Embaixada no MALI – Brasil de olho na reestruturação militar do país

Embaixada no MALI – Brasil de olho na reestruturação militar do país

A Embraer vendeu 4 aviões modelo super-tucano para as Forças Armadas do Mali. O valor é aproximadamente  200 milhões de reais.

Para o diplomata Rafael de Mello, cuja indicação foi aprovada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, a venda das aeronaves ocorreu graças à atuação da embaixada brasileira no local.

Vidal esclareceu que apenas a venda destes aviões equivale aos custos de manutenção da embaixada no Mali por período superior a 60 anos, incluindo nesta conta o pagamento de vencimentos ao corpo diplomático brasileiro e à força de trabalho local. A informação foi dada devido ao questionamento de alguns senadores quanto à viabilidade de se manter representações diplomáticas em países com os quais o Brasil ainda não possui vínculos econômicos mais expressivos, como é o caso do Mali e de outras nações africanas.

” — Como é possível constatar, uma única operação comercial bem-sucedida já paga a manutenção por décadas. E é óbvio que nos próximos 60 anos muitas outras vendas e oportunidades de exportações de produtos brasileiros serão concretizadas. Existe a possibilidade concreta, já encaminhada, da venda de mais 2 super-tucanos, e até do cargueiro KC-390, uma tecnologia ainda mais sofisticada. As portas já estão abertas e são promissoras para a venda de produtos bélicos ao Mali.”

Segundo o diplomata, o Mali necessita modernizar suas forças militares pois o país tem sido, desde 2012, um dos principais focos de atuação de grupos terroristas de inspiração jihadista, como o Estado Islâmico. Mas Vidal garante que sua atuação também estará voltada para a venda de outros produtos industriais e para o incremento das relações na área da agricultura, uma vez que a nação africana também é uma grande importadora de alimentos.

Revista Sociedade Militar – Informações obtidas na Comissão de Relações Exteriores do Senado.

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