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Forças Armadas / Polícia

FORÇAS ARMADAS EM COMPASSO DE ESPERA

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“Uma vulnerabilidade vital que precisa ser revertida pela atual governança” 

A Marinha, hoje, agora, não pode ficar divagando sobre um submarino “banguela”, que só será concluído em 2025. As ameaças não têm data para serem concretizadas. No que tange a submergíveis, consta que a Força Naval só dispõe de “5”, todos incapazes de lançar mísseis na situação de submersos, uma capacidade, que se diga, ao que tudo indica, existe para os submarinos de todas as forças navais dos chamados “grandes predadores militares”, justo aqueles que vão nos testar, mais dia menos dia. Em assim sendo, para o alcance, no prazo mais curto, da vital capacidade de dissuasão extrarregional, não seria mais lógico dotar estas “5” belonaves com esse recurso? Quanto aos navios de escolta (consta que são em número de “14”, mas só “10” estariam operativos), pelo menos os que ainda não foram para estaleiro, por que não dotá-los, todos, com o míssil “EXOCET” que, se diz, já é fabricado/desenvolvido pela própria MB? E que se diga, só isto não vai resolver o problema de um enfrentamento com, por exemplo, uma força tarefa russa que lança mísseis do Mar Cáspio para atingir a Síria.

A Marinha precisa de muito mais, maxime de vetores que alcancem 1500/2500 km. Ah! Mas jogar dinheiro fora com navios de desembarque, para isto vale tudo! Alerta! Aposto que o projeto vetor de respeito VDR 1500/2500 km, mesmo depois do alerta dado, ainda não foi nem agendado pela “AVIBRÁS” que, parece, está dormindo nos “louros da vitória” com aquele foguetinho junino de alcance 300 km, de carga máxima permitida de 500 kg! Quanto a aviação naval, por Deus, ninguém deseja que ela feneça, mas devemos sediar nossos parcos meios junto ao litoral defrontante das bacias de Campos/ RJ e de Santos/SP. Vamos esquecer esse devaneio romântico de porta aviões da “batalha de MIDWAY”. Vamos raciocinar com a base aeronaval de São Pedro de Aldeia/RJ, com um aeroclube adaptado/potencializado no litoral de Santos/SP.

O Exército, hoje, agora, só tem condição de cumprir missões de segurança interna, e isto com grandes restrições. Quanto a garantir a defesa do país contra “grandes predadores militares”, sua principal missão, está totalmente incapacitado. Continua divagando em cima de “7” projetos megalomaníacos, sem nenhum retorno de curto prazo. Há que se colocar o pé no chão. Blindados continuam a ser a fixação da Força Terrestre. Para que? Para integrar “coalizões” surreais no Oriente Médio? Enquanto isso nossos batalhões de infantaria de selva são mantidos absolutamente inferiorizados em embarcações apropriadas para a condução de operações fluviais na Amazônia.

A artilharia, atualmente a arma mais importante para se lograr o estágio de dissuasão extrarregional, tiranicamente limitada por um tratado que impede ao país desenvolver “vetores de cruzeiro”, está mal distribuída. Os grupos de ASTROS II, todos distantes do litoral, estão prejudicados na otimização do alcance ridículo de 300 km, tendo que deslocar da região centro oeste para o litoral para se bater as bacias do pré sal, isto sem falar da não existência deste material nas imediações da foz do Amazonas.

Os artigos com matérias da autoria do Coronel Gélio Fregapani são por demais elucidativos, expondo de forma clara, concisa e objetiva, como se pode, no mais curto prazo e com o mínimo de custos, otimizar o planejamento do preparo para o emprego da Força Terrestre na “estratégia da resistência”. Que se diga, sim, a única que nos foi permitida pelas grandes potências militares. Mas que os brasileiros não se enganem: o inimigo precisa ser batido ainda antes que chegue, seja nas nossas fronteiras, seja em nosso mar territorial, e o estágio ideal de dissuasão extrarregional, do qual a nação está necessitando para sua própria sobrevivência, jamais será alcançado se a arma de artilharia não for dotada de potência de fogo superior.

A Força Aérea, hoje, agora, quando muito, tem condições de abater teco-tecos de traficantes. Não, não me venham com ilações sobre o poder aéreo dos “cucarachos”. Não são os ‘HERMANOS” que vão lançar seus balões de ensaio sobre o pré sal ou por sobre a foz do Amazonas.  Ah! O kC 390! Minha gente, precisamos muito mais de caças de última geração do que propriamente de aeronaves logísticas. Há que se raciocinar como dispor, como valorar, no mínimo como remediar, contando já com os tão esperados ‘GRIPEN” e com a hipótese de que os “F-5” e os “AMX” estejam, todos, disponíveis. Inicialmente os “36” novos GRIPEN, estes, salvo melhor juízo, poderiam ser distribuídos da seguinte forma: “10” em Anápolis/GO, substituindo os “12’ antigos MIRAGE 2000 (aqueles adquiridos  de segunda mão na FRANÇA de Macron); “13”, que seriam baseados no litoral do Rio de Janeiro ou de São Paulo defrontando as bacias pré sálicas, e os demais (os outros “13”) em Belém/PA no entorno da foz do Amazonas. sobrando “110”, cerca de “57” F-5 e ”53” AMX, estes que, se subentende, já tenham sido modernizados pela EMBRAER.

Quanto aos F-5 de Anápolis/GO, estes seriam transferidos para reforçar o grupo de mesmo material baseado em Manaus/AM ou para uma base em Boa Vista/RR, reforçando o poder aéreo da grande região norte, atualmente mais do que fragilizado. A Amazônia disporia assim dos caças suecos na capital paraense e de maior número de F-5 no interior do Estado do Amazonas ou no, mais do que ameaçado pelo secessionismo, Estado de Roraima. Deve ser salientado o robustecimento do ‘aparato aéreo” defrontante das bacias pré sálicas, pelos caças da MB que estariam baseados em São Pedro D’ Aldeia/RJ ou em Santos/SP. Apenas atentar para o fato de, na grande região norte, somente a base de Manaus conta atualmente com caças quando, muito mais do que isso, todas as capitais da Amazônia deveriam basear um esquadrão deles, que fosse, uma esquadrilha. Mas isto é para uma 6ª potência econômica que se desse ao respeito e não esta que, ao que parece, só existe para aumentar o salário de uma classe política desqualificada.

Mas não se vai esquecer de falar no orçamento da pasta da defesa. Brasileiro! Não vai acontecer nada se o “pires na mão” continuar sendo estendido nas audiências públicas das “comissões de defesa nacional” das duas casas legislativas! É preciso que os bastões de comando sejam brandidos em prol da defesa do País! De que vão adiantar apenas educação, saúde e segurança sem soberania! No mínimo um percentual do “PIB” assemelhado aos de alguns dos chamados “BRICS” (pelo menos os que se dão ao respeito) desde já. Ao tempo do inconsequente ministro Celso Amorim, este previa a equiparação só daqui a ’10” (dez) anos… valha-me deus”! A defesa precisa ser olhada com a seriedade que o século está a exigir, sem que se alugue soberania em Alcântara/MA, muito menos se submetendo a ajustes impeditivos quanto a uma capacidade de dissuasão extrarregional.

E o tal “Projeto SISFRON”, aquele que nunca foi sem nunca ter sido? Um projeto caríssimo com prazo de conclusão a perder de vista para monitoramento das fronteiras, que hoje, agora, continuam mais abertas do que nunca em nossa grande região norte. Apenas para que se tenha uma ideia, com os tais R$ 185 milhões que o Exército precisava, no mínimo, para dar prosseguimento ao projeto megalomaníaco, a quatro anos passados, se poderia comprar até “30” (preço unitário US$ 2 milhões, na faixa equivalente R$ 6 milhões)  das chamadas “lanchas PATRULLERAS de rios/lpr-40” na Colômbia, embarcações rápidas, em função do  sistema JETPUMP, com 12,7 metros de comprimento, 2,8 de largura e velocidade de até 32 nós, completamente blindadas e armadas com quatro estações para metralhadoras BROWNING m-2hb-qcb de 12,7 mm e US ORDNANCE M-60 de 7.62 mm, com capacidade de transportar até 10 (dez) soldados (equivalente a um grupo de combate/GC) mais uma tripulação de 6 (seis) homens. A lancha, desenvolvida para cumprir missões de patrulha, reconhecimento, vigilância e controle fluvial (finalidades do “SISFRON” que poderiam ser alcançadas de imediato) foi testada pelo Estado-Maior do Exército/EME, onde a empresa manifestou a possibilidade de transferência de tecnologia e instalação de estaleiro em Manaus/AM ou em Belém/PA, dependendo do número de embarcações adquiridas. acrescente-se que a “COTECMAR”, fabricante da lancha PATRULLERA, disponibilizou ao EB a possibilidade de acompanhamento da construção das embarcações nas instalações do estaleiro da empresa por equipe de militares brasileiros (sinal verde! Urge que a ENGEPRON ou qualquer outra empresa do ramo, por certo existente no parque industrial de São Paulo, receba as encomendas pelo EB.

Paulo Ricardo da Rocha Paiva / Coronel de infantaria e Estado-Maior

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