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O que fez a imprensa brasileira apresentar Marco Archer como “instrutor de asa delta” e não como TRAFICANTE PRESO?

O  que fez a imprensa brasileira apresentar Marco Archer como “instrutor de asa delta” e não como TRAFICANTE PRESO?

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Há exceções. A repórter Rachel Sheherazade descreveu Archer como “um mercador de desgraças”.

Recentemente estivemos próximos de religiosos que visitaram Marco Archer na Indonésia. Eles descreveram o traficante executado como uma pessoa que não parecia arrependida do que havia feito. Marco Archer parecia se orgulhar da profissão que “exercia”. Profissão que, não podemos nos esquecer, destrói vidas no Brasil e mundo.

Segundo o presidente da Indonésia, no seu país morrem de 40 a 50 pessoas diariamente por causa das drogas.

Segundo informações recentes, O Brasil é o país com o maior número de viciados em crack e o segundo maior mercado consumidor de cocaína do mundo. Dados da Polícia Militar de São Paulo estimam que 80% dos crimes urbanos cometidos no Brasil têm alguma relação com tráfico de drogas.

Vinte mil brasileiros morrem anualmente pelo consumo de drogas ou por crimes relacionados ao tráfico.

Archer, pelos relatos, parecia arrependido. Mas, não de ser traficante. Estaria arrependido de ter errado a ponto de ser preso.

Marco Archer disse que: Nunca tive um emprego diferente na vida”. E usou “todo tipo de droga que existe”.

Segundo os amigos do traficante, ele teria uma espécie de sentimento de invulnerabilidade, por ter sobrevivido a um grave acidente de asa delta.

No Brasil não temos pena de morte para traficantes. Porém, temos pena de morte para usuários de drogas que não conseguem quitar suas dívidas com os mesmos. Temos também pena de morte para policiais que caem nas mãos deles e temos pena de morte para qualquer pessoa que tenha o azar de passar na frente de um traficante no momento em que este precisa de seu carro ou de um escudo humano.

O traficante Marco Archer foi executado na Indonésia. Concordando ou não com a pena de morte, há nesse episódio uma grande verdade. Com toda certeza a execução já desestimulou outros traficantes brasileiros, “surfistas”, instrutores de vôo” ou qualquer outro “profissional” de tentar entrar no país levando drogas.

Falam por aí que a vida de Archer “merece ser filmada”. Como vivemos no país dos paradoxos, é bem possível que em algum tempo estreie um filme, certamente financiado pelo poder público, retratando a “carreira” fatídica desse traficante.

Revista Sociedade Militar.

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