PRESIDENTA e SARGENTA? –  Alana Passos (PSL) e outras deputadas cariocas querem inclusão do gênero FEMININO na redação usada para cargos empregos, postos, graduações…

>>> —  VEJA:  DEPUTADA Alana Passos RETIRA assinatura de projeto sobre sobre UTILIZAÇÃO DA LINGUAGEM NÃO SEXISTA


PRESIDENTA e SARGENTA? –  Alana Passos (PSL) e outras deputadas cariocas querem inclusão do gênero FEMININO para cargos empregos, postos e graduações.

A deputada ALANA PASSOS (PSL), militar do exército brasileiro e uma das mais votadas do estado, ela recebeu mais de 106 mil votos. O primeiro projeto apresentado pela parlamentar é sobre o que chama de “linguagem sexista”. A sargento do exército é uma das co-autoras do projeto 43/2019, sobre UTILIZAÇÃO DA LINGUAGEM NÃO SEXISTA, que foi apresentado para apreciação na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

O projeto diz que o uso de termos como HOMEM e professor, no sexo masculino, na prática estaria tornando menor a importância das mulheres. Propõe, entre outas coisas, que sejam incluídos os termos no masculino e feminino com respectivas concordâncias.

Na  prática se institui os termos PRESIDENTA, SARGENTA, coisa que tanto criticamos!” diz um eleitor do PSL nas redes sociais.

“… Não é difícil identificar nos documentos oficiais das repartições o uso do masculino como linguagem universal e ‘neutra’ ”,  alegam Mônica Francisco, Renata Souza, Dani Monteiro, Enfermeira Rejane, Alana Passos, Martha Rocha, Marina, Zeidan Lula, Lucinha.

Diz o documento: “inclusão dos gêneros feminino e masculino, com as respectivas concordâncias, na designação, geral ou particular, dos cargos, dos empregos e das funções públicas e dos postos, patentes e graduações” e

“Uma das formas mais sutis – mas também mais efetivas – de tornar permanente a desigualdade entre homens e mulheres é justamente a linguagem. Quando dizemos “o homem” em referência à humanidade, estamos, na prática, estabelecendo que o masculino é a referência da sociedade. Este é só um exemplo de como uma linguagem sexista reforça a desigualdade entre os sexos, ao invisibilizar a presença e participação das mulheres em diferentes nos espaços.”

Veja o texto

PROJETO DE LEI Nº 43/2019 – EMENTA:

DISPÕE SOBRE A UTILIZAÇÃO DA LINGUAGEM NÃO SEXISTA ÂMBITO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Art. 1.º Esta Lei dispõe sobre a utilização da linguagem não sexista na redação de atos normativos de editais e de documentos oficiais no âmbito da Administração Pública Estadual.

Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, entende-se por linguagem não sexista ou não discriminatória aquela que utiliza uso de vocábulos com marcação explícita dos gêneros feminino e masculino, de forma simétrica e paralela, em substituição a vocábulos de flexão masculina comumente usados de forma universal.

Art. 2.º Para os fins do disposto nesta Lei, são objetivos da linguagem não sexista:

I – contribuir para uma cultura de igualdade entre homens e mulheres, por meio da linguagem não sexista.  II – a disseminação do uso dos dois gêneros, para os casos de pluralização, ao invés do uso do gênero masculino;  III – a utilização do gênero feminino para toda referência à mulher;  IV – a não utilização do termo “homem”, para fins de referência a pessoas de ambos os sexos, substituindo pela forma inclusiva “homem e mulher”; V – a inclusão dos gêneros feminino e masculino, com as respectivas concordâncias, na designação, geral ou particular, dos cargos, dos empregos e das funções públicas e dos postos, patentes e graduações; Art. 3.º Os nomes dos cargos, empregos, funções e outras designações que recebam encargos públicos da Administração Pública Estadual, inclusive as patentes, postos e graduações dos círculos e escala hierárquica da Brigada Militar, deverão conter a flexão de gênero, de acordo com o sexo ou identificação de gênero do ocupante ou da ocupante.

Parágrafo único. Para fins do disposto no “caput” deste artigo, quando da referência a cargo, emprego ou função pública ou posto, patente ou graduação da Brigada Militar, far-se-á a devida flexão do respectivo gênero de acordo com o sexo ou identificação de gênero do ocupante ou da ocupante, utilizando recursos de flexão e concordância da língua portuguesa.

Art. 4.º Os órgãos da Administração Pública Estadual deverão utilizar a linguagem não sexista na elaboração das normas que regulamentam as carreiras profissionais e na elaboração de tabelas e de quadros de pessoal e suas respectivas descrições de atribuições.

Art. 5.º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 07 de fevereiro de 2019.

Revista Sociedade Militar