Forças Armadas

Respostas de MILITARES. Pergunta: Se um soldado se recusar a combater em meio a uma batalha ou operação o que se deve fazer. Pode-se atirar no soldado ou algemá-lo?

Pergunta de leitor: Se um soldado se recusar a OBEDECER em meio a uma batalha ou operação o que se deve fazer. Pode-se atirar no soldado ou algemá-lo?

Respostas: Nossos regulamentos não prescrevem que ninguém seja punido sem julgamento. Portanto, posso responder contando duas experiências das quais tomei conhecimento (SO Robson – MARINHA do BRASIL) Mas, é obvio que as respostas à determinadas situações são dadas de acordo com o momento e local. Veja alguns exemplos interessantes

Episódio 1 – No Vietnã, alguns Soldados norte-americanos em patrulha sentaram-se e recusaram-se a se deslocar no terreno hostil de acordo com as ordens do sargento mais antigo. O líder da unidade se reuniu com os mais antigos e decidiram então retirar as armas dos amotinados e retomar o patrulhamento. Permanecer no local seria perigoso e fazer prisioneiros também. Ao invés de sentar-se na selva infestada de Viet Cong sem armas, os amotinados rapidamente mudaram de opinião, resolveram seguir a patrulha. Poucos minutos depois, quando eles tiveram contato inimigo, imploraram suas armas de volta, mas isso lhes foi negado. Os outros soldados não confiavam mais neles. Após o incidente todos foram punidos.

Episódio 2 – Em 2005, no Iraque, uma unidade recusou-se a fazer seu turno de segurança para comboios militares dos quais fazia parte. Os comboios estavam sendo atingidos com freqüência e a unidade, mal liderada, desobedeceu ordens, alegando ser muito arriscado. O nosso Comandante do Batalhão e o primeiro sargento apreenderam as armas de todo o grupo. Então eles se recusaram a vestir seus coletes e capacetes de combate enquanto o comboio se movimentasse. Decidiu-se que seriam então algemados. Em seguida o comboio se movimentou e não tiveram alternativa,  tiveram que andar na mesma rota que eles antes se recusaram a fazer, mas dessa vez sem armadura corporal. Eles choraram como bebês com medo de ser atingidos sem proteção. Eles foram entregues ao tribunal marcial e punidos. 

Revista Sociedade Militar

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