo que isso está acontecendo na ausência –, no vácuo que existe porque o atual governo prejudicou as relações com esses poderes, e agora eles estão indo para outros lugares.          

Então, acho que a pergunta é: que risco um aumento do investimento da China em outras nações representa para os interesses das políticas externa e econômica dos EUA?

SECRETÁRIO POMPEO: Sim. Este é – este conjunto de problemas é muito anterior a este governo e não digo isso de uma perspectiva política. Não se trata apenas do governo democrata anterior. Isso já acontece há 25, 30 anos. Esta não é uma questão política. Estou te falando.       

Há consenso bipartidário em Washington sobre os desafios do Partido Comunista Chinês. Digo isso porque o que o governo Trump tentou fazer foi, pela primeira vez, enfrentar esse desafio de maneira séria, reconhecendo que levará anos para retroceder em cada dimensão da infiltração, da conectividade que se desenvolveu ao longo de 25 ou 30 anos. Você deu três exemplos. Deixe-me explicar mais a fundo um que é muito importante. Tem a ver com a infraestrutura de telecomunicações. Você mencionou a Huawei como uma empresa específica, mas o desafio é maior. Há informações sobre cada um de nós em sistemas eletrônicos. Há informações sobre nossos filhos. Isso acontece em toda parte. É assim que fazemos negócios hoje. É assim que consumimos entretenimento hoje. Essas informações não podem viajar por redes não confiáveis ​​sem colocar todos nós em risco.               

E, então, o governo Trump disse que não faríamos mais assim. Não vamos permitir que redes não confiáveis entrem no sistema de informação americano. Vamos – vamos, com o tempo, construir um sistema de serviços que sabemos que é confiável, que terá valores ocidentais, estado de direito ocidental, um entendimento central sobre transparência e abertura. Saberemos onde estará essa propriedade, essa propriedade de informação. Este é um grande desafio, mas tivemos um progresso real.       

Quando chegamos, eles estavam – a Huawei estava em ascensão, a ZTE estava em ascensão, toda a infraestrutura de telecomunicações chinesa estava em ascensão. Veja, eles estavam aparecendo como empresas estatais, subsidiando esses negócios. Por isso, se você era um pequeno país em algum lugar, aquilo parecia barato, de graça. Não é de graça. (Risos.)    

SENADOR ROTH: Certo. 

SECRETÁRIO POMPEO: Tem um custo. Pode ser que você não precise pagar logo de cara. Pode ser que não apareça na fatura. Mas há um custo real. Então, temos – adotamos uma abordagem que é – bem, há uma coisa que sabemos que podemos controlar: essa coisa é a informação americana. E vamos exigir que as informação americana viaje apenas através – em uma nuvem confiável, em uma rede confiável, através de linhas limpas e linhas telefônicas limpas. E vamos chegar lá. Estou muito confiante.           

A propósito, isso não é contra a China. Todo mundo que aparecer terá que passar por um processo de certificação. Se a tecnologia for compatível com esses princípios – isto é, se entendermos que essa informação tem uma cadeia de custódia na qual podemos confiar – então ela pode entrar aqui. A fonte dela é imaterial. Ou seja, se tiver sido construída na China, na Europa ou em Wisconsin, que assim seja. Temos o imperativo da segurança nacional para fazer isso direito. Caso contrário, viveremos em um sistema de informação que se parece mais com o que está dentro da China hoje – certo – um sistema fechado, protegido por firewall, compartimentalizado para cidadãos comuns e um enorme estado orwelliano para o governo central.       

Este não é o mundo em que o povo americano ou o povo da Europa ou, francamente, os povos da África ou da Ásia gostariam de viver. Começamos a mudar o rumo na infraestrutura de telecomunicações e em outras áreas, e assim começamos a traçar o caminho certo para a liberdade e a independência. 

SENADOR ROTH: E parece que isso está rendendo alguns resultados positivos, como os países europeus que se afastaram da Huawei em particular, sendo que alguns deles a qualquer custo. 

SECRETÁRIO POMPEO: Olha, a primeira coisa a fazer – todo mundo conhece o programa de 12 passos, certo? (Risos.) “Eu tenho um problema.” O mundo tem esse desafio e tivemos que reconhecer – essa foi a primeira coisa que tivemos que fazer – passei meus primeiros seis, oito meses viajando pelo mundo, compartilhando dados e fatos sobre os riscos: risco político, risco econômico, risco militar, risco de segurança e o risco de perder a privacidade sobre as informações pertencentes aos cidadãos. E esse esforço de informação, apenas ir lá e garantir que todos reconhecem o risco, esse esforço na verdade levou a grandes mudanças na forma como o mundo enxerga o envolvimento com o Partido Comunista Chinês.     

SENADOR ROTH: A próxima pergunta vem do deputado Jim Steineke e é relacionada com a questão comercial. Quando temos figuras nacionais desse nível se envolvendo em discussões, a questão muitas vezes não reflete no povo de Wisconsin com seus pequenos negócios, com suas fazendas e os impactos que eles podem sofrer. Vemos, ao longo dos primeiros anos – na verdade até a crise de COVID-19, quase como uma bola de pingue-pongue, nosso comércio e a retaliação tarifária entre nós e a China indo e vindo.    

A pergunta dele é: “Como podemos garantir que estamos responsabilizando a China por seus abusos nas práticas comerciais e monetárias e, ao mesmo tempo, garantir que estamos mantendo nossos negócios em Wisconsin competitivos e funcionando?”

SECRETÁRIO POMPEO: Sim. Então, volto ao que o presidente Trump falou durante sua primeira campanha em 2015 e ao longo de 2016. Ele falou sobre nossa situação em relação a – sobre a situação de uma pequena empresa do Kansas em relação à China. Se aquela pequena empresa do Kansas quisesse investir na China, ela não poderia ter o controle majoritário. O equivalente da empresa chinesa poderia ter isso aqui nos Estados Unidos. A relação comercial era totalmente diferente; tínhamos tarifas enormes.        

O Partido Comunista Chinês conseguiu convencer o mundo de que ainda é uma nação em desenvolvimento. Eles têm todas as grandes vantagens de serem considerados uma nação em desenvolvimento dentro da OMC – contra os produtos muitos mais baratos deles, uma empresa do Wisconsin ou do Kansas não tem chance de competir. E, então, o presidente começou a tentar identificar as ferramentas que tínhamos para mudar o curso, para mudar a natureza da relação, a relação comercial e econômica entre os Estados Unidos e a China.  

Portanto, o primeiro esforço foi chegar aos chineses e dizer que queríamos negociar um acordo comercial justo, equitativo e recíproco, e assim começar da maneira correta desde o início. Não houve muito progresso. Então, ele começou a usar o poder econômico da América por meio da ferramenta de tarifas para impor custos reais às empresas chinesas. Ele está ciente de que isso teve um impacto nas empresas americanas também, para o bem de algumas e em detrimento de outras. Certamente, a comunidade agrícola do Kansas também foi afetada por essas tarifas.     

Nós temos que inverter a natureza da relação; isso é imperativo. Temos que estar em pé de igualdade. E se houver custos em curto prazo, estou convencido de que a maioria dos americanos está preparada para dizer: “Eu farei isso”. Essa é a coisa certa a fazer. É a coisa certa a fazer pela liberdade, pela democracia. No fim das contas, também será a coisa certa a fazer pelas empresas deles. E, então, estamos tentando amenizar os danos às pequenas e médias empresas aqui em curto prazo para alcançar o que será uma mudança estratégica extremamente importante que beneficiará todas as empresas americanas, desde as menores em Wisconsin até as médias em lugares como Kansas e Iowa, e passando pelas empresas maiores, que estão operando em uma escala global e terão a oportunidade real de competir taticamente em um campo de jogo justo e nivelado. Essa é a missão que foi definida. Esse é o propósito das tarifas. O presidente deixou claro que adoraria viver em um mundo sem tarifas, sem barreiras comerciais –             

SENADOR ROTH: Certo. 

SECRETÁRIO POMPEO: – aberto, permitindo que os melhores compitam. Estou confiante de que os empresários de Wisconsin triunfariam se tivessem a oportunidade. Mas, para chegar lá, foram impostos custos e o presidente está determinado a continuar nesse caminho para entregar os resultados certos para as empresas de Wisconsin e de todo o país.   

SENADOR ROTH: Obrigado. A próxima pergunta vem diretamente de mim.  

SECRETÁRIO POMPEO: Tudo bem. 

SENADOR ROTH: E é relacionada com a sua Comissão de Direitos Inalienáveis, que venho acompanhando com algum interesse. Gostaria que o senhor tivesse a oportunidade de informar a todos como essa comissão foi formada e quais foram os resultados obtidos e o que o senhor espera fazer com isso no que se refere à política externa. 

SECRETÁRIO POMPEO: Obrigado. Quando as pessoas falam sobre direitos humanos, é fácil simplesmente ignorar. Parece efêmero; parece muito internacional e arejado. A verdade é que o alicerce do que nossos fundadores fizeram por cada um de nós foi este conjunto de direitos fundamentais que todos nós temos: o direito de praticar nossa fé da maneira que quisermos, o direito de proteger nossa própria propriedade e de preservar os direitos de propriedade em toda a América, o direito de falar o que pensamos livremente se discordarmos. Dentro dos Estados Unidos, nós temos tudo isso como garantido. Vi nosso Departamento de Estado agir em todo o mundo, tentando ajudar outros cidadãos a terem isso também, e – foi confuso. Quais direitos, quantos direitos, o quanto vamos lutar?        

E, então, eu pedi a um grupo de pessoas lideradas por uma mulher chamada Mary Ann Glendon para voltar e refazer a política externa americana nas mesmas tradições de nossos fundadores, os valores que tornaram esta nação tão única e tão especial, para que o Departamento de Estado tivesse um conjunto de princípios sobre os quais refletir enquanto nos movíamos pelo mundo e dizíamos o que é essencial. Porque todo ser humano foi criado à imagem de Deus, nenhum governo deveria poder nos dar ou tirar. Esse grupo de pessoas escreveu um relatório há poucos meses. Recomendo que vocês deem uma olhada – demora 25 ou 30 minutos para folheá-lo – e esse relatório os lembrará o que é tão especial sobre Wisconsin e sobre a América, por que temos tido tanto sucesso e continuamos a ser o lugar para onde pessoas do mundo todo não apenas desejam ir, visitar, se engajar, mas também desejam imitar.   

Os – os nossos fundadores estavam corretos ao criar este conjunto de direitos tão fundamentais que temos a obrigação de preservá-los e protegê-los. E eu gostaria de ter certeza de que minha equipe, minha equipe no Departamento de Estado, estava alinhada com essa história e não se perderia nessa pletora de linguagem de direitos que muitas vezes é fomentada ao redor do mundo e beneficia países como Irã, Venezuela e China. Eles falam sobre direitos humanos na China, mas nós vemos o que realmente está acontecendo lá. Gostaria de ter certeza de que tínhamos a linguagem, a retórica e esse entendimento básico disponíveis para toda minha equipe.   

SENADOR ROTH: Sim, obrigado por isso. A próxima pergunta vem do senador Pat Testin e ainda é sobre o tema dos direitos humanos. Ele é o cara com a máscara azul bem no meio, lá atrás. Há rumores de que o governo dos EUA está considerando emitir uma determinação de atrocidade para os muçulmanos uigures na China. O senhor poderia falar um pouco sobre o que isso pode ser, o que pode significar e o efeito que pode ter, e, então, por que esse é um foco para o senhor e o governo?      

SECRETÁRIO POMPEO: Então, o governo fez da liberdade religiosa uma prioridade real em todo o mundo. O presidente falou sobre isso – há quase exatamente um ano, na Organização das Nações Unidas (ONU) – sobre essa ideia de que o ser humano deve ter a capacidade e o direito de exercer sua consciência. Algumas pessoas não escolherão nenhuma fé. Cristãos, muçulmanos, judeus, todos – mas todos têm que ter essa liberdade. O que está acontecendo nesta parte ocidental da China a que você se referiu é a antítese disso, um grupo de pessoas, por serem quem são, por suas crenças e sua raça, estão sendo tratados da maneira mais horrenda – esterilizações forçadas, abortos forçados, um sistema de vigilância 24/7.     

Nós – o número que temos é de cerca de 1 milhão de pessoas presas nessas terríveis condições, e os Estados Unidos têm a responsabilidade de protestar contra isso. Estamos considerando a linguagem que usaremos e como descreveremos o que está acontecendo. Quando os Estados Unidos falam sobre crimes contra a humanidade ou genocídio, somos muito … tentamos ser muito precisos e muito cuidadosos, porque essas palavras têm um peso enorme. Mas não se enganem, o mundo está acordando para o que está acontecendo nesses lugares, e tudo o que pedimos é que o governo chinês pare esse tipo de atividade e trate essas pessoas com o respeito que conquistaram pela natureza de sua humanidade. É realmente simples assim.     

SENADOR ROTH: Eu me lembro de, ainda criança, ver na tela da TV – o Muro de Berlim caindo e a liberdade que veio para aqueles –

SECRETÁRIO POMPEO: Você é muito jovem.

SENADOR ROTH: Eu sou um – sim, certo. (Risos.) Sim. E agora estamos vendo em Hong Kong – eu apresentei mais cedo o chefe da associação estudantil para Hong Kong, Marco Lam – estamos vendo em Hong Kong, na verdade, quase o oposto daquilo, temos aquela cidade que está indo na direção oposta [dos direitos humanos] por causa da China e de sua lei de segurança. Eu conheço o Reino Unido – eles estão trabalhando para fornecer vistos para o povo, ou pelo menos para alguns deles, potencialmente 3 milhões deles. Tem alguma coisa que os Estados Unidos podem fazer e tem alguma coisa que vocês estão pensando em fazer para apoiar as pessoas que amam a democracia em Hong Kong?     

SECRETÁRIO POMPEO: Sim. Na verdade, fizemos bastante. A situação é realmente lamentável. No fim das contas, este é um exemplo – o que está acontecendo em Hong Kong hoje é outro exemplo de promessas quebradas pelo Partido Comunista Chinês. Então, eles prometeram em 2015 que não armariam o Mar do Sul da China, mas o fato é que agora violaram a promessa fundamental que fizeram. Em Hong Kong, eles fizeram uma promessa por 50 anos – na verdade prometeram ao Governo britânico, mas foi um acordo certificado pela ONU – eles prometeram que, por 50 anos, tratariam Hong Kong de maneira fundamentalmente diferente, – a ideia era ter um país, mas com sistemas separados, dois sistemas. E eles quebraram essa promessa. Acho que é muito revelador quando as nações não cumprem os compromissos que decidiram assumir.          

E, então, nós fizemos o que pudemos para apoiar o povo livre de Hong Kong. É a luta deles. O Reino Unido fez um bom trabalho ao dizer àqueles de vocês que estavam em Hong Kong que ficou entendido que vocês ainda teriam uma década e meia de liberdade – eles têm uma relação muito especial, um conjunto de regras de visto que é diferente do nosso. Acho que eles irão receber algumas dessas pessoas.     

Mas começamos, como disse o presidente na ordem executiva, a dizer que, se o governo chinês vai tratar Hong Kong como apenas mais uma cidade comunista, nós também o faremos. Portanto, O presidente disse que acabariam todos os arranjos especiais que existiam entre os Estados Unidos e Hong Kong, todos os acordos diferentes dos que tínhamos com a China continental. Se eles vão tratar tudo como a mesma coisa, se vão tratar o povo de Hong Kong da mesma forma que tratam as pessoas em outras partes do país, então os Estados Unidos deveriam fazer isso também. E nós fizemos um grande progresso ao longo desse caminho, apoiando os direitos democráticos dessas pessoas da mesma forma que temos esperança de que as pessoas em toda a China terão os próprios direitos humanos e liberdades que tanto merecem.    

SENADOR ROTH: Bem, Sr. Secretário, nosso tempo aqui está chegando ao fim. Mas, nesta breve conversa, acho que ficou bem óbvio para todos que há alguns desafios sérios lá fora, no mundo de hoje, e agradecemos sua liderança nessas questões. Há algumas reflexões ou comentários finais que o senhor gostaria de apresentar aos nossos legisladores aqui presentes,  gestores de políticas públicas e líderes empresariais aqui em Wisconsin?    

SECRETÁRIO POMPEO: Eu me considero um cara da indústria manufatureira. Foi onde comecei antes de perder a cabeça e concorrer ao Congresso. Agora tenho o privilégio de servir como Secretário de Estado da América. E vocês devem saber que me penso na minha família do Kansas – minha família tem uma fazenda em um pequeno lugar chamado Winfield, acho que é de um dos meus primos. É fácil pensar que essas peças não se encaixam, mas o lugar da América no mundo, nossa capacidade, nosso poderio econômico são fundamentais para minha capacidade de conseguir bons resultados ao redor do mundo. E por isso quero agradecer a todos que se levantam todas as manhãs, vão trabalhar e fazem o possível para gerar valor para suas empresas; quero agradecer a cada criança que vai para a escola e estuda o máximo que pode. Espero que todos vocês estudem matemática, ciências e engenharia. Precisamos de mais capacidade técnica aqui nos Estados Unidos.           

Saiba que o presidente Trump e eu, quando viajamos pelo mundo e estamos envolvidos nessas questões importantes e complexas ao redor do mundo, nos concentramos profundamente na ideia de que, se acertarmos aqui na América, se nós – se o presidente usar a expressão “A América em Primeiro Lugar” – se acertarmos aqui, iremos beneficiar absolutamente todos vocês. Vamos beneficiar o povo de Wisconsin e beneficiar o povo em todas as partes dos Estados Unidos da América, e também seremos uma força do bem em todo o mundo. Uma América livre, próspera e bem-sucedida é um pilar absoluto para o mesmo tipo de oportunidades para povos em todo o mundo. Por isso, estamos muito focados em garantir que sempre nos lembraremos dos lugares de onde viemos e, quando acertarmos, quando conquistarmos bons resultados para os Estados Unidos, meu trabalho como Secretário de Estado será muito mais produtivo.    

Então, obrigado por me receberem aqui hoje. Tem sido uma alegria, muito bom, uma verdadeira bênção estar aqui com vocês. Obrigado pelo que todos vocês fazem todos os dias para se certificar de que Wisconsin está indo bem. Deus abençoe todos vocês.    

SENADOR ROTH: Obrigado. Em nome do presidente da assembleia Vos e de toda a nossa legislatura, obrigado por virem hoje à nossa capital. Agradeço.   

SECRETÁRIO POMPEO: Obrigado a todos. Boa sorte. (Aplausos.)  

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