“Dono disso TUDO” – China pode investir extraordinariamente em Portugal – Rota da Seda

China pode investir extraordinariamente em Portugal – Rota da Seda

Entre diplomatas e estudiosos de relações exteriores comentou-se bastante a postagem no Facebook do chefe de divisão de informação e imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, o diplomata Paulo Chaves. Ele não escondeu o seu contentamento com a chegada do Presidente chinês a Portugal. “The dragon has landed”, postou em sua timeline, com fotografias de Xi Jinping descendo do avião. Mais a frente, em um comentário Paulo Chaves referiu-se ao presidente chinês como ” O DDT”, a sigla utilizada em Portugal para dizer “dono disso tudo”.

Há quem se pergunte sobre as implicações da visita de dois dias do presidente da CHINA a Portugal nessa primeira semana de dezembro. Afinal, Portugal faz parte da OTAN, estaria procurando uma alternativa estratégica? Ao que parece os chineses enxergam em PORTUGAL uma porta estratégica de entrada para a EUROPA e ÁFRICA, além de fácil ligação com Américas. 

Em cálculos que levam em consideração as dimensões econômicas de cada país, Portugal foi o país que mais investimento recebeu de Pequim entre 2011 e 2015, com o equivalente a mais que 3% do PIB. O investimento forte da CHINA em setores estratégicos, como gás natural e distribuidoras de energia em Portugal gera algumas preocupações.

Pelo que tudo indica os portugueses – entre outas ações – pretendem estimular o interesse declarado dos chineses pelo terminal de navios do Porto de Sines.  Sines é um porto que permite trabalhar com navios de grande calado e tem potencial para competir com outros grandes portos europeus.

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A China não brinca e o poder de decisão sobre as operações no local é uma boa jogada no que diz respeito à guerra comercial travada contra os Estados Unidos. Cerca de um terço do gás liquefeito que os americanos exportam para a Europa entra por SINES, nesse campo os EUA brigam com a RÚSSIA pelo mercado e há um claro objetivo americano de conquistar mais espaço, o que exige condições de armazenamento especiais, que já existem em SINES.

Revista Sociedade Militar – geopolítica

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