Militares candidatos. Capazes e com Ficha limpa, mas esquecidos e com pouca verba. Como tornar conhecidas as suas propostas?

Militares candidatos. Capazes e com Ficha limpa, mas esquecidos e com pouca verba. Como tornar conhecidas as suas propostas?

Há alguns meses a grande mídia advertia, receosa, “centenas de candidatos militares vão concorrer nas próximas eleições” . Aconteceu, mas a verdade é que, pouco familiarizados com os meandros da política profissional e com os “corredores dos partidos”, chamados de “certinhos” e até injustamente taxados de truculentos, a esmagadora maioria dos militares candidatos, ainda que tenham suas fichas limpas e currículos invejáveis, sequer dispõem de verbas e tempo na TV suficiente para alavancar minimamente suas campanhas.

É o caso de André Monteiro, candidato ao governo do Rio de Janeiro. Com apenas alguns segundos na TV e com míseros 250 reais repassados pelo partido, o candidato tem literalmente que gastar a sola do sapato para alcançar os eleitores do estado do Rio.

Em Brasília situação parecida vive o General Paulo Chagas, com apenas alguns segundos na TV é tarefa praticamente impossível apresentar para a sociedade seu projeto de governo para o Distrito Federal. O general reclama ainda da enxurrada de mentiras e promessas impossíveis de cumprir que parte da boca de seus adversários. “O maior obstáculo que tenho na campanha é .. a absoluta incapacidade de mentir”, diz.

   A falta de verba e de apoio dos partidos para os candidatos MILITARES faz com que o sucesso no pleito dependa exclusivamente da disposição de “gastar a sola do sapato” e da criatividade que cada um tem para arregimentar correligionários e apresentar as propostas de campanha. 

Outro exemplo típico é o candidato Alan Ducasble, do PHS. Militar da Marinha do Brasil, morador de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, ex-vendedor de picolé, ex-carreador de máquinas, Alan conta com os amigos para a divulgação de seu projeto de governo. Ele comparece a tantos eventos quanto o tempo permite, faz reuniões diárias e as redes sociais acabam sendo uma das principais ferramentas para a disseminação da candidatura.

“é uma espécie de panfletagem eletrônica, na falta de verba para material impresso contamos com os  amigos para fazer chegar a todos o nosso projeto de trabalho”, diz um assessor.

Veja a lista de CANDIDATOS MILITARES que concorrem pelo estado do Rio de JANEIRO

Revista Sociedade Militar

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