O que falta para os “não esquerda” se mobilizarem?

Você é "de Direita", então leia esse texto. É importante.

O problema da direita brasileira. Impedimentos e questões importantes sobre mobilização.

Se você é "de direita", "conservador" ou simplesmente não-esquerdista esse texto é importante para você, as outras questões são menores, se resolve depois.  

   A direita brasileira, que graças à internet já esboça uma reação, tem de superar alguns poucos problemas pontuais. Vencidas essas questões não há como se impedir uma vitória nos próximos anos. Há ainda falta de políticos que assumam esse posicionamento, mas a tendencia é que estes surjam, na medida em que o paradigma do politicamente correto caia. Já está acontecendo.

   O próprio ceticismo e cuidado em abraçar novos projetos, a descentralização das decisões, individualismo, garra em lutar por ideais e foco em alcançar um objetivo concreto e completo, que são características intrínsecas da sociedade de direita, têm sido obstáculos à reorganização desse grupo. Na questão política que se apresenta devem ser feitas concessões, deve-se buscar os focos comuns e estreitá-los o máximo possível, concentrando as forças no alvo estabelecido. Depois de alcançado o objetivo, democraticamente se discutirá as posições de cada um. 

 Exemplos negativos.

1 – Nas passeatas solicitando a intervenção militar houveram grupos que sugeriram que se levasse imagens da Virgem Maria, e isso foi feito. Algumas pessoas que apoiavam a intervenção deixaram de comparecer aos eventos por não compartilhar da visão religiosa dos católicos. Quem levou imagens poderia pensar nos evangélicos, espíritas e até ateus que iriam ao evento e decidir por não fazê-lo. Por outro lado, quem deixou de ir poderia ter também relevado essa questão.

2 – Na campanha “Fora PT #2014semPT” lançada essa semana na internet, embora milhares de pessoas já tenham aderido, há algumas negativas sob alegação de que deveria ser também “Fora PSDB”, ou Fora PMDB”. Ora, não seria impossível abarcar em uma só campanha o desejo de toda a sociedade de direita, temos que focar em um objetivo comum. Se você é contra o PT e o PSDB o fato do movimento abarcar somente parte de sua posição não é motivo para se colocar como “do contra”. Trabalhar em equipe exige flexibilização.

Exemplos positivos.

1 – Na passeata do Rio de Janeiro, de 22 de março, conversamos com várias pessoas que não desejavam a intervenção militar, mas compartilhavam do desejo que que o PT deixasse o governo, estes compareceram ao evento e levaram apenas bandeiras do Brasil. Engrossaram as fileiras porque entendem que, desde que se caminhe para a direita, devem cooperar. A própria manifestação em si era uma demonstração de reprovação contra o governo atual, o movimento foi interessante e chegou ao principais jornais do Brasil e mundo.

2 – Na passeata de São Paulo havia pessoas com cartazes condenando as urnas eletrônicas e pedindo o voto convencional, estes obviamente não pediam intervenção militar, mas entendiam que os pleitos ali presentes apontavam para a direita, por isso somaram forças. Havia também manifestos citando o caos na Petrobras.

Não vivemos mais no contexto dos séculos passados, hoje há um sem número de possibilidades que cabem dentro de cada opção política, uma pessoa pode se declarar de direita e ter preferencias distintas em relação a diversos assuntos.

Quase sempre temos em comum a defesa das posições abaixo, com poucas variações.

  • A defesa da honestidade na gestão do patrimônio público;

  • A redução dos impostos;

  • Ajuda para quem precisa e não para quem não quer trabalhar;

  • O livre mercado;

  • A propriedade privada é intocável;

  • Estado deve ser menos intervencionista;

  • Tribunais devem ser eficazes e rigorosos;

  • Fim do assistencialismo eleitoreiro;

  • liberdade de expressão.

  • Liberdade religiosa.

Essas coisas e mais algumas poucas, geralmente derivadas dessas, nos bastam.

É obvio que há divergências, uns querem ainda hospitais públicos, outros acreditam que a saúde deve ser totalmente privatizada, e outras questões sempre surgirão. A própria possibilidade de discussão faz parte do que defendemos. Devemos ter sempre em mente que lutamos por um estado democrático de Direito.

A esquerda no Brasil conseguiu sua hegemonia justamente por se focar nos objetivos comuns. Colocando de lado as divergências eles abarcaram todos os grupelhos que tinham uma nesga de socialismo em seus projetos, por mais absurdos que estes fossem. Virou para a esquerda eles entram no barco, depois acertam os detalhes.{jcomments on}

Não somos idiotas úteis e nem carregados pela emoção, precisamos nos focar. Precisamos nos unir e traçar objetivos com possibilidade de sucesso. Depois resolvemos nossas questões menores, coisas “de família”.

Robson A.D.Silva J.   http://sociedademilitar.com.br   

 
 

Mais acessados da semana

To Top