Conservadorismo em alta – Mídia impressa e televisiva

Conservadorismo em ALTA no Brasil,  destruição do consenso.

Artigo de um de nossos COLABORADORES publicado no Jornal Impresso Nação Brasil. Vendido em bancas no RJ e por correspondência para assinantes em todo o Brasil

Há alguns anos um filósofo brasileiro auto-exilado nos Estados Unidos disse que nos espaços políticos do Brasil não se discute realmente política. É uma grande verdade, o que se faz no parlamento são meros acordos de cavalheiros, quase sempre no sentido de se perpetuar o status quo já adquirido pelos deputados e senadores. O parlamento brasileiro é hegemonicamente de esquerda e quase todas as decisões não passam de variações mínimas do universo dogmático compartilhado.

No Congresso Nacional as divergências de opinião nos processos legislativos geralmente se limitam à velocidades e métodos, sempre concorrendo para os mesmos alvos, o nivelamento por baixo da sociedade, manutenção de régia casta política privilegiada, extinção da propriedade privada e fim da meritocracia. Parlamentares que destoam da maioria são literalmente colocados de lado e dificilmente conseguem êxito em suas propostas. Isso explica o fato de políticos de direita possuírem poucas proposições aprovadas ao longo de suas carreiras parlamentares. O que dizer então de abaixo assinados e clamores gerados pela sociedade conservadora? Estes são rapidamente engavetados e deles nunca mais se ouve falar.

Precisamos mencionar que é fato que displicentemente permitimos que furtassem nossos espaços na mídia impressa e televisiva, facilitando a conquista do almejado consenso. Por muitos anos, começando no ambiente relativamente tranquilo desenvolvido pelos militares, nos dedicamos somente a trabalhar, estudar e criar nossos filhos. Mas, deixamos de lado parte importante da vida do cidadão ocidental, aquela que exige que cada um de nós esteja atento e ativo no que diz respeito ao quotidiano político. Essa parte foi assumida por aqueles que se prepararam durante toda uma geração para moldar o Brasil de acordo com o que foi pré-formatado em suas mentes por “gurus” da esquerda latino-americana como Fidel Castro e  Mariguella.

Finalmente retornamos à política. Mas, agora sem espaço na grande mídia, nossa luta se iniciou na internet, nas redes sociais. Onde os brasileiros antes “inativos”, agora chamados de reacionários, fascistas e até de nazistas, encontraram um espaço onde se expressar e ser ouvidos por milhares e até milhões de pessoas. Em velocidades incríveis milhares de comunidades e grupos de direita surgiram nas redes sociais. Hoje há grupos no facebook com centenas de milhares de membros, que possuem a capacidade de alcançar milhões de pessoas com uma só postagem. Citamos: o Direita conservadora, que tem 413 mil membros, o grupo Jovens de Direita, com 320 mil seguidores e o Movimento Endireita Brasil, com mais de 650 mil seguidores. Se aqui fossemos listar todos os grupos e comunidades de viés conservador do Brasil ocuparíamos todas as páginas desse jornal.

É importante ressaltar que ser conservador não significa ser contra o progresso. Conservadores são pessoas que se permitem avaliar se as mudanças propostas serão realmente úteis para a sociedade. Não aceitamos propostas divorciadas da experiência simplesmente porque alega-se que significarão progresso para todos. Chega de submeter a sociedade a experimentos irresponsáveis.

A mídia, que ainda é predominantemente de esquerda, pouco comenta, mas a discussão filosófica esquerda versus direita reacendeu-se em quase todo o ocidente. Quem acompanha as redes sociais nos Estados Unidos percebe o quanto há de polarização naquele país. Não foi a toa que TRUMP venceu a as eleições presidenciais. Assim como aqui, por lá havia e há uma demanda por políticos e homens públicos que ousem se posicionar contra a ideologia daqueles que se autodenominam como progressistas, mas que na verdade lutam obcecadamente para impor uma ideologia retrógrada e comprovadamente fracassada como constitutiva de todas as relações sociais.

Não bastaram os grandes “laboratórios” como a URSS de Stalim, Albânia de Enver Hoxha, Cambodja do Khmer Vermelho e tantos outros, que causaram centenas de milhões de mortes e faliram em poucas décadas?

Falta pouco para que a sociedade conservadora do Brasil conquiste a hegemonia na grande rede, logo isso se refletirá no surgimento de novos espaços de debate na TV e mídia impressa. E em seguida, se continuarmos ativos e participativos, seremos presenteados com o povoamento de nossas casas legislativas com nomes que ousarão realmente fazer o que tem que ser feito e virarão o jogo em favor da sociedade brasileira.  

Robson Augusto – Sociólogo – Militar R1 – Escreve para Revista Sociedade Militar – Conheça o JORNAL NAÇÃO BRASIL