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Belém do Pará, Bolsonaro e panorama político da cidade.

Bom dia amigos leitores e colaboradores. Este editor está no momento em Belém do Pará. Hospedado em casa de amigos em um bairro chamado UMARIZAL e re-visitando alguns locais como Vigia, Colares (a cidade do ET) e Castanhal. A RSM continua funcionando e sendo atualizada pela equipe. 

Algumas linhas “rabiscadas” rapidamente sobre o que tenho visto em Belém do Pará no que diz respeito à percepção local sobre o momento político.

Belém tradicionalmente tem uma sociedade bastante ativa no que diz respeito à participação política. O paraense entra de forma realmente apaixonada na disputa. Já servi aqui e testemunhei no passado recente alguns momentos em que o povo teve que ser contido por conta da polarização política. Não podemos esquecer também da CABANAGEM, nascida por aqui e protagonizada por gente de todos os níveis sociais, incluindo e classe média local.

A cidade é cercada por quarteis da Marinha, Exército e Aeronáutica. Já estivemos em vários locais, vários eventos e foi praticamente impossível não perceber que a atmosfera política já é tensa. Quando se inicia uma conversa logo se agregam várias pessoas querendo expor seu pensamento. Conversei com militares, empresários, trabalhadores assalariados e até com pescadores de camarão.

Pela decoração nas ruas percebe-se que o pessoal se engajou muito na torcida pelo Brasil na copa, o que para alguns seria sinal de falta de foco, falta de percepção da realidade. Mas – que o leitor do Sul e Sudeste não se engane – ainda que apaixonado pela vida, pela farinha,  futebol, Remo ou Payssandu e pelo AÇAÍ, o paraense está bastante atento e disposto a ser um dos protagonistas da mudança que lutamos para que se inicie nesse país.

Quotidiano na periferia de Belém 2018

Cotidiano na Pedreira – Periferia de Belém. Loja de açaí, ambulante com sua carroça e decoração para a copa do mundo.

Por aqui se trata o assunto de forma menos ideologizada. O que é muito bom. A percepção do caos Brasil é evidente. Mas, isso não é re-mastigado academicamente, problematizado de forma exagerada. A coisa é tratada mais “a flor da pele”. Não ouvi nada sobre Mises ou Olavo de Carvalho, mas a opinião da maioria é de que o país precisa de uma liderança conservadora já que as esquerdas fizeram besteira em vários locais. Os venezuelanos que já acampam por aqui ajudam também a apimentar a discussão.

Venezuelanos em Belém – Imagem de diarioonline.com.br

No Rio de janeiro e São Paulo muitos estão focados em problematizar a disputa ou em entender as raízes filosóficas. Em Belém a disputa eleitoral que se aproxima é encarada como um conflito de FAMÍLIA versus IDEOLOGIAS ANTI-FAMÍLIA, HONESTIDADE contra MAU USO DA COISA PÚBLICA e por aí vai. Obviamente não tenho números, não estou aqui para uma pesquisa de opinião. Mas, a percepção que tive é que Jair Bolsonaro por aqui ganha fácil, principalmente se permanecer com o nome ligado a patriotismo, família, educação sem ideologização etc. 

Robson Augusto. Militar R1, Sociólogo, Jornalista.

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