“FN Minimi 556, até mulheres manuseiam essa arma!” — O politicamente correto MILITAR e a Página The Way of the Warriors

“FN Minimi 556, até mulheres manuseiam essa arma!” — O politicamente correto MILITAR e a Página The Way of the Warriors

A postagem

Revista Sociedade Militar, 9 de março 2019 –  – Nesse sábado um dia após se comemorar o dia internacional da mulher a página portuguesa The Way of the Warriors, ligada ao site http://warriors.pt, fez uma postagem sobre o avanço das forças armadas portuguesas, que passaram a adotar como arma oficial a FN Minimi 556, que é muito mais leve que as usadas anteriormente, a ótima metralhadora FN MAG, também usada por nós, militares brasileiros.

A postagem foi: “FN Minimi 556. A nova metralhadora do Exército Português. É tão fácil de manejar que até as nossas militares do Sexo Feminino serão capazes de ir para combate com elas.

O site recebeu criticas instantaneamente. Mas, uma visão compreensiva mostra que não foi intenção dos articulistas fazer qualquer crítica à capacidade feminina de operar armas sofisticadas. A colocação – infere-se – foi direcionada principalmente ao peso do equipamento, que não chega a 7 quilos, ainda que tenha a capacidade de disparar mais de 700 tiros por minuto.

“Haja braço pra operar uma MAG, pra mim só no bi ou tripé!”, diz um militar brasileiro na graduação de Suboficial.. e completa: “Essa reclamação é frescura, é verdade, nem tem comparação. A MINIMI é uma arma mais leve e em campo de batalha com toda a certeza é mais adaptável para combatentes com menor massa corporal, isso é obvio… será que todo mundo que reclamou já segurou o peso de uma MAG 7.62?

Estatísticas, estatura

As mulheres, salvo algumas exceções, normalmente tem menos massa corporal do que os homens. No Brasil. por exemplo, o homem tem, em média, 1,73m, e a mulher, 1,60m.  Em Portugal homens têm em média 1.73 e mulheres 1.62. Portanto, sem dúvidas, uma arma mais leve é uma facilidade a mais para ambos os sexos, mas principalmente para o combatente do sexo feminino.

A FN MAG, por exemplo, de portátil nada tem, pois pesa cerca de 11 quilos e é extremamente difícil de ser manuseada por um combatente do sexo feminino com peso e estatura medianos. a M60, a “metralhadora do Rambo”, pesa também cerca de 11 quilos.

Em um comentário abaixo do texto e imagem percebe-se a crítica ácida, tentando dizer que a postagem estaria se referindo a mulheres de forma pejorativa

Rui Rocha – Comentário muito infeliz, pois… As militares do sexo feminino conseguem operar qualquer arma, desde que lhes administrado o treino adequado, tal como os camaradas do sexo masculino.”

Comentários de leitores

Miguel Henriques – Rui Rocha obvio que todas as mulheres com treino conseguem por uma mg3 com uma fita de 250 munições em contato iminente. Só que não. Não é machismo é a realidade”

Ouro comentário: “João Rainho – Deixem se de merdas e armados em cavaleiros galantes a querer arranjar confusões onde elas ñ existem. O “até” pode ser myito bem compreendido para quem quiser o entender. Esta frase ñ foi para desprezar ou inferiorizar os militares do sexo feminino. Quem foi ou é militar e andou com metralhadoras ligeiras nas unhas (como é o meu caso) sabe bem que elas de ligeiras ñ tem nada. E a ñ ser que o militar de sexo feminino seja fora do normal e tenha um grande cabedal, ñ vai conseguir andar com elas ou fazer tiro. Logo daí o “até” desta frase faz todo o sentido pois a Minimi é muito mais leve que as MG3 ou a MG42 que estão ao serviço. Para com entendedor meia palavra basta. Não compliquem.

Revista Sociedade Militar