Resposta enviada para REVISTA que usa expressões chulas para se referir a militares

Continuando em nossa labuta publicamos abaixo carta enviada por um leitor para a redação da Revista VEJA. O leitor é militar R1 das Forças Armadas

É incrível como a revista de maior circulação nacional pode atribuir a redação de uma matéria relevante a uma profissional tão pouco qualificada para a tarefa! Ana Clara Costa desconhece assuntos básicos da história brasileira, das coisas da caserna, das coisas da vida, enfim! Seu editor deveria ter, liminarmente, jogado a matéria no lixo.

Ditadura no Brasil só houve uma, foi civil e o ditador chamava-se Getúlio Vargas. No dizer do ilustre jurista Dr Ives Gandra da Silva Martins o período de 1964 a 1985 deve ser considerado como regime de exceção.

Os militares, em todos os postos e graduações, estudam e estudam com profundidade os problemas brasileiros e não existe qualquer tipo de xenofobia em relação à participação de empresas de capital estrangeiro na vida nacional. Ademais, o Comando da Força Terrestre não tem que apoiar ou desapoiar este ou aquele candidato. Certamente os militares, como cidadãos partícipes da vida nacional, exercerão o seu direito de voto, de acordo com as suas consciências e preferências.

Para finalizar, passei 34 anos no serviço ativo do Exército Brasileiro, estou há 17 na reserva mantendo contato com as coisas e as pessoas da Força e nunca vi algum militar se referir a outro depreciativamente, por não ter galgado este ou aquele posto ou graduação. Todos conhecem perfeitamente como se dá a carreira das armas, seus pontos de inflexão, seus companheiros mais ou menos eficientes para cumprir as missões. Parece-me que a expressão chula utilizada pela articulista o foi pensando no seu próprio trabalho.

Marco A. Esteves Balbi / Texto enviado pelo autor para a Revista Veja

Revista Sociedade Militar

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