SIMULACROS E SIMULAÇÕES: O JOGO SÓRDIDO DOS POLÍTICOS  –  IDA MAIA

 SIMULACROS E SIMULAÇÕES: O JOGO SÓRDIDO DOS POLÍTICOS  –  IDA MAIA

Numerosos debates têm sido elaborados para se explicar a relação entre as diversas mensagens da mídia e a manipulação da realidade interpretada por parte do leitor, telespectador ou navegador da web. Esses sistemas de comunicação tornaram-se suspeitos, sobretudo, porque manipulam a realidade e criam, em seu lugar, simulacros. Definida como uma forma insatisfatória da realidade ou uma aparência que não corresponde à verdade, a palavra simulacro nunca esteve tão atualizada, especialmente quando a transpomos para o contexto político atual. Esse sórdido expediente utilizado para obtenção do Poder tem sido a chave principal do jogo político.  Considerada como um simulacro, a mensagem eleitoreira principal que Trump passou para seus eleitores foi a de que, se fosse eleito, “ele os tornaria pessoas ricas, deixando de lado detalhes como a obediência a lei e decência, expondo dessa forma a assustadora fraqueza no tecido social da democracia Americana” [i].

            No Brasil, milhares de eleitores acreditaram na falácia do Partido dos Trabalhadores, quando resolveram trazer para a Presidência do país uma distorcida imagem messiânica da salvação nacional, que devolveria à nação a prosperidade econômica e o bem-estar geral da nação. Está claro que agora, mais do que nunca, o PT e seus aliados ainda no poder não só buscam inutilmente se recuperar do tremendo engodo econômico e moral em que colocaram o país como também se utilizar (no caso do PT) de seus mensageiros e mensageiras para influenciar a opinião púbica internacional, usando como subterfúgio a suposta inocência desse esquálido anti-herói. Entretanto, a experiência demonstra que o exercício do engano é temporário como também abre portas, pelo menos é o que se espera, para o senso crítico de um país, supostamente mais amadurecido politicamente. Mas, para que isso aconteça, é preciso recuperar-se o valor da moral, como fundamento básico da política. Sob ela, um novo país precisa ser reconstruído. Sem ela, viveremos para sempre à deriva, ou pior, nos desintegraremos de forma inconteste sob a violência do crime organizado do colarinho branco, das milícias e dos traficantes.

[i] (crass exchange, forsaking such niceties as simple decency and respect for the rule of law, exposed terrifying weakness in the fabric of American democracy (Jonathan Chait, The Stench, New York, p.23)

Revista Sociedade Militar – Texto de colaborador: Ida Maia – EUA