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Começou. Terror consegue impor suas exigências ao mundo. Turquia proíbe “falar mal” de Maomé.

Começou. Terror consegue impor suas exigências ao mundo. Países proíbem “falar mal” de Maomé.

É um paradoxo. Governos como o do japão se negam a pagar o resgate de seus cidadãos alegando que aceitar condições poderia gerar uma onda de sequestros. Contudo, começam a ceder de outra forma, quando impõem aos cidadãos novas regras totalmente descontextualizadas, por puro e simples medo de novos atentados advindos de radicais islâmicos.

Podem falar mal de Jesus, podem falar mal do Papa, podem falar mal de Buda, de Alan Kardec e de qualquer um, homem ou Deus, que represente qualquer religião. Mas, não falem mal de Maomé, pois você, sua casa, redação ou empresa poderá ir pelos ares por meio de um “idiota bomba”.

A Turquia, que essa semana vem chantageando líderes europeus, dizendo para provarem que não são islamofóbicos deixando o país fazer parte da União Européia, faz valer a partir de hoje uma proibição preocupante. Se isso ganhar o mundo pode desencadear uma reação em cadeia no que diz respeito ao direito de expressão.

menorproitledO Tribunal turco de Ancara, em nível federal, proibiu a partir de hoje a veiculação na INTERNET de páginas que contenham insultos ao profeta Maomé e ameaça impedir o acesso total à rede social se a determinação não for cumprida.

A Turquia já vinha desde a semana passada bloqueando páginas na rede mundial que exibissem as imagens divulgadas pela revista Charlie Hebdo.

A nova decisão, tomada pelo tribunal no domingo, foi em resposta ao pedido de um promotor, de acordo com a emissora estatal TRT.

A medida é extremamente subjetiva. Para um fanático religioso o que é falar mal? O que é um insulto contra seu ícone religioso? Para os cristãos fundamentalistas ouvir alguém dizer que Jesus Cristo é um homem comum soa como um grave insulto a sua divindade. Mas, mesmo assim, muita gente diz isso em vários veículos de comunicação. Nem por isso os cristãos saem por aí explodindo pessoas.

Na medida em que qualquer restrição à liberdade de expressão for aceita, será muito mais fácil que outras limitações sejam impostas, por isso é preciso repudiar veementemente normas desse tipo.

Essa foi a medida mais recente adotada para inibir materiais considerados ofensivos sobre questões religiosas no país de maioria muçulmana, onde o governo do presidente Tayyip Erdogan tem defendido uma agenda islâmica.

Robson A.D.Silva – http://revistaverdeeamarelo.com e http://sociedademilitar.com.br

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