Marginais armados podem capturar ANGRA 1 ou 2? Jornal inglês levanta essa possibilidade.

É possível que MARGINAIS armados capturem ANGRA 1 ou 2? 

Embora a imprensa nacional pouco tenha mencionado o fato, a menção do THE GUARDIAN ao risco que existe com a presença de grandes gangues fortemente armadas nas proximidades de usinas nucleares é coerente. Os marginais invadiram facilmente a vila fechada onde residem funcionários das USINAS e explodiram caixas eletrônicos.

Quem frequenta a PRAIA BRAVA, como este articulista, sabe que a segurança do condomínio é feita por alguns poucos funcionários de empresa de segurança patrimonial e que as residências tem poucos muros ou obstáculos que impeçam que um funcionário com acesso especial seja sequestrado com a mais vil das intenções, pedir um resgate, libertação de presos chefes de facções ou sabe-se lá o que mais.

As preocupações não são infundadas. No Brasil frequentemente gerentes de bancos são seqüestrados com a intenção de facilitar acesso aos estabelecimentos e é cada vez mais comum se descobrir que marginais brasileiros têm acesso a armas de guerra como lanças granadas, metralhadoras .50 e fuzis de longo alcance. Menciona-se ainda as toneladas de explosivos usadas todas as semanas em assaltos a banco em várias cidades do país.

Alguns funcionários questionados acreditam que as Forças Armadas deveriam ser os responsáveis pela segurança das instalações nucleares. A opinião é a mesma que foi manifesta por um conselheiro municipal de Angra dos Reis.

“É uma situação inacreditável”, diz Thimoteo de Sá, conselheiro municipal de Angra dos Reis, a cidade mais próxima, a 44 quilômetros de distância. “Isso deve ser protegido pelo exército pelo menos – estamos falando de uma usina nuclear”.

O Dr. Paul Dorfman, pesquisador sênior do Instituto de Energia da Universidade do Colégio de Londres, disse que o uso de “explosivos e armamentos modernos perto de qualquer usina nuclear” é motivo de preocupação, mesmo que a explosão não cause danos diretos aos reatores.

Há preocupações graves e crescentes sobre o risco de ataque a uma usina nuclear em todo o mundo“, disse ele.

Revista Sociedade Militar – Info de THE GUARDIAN

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