Caso de MILITAR preso por não cumprimentar o superior gera polêmica no RIO DE JANEIRO.  “Regulamento arcaico!”

Caso de MILITAR preso por não cumprimentar o superior gera polêmica no RIO DE JANEIRO.  “Regulamento arcaico!”

Nas redes sociais de militares do Rio e São Paulo se comenta muito sobre a prisão de um cabo da policia militar do Estado do Rio porque o mesmo em uma churrascaria não teria cumprimentado um superior que também estava no local.

O cabo, lotado no 41º Batalhão de Polícia, alega que – como estava com a família se divertindo – não viu o oficial.  

Pergunta: o militar é obrigado a ver um superior que está em trajes civis em normalmente misturado na multidão?

Nenhum militar fica observando as pessoas que estão em um bar ou restaurante, olhando mesa a mesa para verificar se há um superior e – convenhamos – poucos superiores gostariam que um subordinado fosse até a sua mesa em um ambiente civil, descontraído, para se apresentar para eles.

Foi um constrangimento enorme. muitos militares que comentaram a coisa acharam que foi uma prisão desnecessária, na frente da família. O que se esperaria, em uma avaliação rápida, é que no máximo o superior identificasse o subordinado e que no dia seguinte iniciasse um procedimento administrativo para apurar a coisa toda.

Todavia, a coisa não terminou com a prisão do cabo, o evento cresceu. Um dos advogados que foram assistir o militar também foi preso e – por ser militar – não teria sido tratado como advogado pela oficialidade da organização militar. O advogado (Fábio Tobias) diz ainda que procedimentos não foram cumpridos e que teria sido cercado por oficiais que o obrigaram a entrar em uma viatura.

“A prisão completanente arbitrária se deu pelo fato de estar defendendo meu cliente que foi vítima de uma covardia de outro oficial desse do mesmo Batalhão.”

Hoje pela manhã recebemos um texto do major PM Elitusalem Freitas Sobre a prisão disciplinar do Cabo do 41BPM e no dia seguinte do seu defensor. Interessante destacar que além de criticar os regulamentos, mencionando que são arcaicos, o major / vereador fala sobre o dever que os advogados têm de concorrer para que a situação se resolva da forma mais tranquila possível.

“Nem tudo que me é lícito me convém” – da mesma forma que a Bíblia Sagrada assevera isso, podemos também trazer essa frase para uma lição.

A prisão de um policial que deixa de se apresentar ao mais antigo no ambiente está prevista no regulamento, mas estando esse arcaico, a pergunta é: isso convém?

Já falando da prisão do defensor do policial, que já estava em liberdade e não mais preso:

Recentemente nosso núcleo de direitos humanos e assistência jurídica fez uma intervenção num caso onde quase trinta policiais militares ficariam presos administrativamente por um erro durante uma operação.

De pronto fizemos contato com o comando da unidade e destacamos a coragem e honradez dos combatentes, em que pese o evidente erro operacional!

Enviamos para unidade três assessores nossos, sendo um assistente social e dois advogados. Após ouvir os policiais nossa equipe direcionou o diálogo com as autoridades militares no mesmo sentido que eu dialoguei com o comandante!

Resultado, de trinta ficaram apenas os três realmente equivocados cumprindo medida disciplinar, e o que era caso de ir à conselho e nas palavras do Comandante “iriam pra rua”, virou uma “chinelada de pai”.

Moral da história: todo operador do direito o de garantias humanas e sociais, deve ser um MEDIADOR DE CONFLITO, sob pena de expor mais ainda o assistido que via de regra tem mais de 20 anos ainda pra viver na caserna e para tanto precisa de paz!

Detalhe: não divulgamos a história antes para preservar os policiais, pois mais importante do que a divulgação do nosso trabalho está a carreira daqueles que nós defendemos!

Uma lição para todos! Força e honra! Vereador Major Elitusalem Freitas.

Revista Sociedade Militar