Forças Armadas

MILITARES. Mãe que perdeu três filhos na guerra é instituída como PATRONA do Dia da FAMÍLIA MILITAR.

dia da familia militar patrona

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MILITARES. Mãe que perdeu três filhos em guerras é instituída como PATRONA do Dia da FAMÍLIA MILITAR.

Veja o texto:

A PORTARIA Nº 650 do Comandante do Exército Aprova a Diretriz para a entronização de D. Rosa da Fonseca como Patrona da Família Militar e implantação do Dia da Família Militar (EB10-D-05.001) e dá outras providências.

O COMANDANTE DO EXÉRCITO, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 4º da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, alterada pela Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010, o inciso XIV do art. 20 da Estrutura Regimental do Comando do Exército, aprovada pelo Decreto nº 5.751, de 12 de abril de 2006, ouvidos o Estado-Maior do Exército e o Departamento de Educação e Cultura do Exército, resolve:

Art. 1º Instituir D. Rosa Maria Paulina da Fonseca (1802-1873) como Patrona da Família Militar e estabelecer o dia 18 de setembro, seu nascimento, como o Dia da Família Militar.

Art. 2º Aprovar a Diretriz para a implantação das citadas reverências no âmbito do Exército, que com esta baixa. Art. 3º Estabelecer que esta portaria entre em vigor na data de sua publicação.

  1. FINALIDADES
  2. Orientar, no âmbito da Força, as ações a serem realizadas a fim de entronizar D. Rosa Maria Paulina da Fonseca (1802-1873) como Patrona da Família Militar.
  3. Implantar o dia 18 de setembro, data de seu nascimento, como o Dia da Família Militar.
  4. Elencar as principais atribuições e responsabilidades dos diferentes órgãos comprometidos com as ações que dão efetividade à presente Diretriz (Dtz).
  5. REFERÊNCIAS
  6. Pensamento e intenção do Comandante do Exército, de 26 de fevereiro de 2015.
  7. Diretriz para a Execução do Projeto sobre Raízes, Valores e Tradições (EB20-D-10.026), aprovada pela Portaria nº 073-EME, de 7 de abril de 2015.
  8. OBJETIVOS
  9. Preservar e divulgar o patrimônio imaterial do Exército, expresso em suas tradições, celebrações e nos valores militares.
  10. Incentivar o sentimento de “família” no seio da Força.
  11. Estimular, na sociedade brasileira, o culto aos grandes vultos nacionais.
  12. Enaltecer a história de devoção familiar dos Fonseca como exemplo, destacando o sacrifício supremo dos três irmãos pela Pátria, o sucesso profissional dos demais militares e a abnegação dos familiares, em especial da matriarca.
  13. CONCEPÇÃO GERAL
  14. Justificativas

1) O Exército Brasileiro, cujas bases se firmam solidamente em pressupostos de ética, honra, caráter, ao lado da hierarquia, da disciplina e da camaradagem, entende que uma concreta base familiar é condição sine qua non na consolidação de traços positivos de comportamentos socialmente benéficos.

2) As exigências da profissão não ficam restritas à pessoa do militar, mas afetam, também, a vida familiar e podem interferir no(a): a) formação do patrimônio familiar; b) educação dos dependentes; c) exercício de atividades remuneradas pelo cônjuge; e d) estabelecimento de relações duradouras e permanentes na comunidade.

3) A escolha da Patrona, pela magnitude de sua personalidade, bem como pela devoção e abnegação da família à causa militar, é homenagem mais do que justa. A instituição de uma data comemorativa se torna muito oportuna, pois resgata os exemplos de união familiar, de patriotismo e de devoção ao Brasil.

A PATRONA

A figura da Patrona Rosa Maria Paulina da Fonseca nasceu em 18 de setembro de 1802, na antiga capital de Alagoas, atual município de Marechal Deodoro, e casou-se com Manuel Mendes da Fonseca no ano de 1824, dando início à formação de uma das mais importantes linhagens militares do Brasil.

Dessa união nasceram dez filhos, oito homens e duas mulheres.

Na década de 1840, a família se transferiu para a cidade do Rio de Janeiro, então capital nacional. Talvez em predestinação, o navio em que viajaram se chamava “Triunfo do Império”. Dos filhos homens, sete deles se devotaram ao serviço da Pátria, incorporando às fileiras do Exército. Durante a Guerra da Tríplice Aliança, por decisão conjunta dos irmãos Fonseca, uma vez que o patriarca da família, então Tenente-Coronel, havia falecido no ano de 1859, apenas um de seus filhos militares permaneceu no seio familiar, com a finalidade de garantir a segurança da matriarca e das outras mulheres e crianças da família. Seis dos irmãos militares seguiram para as frentes das batalhas.

Ao longo do transcurso da guerra, Rosa da Fonseca perdeu três dos filhos enviados aos combates.

Dos que regressaram com vida e cobertos com os louros da vitória, através de suas carreiras brilhantes, notabilizaram-se na História do Brasil: o Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, Proclamador da República e primeiro Presidente do Brasil, e o General-de-Brigada médico João Severiano da Fonseca, Patrono do Serviço de Saúde do Exército.

Revista Sociedade Militar

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