Esposa de MILITAR envia carta aberta para Jair Bolsonaro solicitando tratamento no exterior / Exército responde

A sargento resolveu deixar o país por conta própria. Enfrentando os reiterados prognósticos negativos que vinham da rede de saúde da força terrestre em relação á saúde de seu filho, tirou uma licença e viajou para os Estados Unidos da América.

Ela precisava continuar lutando, acreditava e acredita que o filho pode ser curado.

Nos Estados Unidos foi descoberto que a criança tinha um coagulo calcificado no cérebro, segundo a família foi algo não percebido aqui no Brasil e que causava tantas crises convulsivas que o deixavam perigosamente debilitado.

“… se ele continuasse no Brasil ele morreria.” Diz a mãe.

Por causa das crises o menino perdeu a fala e tem graves problemas psicomotores. Após o início do tratamento nos Estados Unidos a família começou a ver luzes no fim do túnel de sofrimento que já durava vários anos.

Após algumas vitórias na justiça o Exército iniciou o custeio do tratamento, mas isso foi cancelado após apelação da força na justiça. Perla agora teme pela vida de seu filho e tenta apelar para a ajuda de Jair Bolsonaro, que se mostra extremamente sensibilizado no que diz respeito a pessoas com deficiências.

A mãe e Gabriel chegaram a ser visitados por personalidades como Luciano Huck, Sabrina Sato, Cabo Daciolo e até foram entrevistados pela YouTuber Karol Eller, uma das organizadoras da campanha de Jair Bolsonaro. 

Por causa das crises o menino perdeu a fala. Mas após o início do tratamento nos Estados Unidos, iniciado com doações de amigos e instituições e após algum tempo custeado pela força terrestre depois de ações na justiça, a família começou a ver luzes no fim do túnel de sofrimento que já durava vários anos. Para os pais a imagem abaixo é capaz de deixar evidente o desenvolvimento de Gabriel nos EUA.

Depois de algum tempo o Exército Brasileiro suspendeu os pagamentos, após apelação da força na justiça. A família alega que como desconta para o FUSEX, já que o pai de GABRIEL é militar da ativa do Exército.

O exército Brasileiro informou à Revista Sociedade Militar não houve recusa da administração militar quanto ao custeio do tratamento necessário ao menor e que todas as determinações judiciais foram cumpridas pela força e que “… o procedimento relatado pela genitora do menor na carta anexa é realizado no exterior por opção da família, considerando que o método de reabilitação Therasuit já existe no Brasil e a administração militar disponibilizou ao menor o referido tratamento em clínica especializada dentro do território nacional, na forma decidida pelo Poder Judiciário em decisão proferida no dia 28 de agosto de 2017.”

A força terrestre informa ainda que a a questão é discutida no âmbito de um Mandado de Segurança nº 0005465-62.2013.4.01.3300, em trâmite perante a 1ª Vara da Seção Judiciária de Salvador-BA, com recurso direcionado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.  

Perla, todavia, diz que teme pela vida de seu filho e agora tenta apelar para a ajuda de Jair Bolsonaro, que se mostra extremamente sensibilizado no que diz respeito a pessoas com problemas de saúde e com alguma deficiência física.

Revista Sociedade Militar

Abaixo a carta aberta enviada para o presidente Jair Bolsonaro e o vice presidente General Hamilton Mourão

Excelentíssimo Senhor Presidente da República Jair Messias Bolsonaro

Excelentíssimo Senhor Vice Presidente da República Antônio Hamilton Mourão

Assunto: Tratamento de Saúde no exterior de filho menor dependente de militar da ativa, Major de Infantaria do Exército Brasileiro

Senhor Presidente,

Gabriel Franco Machado, tem 11 anos, é filho de Militar da ativa do Exército Brasileiro, sofrendo na condição de paralisia cerebral, deficiência visual e possuidor de Epilepsia refrataria de difícil controle. Por conseguinte, o menor necessita de tratamentos complexos e de alto custo, que estão bem acima das condições financeiras da família.

Há mais de cinco anos o menor vem requerendo a terapia Therasuith com estimulação visual ao Fundo de Saúde do Exército, que sempre negou o custeio do tratamento. Cumpre salientar que o tratamento não é experimental, tendo os seus benefícios reconhecidos pelo Conselho Federal de Medicina.

Para a realização do tratamento da convulsão a família vem se mantendo como pode, usando seus próprios recursos e contando com a ajuda da comunidade brasileira e Instituições religiosas. Mas infelizmente, em Massachussets, não é realizada a terapia Therasuith, só em outros Estados, os quais não adotam a mesma política assistencialista.

Portanto, e tão somente por isso, a família precisa recorrer ao Fundo de saúde do Exército, que diga-se de passagem não é gratuito, para cobertura da terapia, passagem aérea do acompanhante e a ajuda de custo para esse fim. Atente-se ainda, que todas essas despesas estão previstas na legislação pertinente.

Desse modo, rogo a Vossa Excelência que interfira no caso em comento para que o Exército Brasileiro autorize o repasse de verbas para a realização da terapia Therasuith nos EUA onde o menor Gabriel se encontra em tratamento de saúde.

Apelo para o Espírito público de V Excelência e agradecendo a compreensão na certeza de que Vossa Excelência tomará as medidas efetivas para reverter essa grave situação de descaso de modo a garantir a saúde e conseqüentemente a vida do meu filho Gabriel.

Material recebido pela editoria de revista Sociedade Militar