MILITARES sobre CULTURA, DESENVOLVIMENTO e PARTICIPAÇÃO DE MULHERES NA GUERRA

Capitão de Mar e Guerra FN RRM SOBREIRA

Uma das maiores alegrias do mundo moderno é que pela internet nós podemos procurar a VERDADE. A mídia nos influencia, mas devido a grande BIBLIOTECA móvel que é o celular com internet, nós podemos questionar, medir, influenciar, conversar sobre FATOS, REPORTAGEM E IMAGENS. Isto é um dever de todos nós…..não sermos inocentes úteis……Há bibliotecas a nossa disposição.

ABAIXO SEGUEM HISTÓRIAS DA RELAÇÃO DOS MILITARES, HOMENS E MULHERES, EM GUERRAS COM A VERDADE, A VERDADE SE BUSCA, SE CONSTRÓI, NÃO PODEMOS SER NÓS, MILITARES E CIVIS, SERVOS LEIGOS DE BOATOS, PROPAGANDAS E ESTÓRIAS CONTADAS E VISTAS, DIA A DIA, FUNDAMENTADAS EM INTERESSES DE PODER E CONTROLE DAS MASSAS.

SEJAMOS SÁBIOS COMO UM EXPERIENTE MESTRE DE OBRAS NO TRATO DE REPAROS EM PRÉDIOS, DO CHEFE DE OFICINA MECÂNICA NA VIDA ÚTIL DE PEÇAS DE AUTOMÓVEIS, DO DELEGADO QUE CONHECE A VERDADE PRATICAMENTE NO OUVIR, DO PROFESSOR QUE SEMEIA SONHOS E VITÓRIAS EM CORAÇÕES JUVENIS INTERESSADOS…..o conhecimento é a soma de partes de todos que são honestos…..como um corpo humano em harmonia: o olho vê, o nariz respira e o ouvido ouve.

Alguns textos são próximos das fontes pela qualidade das idéias e pela beleza da escrita.

  1. O GENERAL ALEMÃO QUE SALVOU PARIS DA DESTRUIÇÃO NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Era fim da Segunda Guerra, e os nazistas já não tinham a perspectiva de vencer o conflito. O NOME DESTE GENERAL é   Dietrich von Choltitz, governador militar de Paris a partir de 9 de agosto de 1944.  Durante 16 dias contornou as ordens diretas de  Hitler que determinou a devastação de Paris como exemplo a destruição da Torre Eiffel, do Palácio do Louvre, de Versailles, alagar a cidade com o rio Sena etc. O avanço dos Aliados sobre a capital francesa seria interrompido — pelo menos temporariamente, estrategicamente coerente, retardar. Os russos fizeram a chamada TERRA DEVASTADA contra os Alemães e o próprio Napoleão. Hitler mandou arrasar Paris se esta caísse nas mãos dos aliados. A História conta que: “Nos 16 dias seguintes, sua (do General) principal tarefa foi desobedecer a ordens diretas de Hitler. No dia 23, recebeu um telegrama: “A cidade não deve cair nas mãos do inimigo, a não ser que esteja devastada”. Conta-se que Hitler telefonou para Choltitz perguntando aos berros: “Brennt Paris?” (“Paris está queimando?”). Foi a única vez que Choltitz desobedeceu na vida. Para alguns historiadores, a decisão de manter a Cidade Luz intacta nasceu de uma conversa com o prefeito parisiense, Pierre Taittinger.

O francês disse ao alemão que ele voltaria ali algum dia e pensaria que teve o poder para destruir tudo aquilo, mas decidiu preservar a cidade. Choltitz de fato voltou ao hotel Meurice, o local do diálogo, em 1959. Reconhecido pelo barman, pediu para visitar seu antigo quarto. Foi ao balcão e olhou para as Tulherias – foto abaixo. Depois de um longo silêncio, disse: “Ah, sim, é disto que me lembro”. Agradeceu e foi embora.”*1. A decisão do General  foi difícil pois Von Choltitz, afinal, era um pai de família que, ele revela, terá seus filhos mortos caso desobedeça as ordens de Hitler, esta idéia é retratada é um dos filmes que tratam da situação, por exemplo, é em “Diplomacia”, que o alemão Volker Schlöndorff, vencedor do Oscar de filme estrangeiro e da Palma de Ouro por “O tambor” (1979),

ABAIXO O JARDIM DE TULHERIAS PARTE DA PARIS QUE O GENERAL SE RECUSOU A DESTRUIR …….

1* Retirado da Internet dos Periódicos Globo e Folha de São Paulo.

 

2 . No caso do Brasil , Mauricio de Nassau, holandês em Recife, militar,  sua formação protestante(evangélico), além dos laços de parentesco com famílias nobres neerlandesas, levaram-no a ingressar, em 1621, na carreira militar a serviço dos Países Baixos, à época da guerra dos Trinta Anos, contra a Espanha. Muito cedo obteve um primeiro posto como alferes de cavalaria.

RECIFE NO COMEÇO, O QUE NASSAU VIU AO CHEGAR AO BRASIL………………

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2017/06/11/interna_vidaurbana,708131/heranca-holandesa-o-recife-de-mauricio-de-nassau.shtml

“Um belo país que não tem igual sob o céu.” Essa teria sido a primeira frase de Maurício de Nassau ao desembarcar em território brasileiro. Uma história de amor à primeira vista. Há 380 anos, Nassau chegava ao Recife para governar o Brasil Holandês.  Ainda hoje, muitos pernambucanos mantêm uma paixão platônica pelos holandeses e acreditam que o estado viveria dias melhores se os neerlandeses não tivessem sido expulsos”. Este texto acima é quase cópia do escrito no Jornal de Pernambuco em sua reportagem.

Nassau em 1637. Foto: Acervo do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP)

Entre 1637 e 1644, tempo que governou em terras brasileiras, Nassau provocou mudanças e foi responsável por muitos dos pioneirismos que tanto orgulham os pernambucanos: decretou a liberdade de culto religioso; fez a primeira documentação da paisagem local; criou jardim botânico, zoológico e obsertavório astronômico; construiu a primeira ponte da América Latina e remodelou urbanisticamente o Recife.

Dos prédios que compõem o centro histórico do Recife hoje, nenhum foi originalmente construído no período de domínio holandês. A herança urbanística aparece apenas no traçados de ruas, na inspiração arquitetônica de prédios estreitos, além da disposição das edificações. Os imóveis compridos e estreitos da Rua Imperador Dom Pedro Segundo, no bairro de Santo Antônio, são um exemplo desse legado.

                                          Ao todo, foram 2.666 dias sob o comando de Nassau, o grande responsável pela afetividade que permaneceu nos pernambucanos em relação aos holandeses, que ainda ficaram mais dez anos depois da saída do conde de Pernambuco. A expulsão só aconteceu em 1654. Nassau chegou a comandar uma área de aproximadamente 1,5 mil quiolômetros na costa brasileira, que ia do Sergipe ao Maranhão.


                                              Como um quebra-cabeça, pequenas peças espalhadas por museus do Recife remontam o período do domínio holandês em Pernambuco. Pontos turísticos da cidade também guardam memórias e patrimônios da época. Para quem quer reviver esse capítulo da história pernambucana, o roteiro por começar pelo bairro de Santo Antônio. Quando Maurício de Nassau chegou à colônia, criou, onde hoje é o bairro da área central, a Cidade Maurícia (Mauritsstad).

Nassau incrementou no Nordeste a economia açucareira, introduziu métodos aperfeiçoados de cultivo da cana-de-açúcar e do fumo.

Nós brasileiros temos que amar a nossa história existem muitos heróis esquecidos, apagados pela aculturação americana e de outros países. Quem não conhece a história pode cometer os mesmos erros

  1. MULHERES NA GUERRA .

Na Segunda Guerra Mundial mulheres Inglesas, mães de família, usavam fuzis em casa, para o caso de um desembarque alemão , elas seriam a primeira linha de defesa decorrendo isto da necessidade por falta de tropas.  Se não me engano a rainha da Inglaterra era enfermeira na Segunda Guerra Mundial.

A senhora Nancy Wake abaixo é uma das pessoas mais condecoradas por BRAVURA na Segunda Guerra POR CINCO PAÍSES DIFERENTES. A citar:

Lista de Condecorações[editar | editar código-fonte]

Medalha Autoridade Emissora Descrição Data do recebimento Notas/citação
Commonwealth of Australia Companion of the Order of Australia 22 de Fevereiro de 2004 O prêmio reconhece a significativa contribuição e empenho de Nancy Wake, decorrente de suas ações em tempo de guerra, no sentido de incentivar a apreciação da comunidade e compreensão dos últimos sacrifícios feitos por homens e mulheres australianas em tempos de conflito, e de um legado duradouro da paz.[23]
Reino Unido George Medal 17 de Julho de 1945 FANY: Operações especiais na França[11][28][29]
Commonwealth of Nations 1939–1945 Star [30]
Commonwealth of Nations France and Germany Star [31]
Reino Unido Defence Medal [31]
Reino Unido War Medal 1939–1945 [31]
Republica Francesa Chevalier de la Légion d’Honneur 1970 [32]
Republica Francesa Officier de la Légion d’Honneur 1988 [32]
Republica Francesa Croix de Guerre com duas Palmas e uma Estrela[32][33]
Estados Unidos da América Medal of Freedom com uma Palma de Bronze. (Apenas 987 receberam a Palma de Bronze durante a Segunda Guerra Mundial)[34][35]
Republica Francesa Médaille de la Résistance [36]
Nova Zelândia Badge In Gold 15 de Novembro de 2006 Royal New Zealand Returned and Services’ Association[24]

Aliada à Resistência Francesa, Nancy Wake chegou a ser a mulher mais procurada pelo exército alemão. Ela passou anos transportando pessoas, documentos falsificados e refugiados da França durante a guerra, até que foi capturada. Mesmo sob forte pressão em interrogatórios, nunca revelou nenhum segredo e ainda conseguiu escapar, em 1943.

Wake fugiu para a Grã-Bretanha, onde se uniu alistou na Executiva de Operações Especiais (Special Operations Executive, SOE). Ela foi treinada por oficiais e voltou para a França, como uma espiã britânica. Lá, liderou um exército de 7 mil rebeldes contra o 22 mil alemães.

3.1 AS ENFERMEIRAS BRASILEIRAS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

O texto abaixo é retirado do site: https://segundaguerra.net/

Quando o Brasil começou a ter seus navios mercantes torpedeados pelos alemães, a população começou a revoltar-se, e principalmente as mulheres, que não podiam suportar tal ofensa. As mulheres brasileiras jamais se furtaram à sua obrigação, ao seu dever patriótico de defender a sua Pátria. Imbuídas desse espírito de patriotismo, procuraram encontrar uma forma de atender a esse chamamento e a maneira encontrada foi preparando-se para tratarem os futuros feridos. As Escolas de Enfermagem encheram-se de jovens candidatas a enfermeiras. Como não havia tempo hábil para formar enfermeiras profissionais, cujo curso tinha a duração de 3 anos, foram criados dois outros cursos: de Samaritanas, que era um Supletivo de Enfermagem com a duração de um ano letivo, e o de Voluntárias Socorristas, com 3 meses de treinamento. O número de enfermeiras profissionais era muito pequeno, assim, resolveram aceitar qualquer diploma de curso de Enfermagem, fosse o de profissional, cuja duração, como disse, era de 3 anos, o de Samaritana, de 1 ano letivo, ou o de Voluntária Socorrista, de 3 meses. Uma vez apresentado o diploma de habilitação ao atendimento ao doente, qualquer que fosse o grau, no Curso que seria ministrado, no Exército seria feitas a seleção e o aperfeiçoamento, específicos para a guerra. O Curso de Emergência de Enfermeiras da Reserva do Exército (CEEREX) foi ministrado em sua maioria com integrantes desses dois cursos, e a FEB contou apenas com 6 enfermeiras profissionais. Uma vez elaboradas as leis de convocação, teve início o recrutamento. Naqueles idos de 1940, havia uma carência muito grande de Enfermeiras Profissionais (como eram chamadas as atuais Enfermeiras de Alto Padrão).

Certo dia, os norte americanos se dirigiram General Souza Ferreira perguntando: “E as suas enfermeiras?”, e o General respondeu: “Não temos”. Os estadunidenses se mostraram surpresos e disseram que nós teríamos que ter as nossas próprias enfermeiras, pois as deles estavam já muito cansadas e, além do mais, não falavam a nossa língua. Partindo dessa pressão dos estadunidenses foi que nossas autoridades se movimentaram no sentido de organizar uma equipe de enfermeiras. Face a essa situação é que foi criado o Corpo de Oficiais Enfermeiras do Exército.

Enfermeiras do 45th General Hospital – Nápoles. Da esquerda para a direita: Nair, Soares, Edith, Carlota, Roselys e Isabel.

Finalizando , gostaria de lembrar que  todos nós somos parte de um Brasil, devemos agir e reagir de forma construtiva e produtiva. Só haverá futuro se construirmos o presente. Graça e paz.

Publicado em Revista Sociedade Militar

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