Forças Armadas / Polícia

Lutar contra o ISIS. Combatentes de várias nacionalidades, incluindo BRASILEIROS, se alistam no YPG

Como combatentes de várias nacionalidades se alistam no YPG.

Revista Sociedade Militar – Geopolítica – Mundo

Centenas de ex-militares e até pessoas que nunca tocaram em armas, de vários locais do planeta, têm buscado informações sobre como se alistar no YPG, Unidade autodenominada como de Proteção Popular, que atualmente possui efetivo de cerca de 30 mil combatentes e coleciona vitórias contra o avanço do Estado Islâmico no Curdistão.

O YPG se denomina como “uma instituição militar legítima, multi-étnica e de multi-nacionalidades formado por combatentes que tomam para si o direito legítimo de auto-defesa de acordo com as leis internacionais. Alegam eu sua missão é proteger Curdistão e dissuadir qualquer força militar que visa desestabilização da paz no local”.

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Visão política

O grupo critica a tentativa de impor o comunismo no passado, dizendo que não levou liberdade para o Leste Europeu. Mas, também critica o “capitalismo”, alegando que criou um sistema nocivo. O YPG se auto-denomina como revolucionário e tem uma ideologia que pode ser definida como de esquerda.

Um de seus textos diz: “For a long time we have been training for this, in Chiapas, Wall Street, Catalunya, South America, Greece… In Rojava they are finally doing it.  If the Rojava revolution goes on it can spread to the minds of those who are ready for freedom”.

“Por longo tempo treinamos para isso, em Chiapas, Wall Street, Catalunha, America do Sul… No Curdistão finalmente colocamos em prática. Se a revolução de Rojava continuar ela pode se espalhar para as mentes daqueles que estão prontos para a liberdade” (Tradução livre do articulista)

Em outro momento um dos representantes do YPG diz que lutam para uma sociedade livre e contra a tirania, capitalismo e patriarcado.

Pelo facto de invocar a luta em Chiapas, por usar uma estrela vermelha ao centro de sua bandeira, abolir impostos nos locais sob o seu domínio e condenar a revolução comunista – dizendo que cerceava liberdades – podemos acreditar que o YPG tem o anarquismo e a revolução armada em suas bases filosóficas. 

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Brasileiros combatendo

Recebemos informações de que há brasileiros combatendo nas fileiras do YPG. E não há motivos para se duvidar disso, na medida em que homens e mulheres de diferentes nacionalidades tem se alistado nas fileiras da força. Talvez a maioria não se preocupe em investigar origem e fins da sigla no que diz respeito a fundamentação teórica e tendências filosóficas. A maioria dos que se alista tem como principal motivação combater o Estado Islâmico, considerado por muitos como ameaça global.

Depois de fechar contatos por meio de conhecidos ou insistir por meio dos contatos OFICIAIS do YPG no Twitter e site do grupo, a maioria viaja para Sulaymaniyah, no norte do Iraque e depois entra na Siria.

O trajeto geralmente é … Frankfurt, Doha e Sulaymaniyah.

Um soldado da Força Aérea Portuguesa, Mario Nunes, recebeu informações pela internet a partir da página do Lions of Rojava, abandonou a Força Aérea e viajou para o local sem autorização. Foi recepcionado em Sulaymaniyah, recebeu adestramento e combateu contra o ISIS. Até agora as forças armadas portuguesas não abriram processo disciplinar contra Mario, apenas o excluíram.

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Pagamento, uniformes e alistamento

Soldados voluntários no YPG explicam que não há pagamento para todos, e que podem (e devem) usar seus próprios equipamentos, calçados, uniformes e armas acumuladas ao longo das batalhas ou adquiridas pelos próprios.

Um vídeo que circula pelo Oriente Médio e Europa mostra uma entrevista com um combatente brasileiro que luta ao lado do YPG. Observe (atenção) que o brasileiro fala em adquirir experiência e levar adiante o que aprender com a “revolução”.

No final de 2015 o Daily News curdo (veja aqui) mencionou um combatente brasileiro do YPG. Ele recepcionava um inglês recém-chegado, voluntário.


A idade não parece ser um problema para combater no YPG. Em junho de 2015 cerca de 70 ex-militares armênios se alistaram de uma só vez, alguns dos soldados são bastante experientes, um deles tem 55 anos de idade.

Entrevistado, o experiente soldado, chamado Barkhodan, disse que o ISIS representa um risco para todos, não só para os curdos.

 “Nós estamos lutando aqui em defesa do povo armênio do risco de extremistas é, nós não diferenciamos entre árabes, curdos, cristãos e muçulmanos… A principal razão para muitos combatentes estrangeiros estarem aqui (norte da Síria) é a necessidade de eliminar os inimigos da humanidade“.

Na mesma época um militar australiano foi morto em combate contra o Estado Islâmico, apenas dois meses após ter se unido ao grupo ele pisou em uma mina terrestre na Síria.

O australiano havia informado e família que viajava para ações humanitárias no Oriente Médio. Um membro do Lions de Rojava informou que era um homem incomparável que lutava em defesa de suas convicções. O primeiro ministro Australiano comentando a morte disse que ha uma diferença gigantesca entre o combatente falecido, que lutou por um ideal nobre, e aqueles que vão para o local se unir ao Estado Islâmico.

há uma diferença moral entre lutar por radicais islâmicos e lutar por aqueles que estão dando o melhor de si para defender suas regiões”, Disse o Primeiro Ministro da Austrália.

Contactos https://www.facebook.com/TheLionsOfRojavaOfficial/  e http://ypgrojava.com/en/ragihandin/

Revista Sociedade Militar

ATENÇÃO. Recebemos informações de que ha um grupo de brasileiros se preparando para viajar para o Oriente Médio já nos próximos meses para – como já fizeram combatentes de vários locais – se juntar aos CURDOS. Os contatos estão logo abaixo no campo de comentários, onde podem trocar idéias e discutir sobre o assunto com liberdade.

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