Entrevista – “Caveira” é pré-candidato ao GOVERNO do RIO de JANEIRO

Pré-candidato pelo PRTB ao governo do estado, o “caveira” André Monteiro nasceu e cresceu em uma comunidade carente do Rio. É subtenente da Polícia Militar e há 23 anos serve no Batalhão de Operações Policiais Especiais da corporação – BOPE. Formado em Direito, é especialista em direito penal,  professor universitário no curso de pós-graduação em Ciências Penais e segurança Pública, palestrante e escritor.

“COMO ESPECIALISTA MINHA OBRIGAÇÃO É RESOLVER A SEGURANÇA PÚBLICA, MAS VOU SURPREENDER COM MEDIDAS PARA A  SAÚDE E  EDUCAÇÃO”

– Esse pleito eleitoral atraiu novos nomes, pessoas sem experiências políticas e os militares, particularmente, impulsionados pelo desenvolvimento de Jair Bolsonaro. O que fez um agente da PMERJ/ BOPE estrear na política de um estado falido?

André Monteiro: A falta de transparência, honestidade, compromisso e a exacerbada corrupção que nos assola fragilizou o país e colocou em crise estados e municípios.  A indignação nos motivou, mas o preparo, especialização e passado sem manchas nos impulsionam e estabelecem. 

Cansei de assistir o eleitorado votar sob a ótica do “rouba, mas faz”. Isso é errado. Se roubou é ladrão e lugar de ladrão é na cadeia. Muitos vão aproveitar o anseio de renovação para se lançar. Mas a renovação verdadeira que o país e o estado do Rio de Janeiro merecem é a de pessoas que nunca estiveram na política, mas tem conhecimento de causa e um passado ilibado. Deixo aberto a todos para pesquisarem por meus feitos e conduta no passado.  O estado do Rio de Janeiro necessita de honestidade e transparência no caráter de seu governante.

A questão da segurança pública, é o destaque dessas eleições. O fato de ser do Batalhão de Operações Especiais lhe coloca em uma posição diferente aos outros pré-candidatos. Mas o que a população pode esperar de medidas reais para solucionar o problema da criminalidade do estado do RJ?

A.M: o nosso estado encontra-se numa situação calamitosa atingindo todas as áreas resultado da corrupção. O dinheiro que parou nas mãos dos corruptos pertencia a segurança pública, principalmente. Teremos que fazer muito com pouquíssimo. É difícl, mas não impossível.

Para falar de segurança  pública tem que ter legitimidade  e conhecer as necessidades dos órgãos de segurança pública. Como parte integrante desse time há mais de duas décadas, eu afirmo que resolver a questão da segurança pública depende, exclusivamente, de conhecimento prático. Discurso de quem não vive os problemas da segurança pública como ofício continuarão sendo promessas teóricas que nunca saem do papel. Ou quando são implantadas não atingem o objetivo e arriscam ainda mais a vida dos agentes e da população. 

Muito mais que resgatar o direito de ir e vir da população, a segurança pública amparada juridicamente, aparelhada e oferecendo condições dignas do exercício da função desses heróis reflete, diretamente, em melhorias na saúde, na educação, reflete no crescimento econômico e consequentemente no aumento de oferta de empregos.

Os agentes precisam ter segurança jurídica, investimento na inteligência, especialização e novas contratações para o combate ao crime organizado. Precisamos proteger, valorizar e motivar nossos policiais, acima de tudo. 

É necessário  ter um serviço de informações único e atualizado, onde todos os órgãos de segurança, incluindo a SEAP e o DEGASE, tenham acesso. Sufocar o tráfico controlando fronteiras e não permitindo a chegada de armas e drogas ao nosso Estado. O combate ao roubo de carga será prioridade para que as mercadorias possam circular no estado. Para isso, vamos oferecer mais estrutura as polícias integradas e com posicionamento ostensivo estratégico. Essa é minha especialidade e será o grande legado do nosso governo.

– Especialista em segurança pública, o senhor apresenta quais propostas para resolver o caos da saúde pública no estado do RJ?

A.M: O maior problema da saúde está no desvio de verba para a manutenção da pasta, através de compras dos medicamentos, roubos de peças e equipamentos para exames. Além dos contratos, supostamente fraudulentos, com as OS’s. Vamos  elaborar um plano de controle externo para garantir que iremos investir, no mínimo, os recursos previstos na Constituição.Temos excelentes médicos, que são servidores públicos como eu e vamos garantir as melhores condições de trabalho para que a população seja atendida com respeito!  E, o mais óbvio. Chega de político administrando serviços que não utiliza. Eu e minha família abriremos mão de plano de saúde particular para usar, exclusivamente, o sistema que ofereceremos para a população. Porque se não serve para mim, não serve para ninguém. Chega de hipocrisia!

A educação do estado encontra-se sucateada, professores insatisfeitos, ameaçados e com unidades entregues ao crime organizado. Como o senhor pensa resolver essas questões

A.M: A velha política abandona projetos que deram certo e beneficiaram a população só para ‘mostrar serviço’. Chega de destruir o que está bom só para mostrar crescimento. Infelizmente, em dez anos, mais de trezentas escolas fecharam suas portas no nosso Estado. “Para onde foram estes alunos?” Precisamos reformar, aparelhar as unidades existentes e valorizar os professores para atender com excelência e segurança a todos que dependem da educação pública.  “Eu mesmo sempre estudei em escolas públicas.” 

Quero valorizar o professor, rever planos de cargos, criar a meritocracia na educação, quero resultados em médio prazo, quero valorizar a UERJ e as escolas técnicas, sempre sobre a gestão de um servidor técnico e qualificado para isso.A fazenda deve ser uma pasta isolada, distinta do planejamento e gestão. Quanto ao número de secretarias, precisamos reduzir ao mínimo necessário. Na minha gestão, as secretarias serão ocupadas por técnicos e servidores Ficha Limpa. Isso é um compromisso público. Não aceito indicações políticas em nenhuma hipótese, nem que para isso eu perca apoio.

– Com o estado em estado de endividamento e recuperação fiscal, de onde partirá recursos para implantar suas estratégias?

A.M.:A adesão do Estado do Rio ao Regime de recuperação fiscal, autorizada pela Lei Estadual n. 7.629, de junho de 2017, a meu ver, caso seja renovada em 2020, trará mais prejuízo do que vantagens ao Estado, já que onera o servidor e o contribuinte do estado, que são obrigados a se submeter a uma série de restrições e aumento de tributos para tentar equalizar as finanças do estado. 

O PRF (plano de recuperação fiscal) elaborado pela atual gestão é extremamente prejudicial aos interesses do Estado. Precisamos contestar em primeiro lugar a origem da dívida do Estado. Existem valores que nem foram contraídos pelo Estado e estão contabilizados como dívida. A recuperação econômica do Estado vai passar necessariamente por uma diminuição da máquina pública e, principalmente, de benefícios concedidos a determinadas autoridades que oneram sobremaneira os cofres públicos. A fazenda deve ser uma pasta isolada, distinta do planejamento e gestão. Quanto ao número de secretarias, precisamos reduzir ao mínimo necessário. Na minha gestão, as secretarias serão ocupadas por técnicos e servidores Ficha Limpa. Isso é um compromisso público.

Não aceito indicações políticas em nenhuma hipótese, nem que para isso eu perca apoio.

“O governo que oferece saúde se obriga a usar o sistema que administra. Muitos prometeram e não cumpriram. Eu, minha família e meus secretários usaremos, exclusivamente, o sistema público de saúde”

“A recuperação econômica do Estado vai passar necessariamente por uma diminuição da máquina pública e, principalmente, de benefícios concedidos a determinadas autoridades que oneram sobremaneira os cofres públicos.”

“No sistema educacional haverá uma massificação pela valorização do professor e do próprio aluno. Combateremos o analfabetismo funcional como se combate o crime”

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