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Intervencionistas, o que pensamos. Revista Sociedade Militar

INTERVENCIONISTAS e a Revista SOCIEDADE MILITAR

11111111ubatledComo publicação voltada para assuntos que envolvem Forças Armadas, Forças Auxiliares e Segurança Pública, acompanhamos o MOVIMENTO INTERVENCIONISTA desde o seu início, ha alguns anos. Acompanhamos a fundação de vários grupos e até a mudança de postura de outros.

Acompanhamos suas manifestações no Rio e em São Paulo, acompanhamos a Marcha da Família que realizaram com sucesso. Acompanhamos também a rixa que surgiu em São Paulo entre intervencionistas e grupos que pedem impeachment etc. Acreditamos também, como os intervencionistas, que as Forças Armadas agiram de maneira acertada nos anos 60 e 70, impedindo que o comunismo fosse imposto ao nosso país.

Como revista não nos cabe aqui apoiar ou rejeitar posições políticas ou filosóficas. Publicamos e divulgamos o que acontece. Como veículo posicionado mantemos uma linha editorial que se opõe à corrupção, ao cerceamento dos direitos de expressão, perseguição à princípios liberais, imposição de costumes anti-família e anti-patriotas.

Temos percebido que nossos campos para comentários permanecem lotados de comentários pedindo aos militares que “façam a intervenção”!

Como assim? Como pode-se tentar impor a ideia de que alguém deve realizar uma ação extremamente complicada, que afeta drasticamente toda a nação, em um momento em que a maior parte da sociedade não expressa de forma alguma que entende que há caos ou desordem social que justifique um estado de exceção? Não seria isso uma espécie de radicalismo? Repetimos. Acreditamos que todos tem direito de lutar por aquilo que acreditam, e de tentar convencer pessoas a aderir a suas posições. Mas, sempre de forma civilizada e democrática.

Temos recebido reclamações de leitores sobre a dificuldade para discutir assuntos voltados para segurança, política etc. Em qualquer postagem em nosso site. Mesmo que sejam sobre assuntos específicos, como a questão de jornada de trabalho, reajuste de salário ou saúde de membros das forças armadas, há mensagens de intervencionistas. Eles invadem grupos que estão conversando e tentam impor um assunto totalmente diverso do que se está “falando”. Esse comportamento, alem de mau educado,  soa como fanático e estranho.  

Quando publicamos um desmentido sobre texto absurdo que atribuíram ao Comandante de Exército fomos inundados por e-mails nos chamando de “petistas” e “comunistas”!

Ora, chega um momento em que precisamos avaliar nossas ações, perceber como é a visão do mundo a respeito de nosso comportamento. Pessoas que agem impensadamente e inoportunamente não serão levadas a sério onde quer que estejam, seja no mundo físico, seja no mundo virtual. Antes de se expressar já são conhecidos como loucos, sua reputação geralmente os precede.

Há um grupo que se dispôs a permanecer em manifestação constante pela prisão daqueles que consideram como corruptos, eles pedem aos militares que prendam a Presidente e parte do parlamento. Eles tem direito de pedir isso, e o respeitamos. Como qualquer pessoa, eles têm direito de pedir o que desejarem. Estivemos com eles e, a despeito de cremos ou não que alcançarão seu objetivo – escrevemos sobre os mesmos – após atestarmos que são pessoas decentes e patriotas, que se esforçam da maneira que podem para chamar a atenção sobre o que acreditam ser o melhor para o país. Esse grupo se comporta de maneira educada, sem tentar forçar outros a aderirem a seu posicionamento, sem chamar de PETISTA qualquer um que discorde de suas posições e/ou maneira de agir.

Seria interessante que sejam usados como exemplo. Publicamos artigo sobre seu acampamento AQUI.

Talvez se estivessem nesse acampamento pelo menos 1000 pessoas, as instituições levassem mais a sério a possibilidade de encaminhar seu pleito. 

Editorial de Revista Sociedade Militar

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