2 generais dos 7 que se candidataram foram eleitos para o legislativo FEDERAL. Boa média

Ótima média! 2 generais dos 6 que se candidataram em 2018 foram eleitos

Se candidataram para o legislativo federal os oficiais generais a seguir: General Girão Monteiro, General Theophilo, General Paulo Chagas, General Peternelli, General Marco Felício, General Mário Araujo e Brigadeiro Átila MAIA

1 – General Peternelli (PSL) – Peternelli chegou a ser cogitado em 2016 pelo governo TEMER para presidir a FUNAI. O militar foi rechaçado por militantes sociais e indígenas por supostamente defender a ditadura, ainda que nas redes sociais sempre se manifestasse taxativamente contra os pleitos de intervenção militar. De qualquer forma a indicação feita pelo governo TEMER e a polêmica que se seguiu a mesma deram bastante destaque ao seu nome, ampliando as suas possibilidades eleitorais. Em eleição anterior o militar havia obtido apenas 10 mil votos pelo PSC. Nessa eleição, agora pelo PSL, partido de JAIR BOLSONARO, o general Peternelli conseguiu angariar 74 mil votos.

General Peternelli foi ELEITO. Ele recebeu 74.190 votos, com cerca de 0.35% do eleitorado, ficando em 60º posição na eleição para deputado federal em São Paulo.

2 – General Girão Monteiro (PSL) – Girão MONTEIRO decidiu se transferir para a reserva após, junto com o general Heleno, divergir de políticas adotadas pelo governo LULA em relação a demarcação de terras na Amazônia. É um dos articuladores do movimento de militares ocorrido nos últimos anos com o objetivo de ocupar cargos políticos.

Em texto estratégico enviado para a Revista Sociedade militar ainda em maio de 2018, na pré-campanha, o militar se declarou contrário ao movimento intervencionista, ele disse: “… a interrupção do processo eleitoral vai fazer com que no período enquanto não houver eleições a esquerda vá para a porta das fábricas, para a frente das escolas, para os campus universitários e vai falar mal dos governos militares… vai falar mal dos militares que estão no poder, daqueles que tomarem posse. É tudo o que ela quer, a esquerda já está morta e não vai ganhar nada nas próximas eleições.”

O general intensificou sua participação em redes sociais empreendendo intenso debate político com membros de grupos de whatsapp, no twitter e Facebook.  Em Natal, capital do RN, Bolsonaro obteve mais de 52% dos votos, e Girão contribui muito para que isso acontecesse. A estratégia adotada, aliada ao apoio de Jair Bolsonaro, deu certo. 

General Girão Monteiro FOI ELEITO. Ele recebeu 81.640 votos, com cerca de 5.07% do eleitorado, ficando na 6º posição entre os deputados federais eleitos pelo Estado do Rio Grande do Norte.

Obs: Girão Monteiro e Peternelli, os dois oficiais generais eleitos para o cargo de Deputado federal, são da mesma turma e arma na AMAN. Turma 31 de março / 1976.

3 – General Theophilo (PSDB)- No CEARÁ o general de Exército recém transferido para a reserva perdeu ainda o primeiro turno para o candidato do PT. Muitos criticaram Theophilo por não se aliar a BOLSONARO. Mas, o militar já vinha articulando com o PSDB há algum tempo, some-se a isso o fato de o PSL ter recebido votação irrisória em seu estado.

General Theophilo recebeu 488 mil votos, cerca de 11% do eleitorado. Não foi eleito

4 – General Paulo Chagas (PRP)– Paulo Chagas foi bastante atuante na campanha de esclarecimento feita pelas redes sociais a partir de 201, é bastante ligado a JAIR BOLSONARO e a ativistas de redes sociais, como a procuradora Bia Kicis, que iniciou nas redes ligada ao grupo anti-pt Revoltados Online. Kicis foi eleita pelo PRP para o cargo de Deputada Federal. Ao contrário do que alguns pensavam, Chagas não se candidatou para o legislativo federal, preferindo tentar o cargo de governador do DF.

Mesmo sabendo que teria pouco dinheiro para a campanha o militar apostou na associação com Jair Bolsonaro. Todavia, ao que tudo indica a população do Distrito Federal, que votou em massa em JB, não conseguiu mentalizar isso. O atentado contra JB foi prejudicial para a candidatura de P.Chagas, pois impediu que o candidato a presidente aparecesse com o mesmo na reta final da campanha.

O general possuía apenas R$53.950,00 em recursos financeiros. Na nossa ótica faltou também investimento, a disputa para o executivo no Distrito Federal é extremamente cara. O primeiro colocado no pleito, Ibaneis do MDB – tinha R$3.360.000,00 em recursos para gastar em sua campanha.

O general Paulo Chagas recebeu 110 mil votos, cerca de 7% do eleitorado, ficando na quarta colocação na disputa. Não foi eleito

5 – Brigadeiro Átila Maia (PRTB) – Bem relacionado em Brasília o militar começou a pré-campanha na internet com bastante antecedência. Sua equipe enviou um currículo / proposta de campanha que foi publicada na Revista Sociedade Militar ainda em 23 de maio de 2018 (Veja aqui). O oficial também tinha a sua disposição poucos recursos, cerca de 5 mil reais. A primeira colocada para o SENADO no Distrito Federal foi Leila do Volei (PSB), que tinha a sua disposição mais de 3 milhões de reais. Átila Maia em entrevista ao Correio Braziliense se declarou contra o direito da sociedade se armar e também contra a redução da maioridade penal, duas das bandeiras mais populares de Jair Bolsonaro, cujo vice, o General Mourão, é de seu partido, o PRTB.

O Brigadeiro Átila Maia recebeu 135 mil votos, cerca de 5% do eleitorado do Distrito Federal, ficando em 8º lugar na disputa que elegeu dois senadores.

6 – General Marco Felício (PSL) – O general Marco Felício recebeu 15.151 votos em MINAS GERAIS, cerca de 0.15% do eleitorado, ficando na 138º posição na disputa. Não foi eleito.

7 – General Mário Araújo (PSL) – O general Mário Araújo recebeu 20.140 votos, cerca de 0.2% do eleitorado, ficando na 114º posição na disputa. Não foi eleito.

Revista Sociedade Militar – Resultado das eleições – Militares candidatos eleitos e não eleitos nas eleições de 2018.

Veja os resultados – MILITARES ELEITOS em 2018