Forças Armadas

Começou! Fake News chega até líderes de associações de Militares – “forças ocultas” querem minar a luta por melhores salários

Começou! Fake News chega até líderes de associações de Militares – “forças ocultas” querem minar a luta por melhores salários

Já era esperado, todas as vezes que os graduados tentam de alguma forma recuperar perdas contidas em projetos de lei e normas construídas com a assessoria da cúpula das forças armadas, as associações e lideranças são acusadas de ser “de esquerda”. A vítima dessa vez foi a presidente da Unifax – Kelma Costa – que lidera as associações UNIFAX e BANCADA MILITAR – MG. Kelma Costa é esposa de militar do Exército, amiga particular de Jair Bolsonaro, foi uma das organizadoras do movimento pró-Bolsonaro em Juiz de Fora e sempre se posicionou como conservadora e de direita.

Divulgou-se ontem um montagem com a imagem de KELMA COSTA junto de um político de esquerda. A ação aparentemente não veio de outra associação na medida em que o cartaz traz uma crítica à associação de militares para busca de direitos.

A senhora Kelma Costa já divulgou vídeo sobre o assunto, onde diz: “todos sabem que sempre fui contra a articulação com a esquerda… isso é um absurdo. Peço que todos os militares que conhecem minha luta a favor de Jair Messias Bolsonaro … possa dizer que isso é uma calúnia… eu não compactuei em nenhum momento com a esquerda… essa foto é falsa. “

A líder disse ainda que solicitará à Polícia Federal uma investigação para apurar a fonte da fake news.

Na próxima semana ocorre uma audiência pública no SENADO FEDERAL. Vários líderes de associações terão ali a oportunidade de expressar sua posição e apresentar suas demandas para o parlamento. Isso é perfeitamente democrático e desejável.  Uma audiência pública não é de esquerda ou de direita, é uma audiência pública.

Pior seria – o que está em vias de acontecer já que se fala sobre isso nas redes sociais – uma manifestação de militares na frente do Palácio do Planalto, caso eles não encontrem oportunidade para que suas demandas sejam ouvidas.

As propostas sempre são perfeitas?

Generais, brigadeiros e almirantes erram, e muito. Erraram quando junto com o governo Fernando Henrique elaboraram a fatídica MP2215, erraram quando deixaram a tropa com deficiência financeira no que diz respeito ao 28.86% que só alcançou a cúpula das Forças Armadas e erram seguidamente em varias de suas decisões, muitas acabam sendo revertidas na justiça.

Um grande exemplo de equívoco apontado pelos militares é um item do Pl 1645/2019 do governo, onde se concede uma vantagem de 10%  somente para oficiais generais. Se TODOS os militares têm – na ativa e na reserva – que representar bem as forças armadas e inclusive podem ser punidos se concorrerem para que o BOM NOME das Forças Armadas seja prejudicado, depreende-se que se existir um benefício para REPRESENTAÇÃO ele deve alcançar TODOS os militares e não somente a cúpula.

Militares na reserva e ativa são cidadãos e na medida em que as propostas do governo serão analisadas pelo legislativo, eles têm mais que o direito, têm o dever de tentar influenciar o parlamento para que as normas não sejam injustas. Militares da reserva legalmente podem se manifestar em público sobre qualquer pleito, a única proibição trata de assuntos internos, segurança nacional etc.

Generais de Esquerda

A história mostra que vários oficiais das forças armadas, incluindo generais, se aliaram a esquerda nos últimos anos. Por que motivo tenta-se atirar esse estigma somente sobre os graduados todas as vezes que há algum pleito salarial?

Em 1964 foi o Comandante ARAGÃO, Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, um ALMIRANTE, o verdadeiro culpado pelo caos e alongamento da manifestação dos marinheiros. A Marujada pedia coisas simples, como estudar a noite, andar sem farda e casar sem precisar pedir permissão. Se houvessem sido ouvidos, se a coisa fosse  conduzida de forma mais inteligente, eles não teriam caído nas mãos da esquerda após a “proteção” gerada pelo Almirante Aragão e sua tropa.

Não poderia deixar ainda de mencionar o general Nelson Werneck Sodré, que – fortemente posicionado a esquerda – até hoje influencia muita gente com seus textos e livros publicados, principalmente o livro “a História Militar do Brasil”.

É obvio que o projeto traz benefícios para a maior parte dos militares. Todavia, é perfeitamente legal e desejável que os militares que se sintam prejudicados expressem sua insatisfação quanto a itens que afetarão a eles e a suas famílias. E quanto mais se tentar impedir a livre manifestação com golpes baixos, ardilosos, certamente mais alto a sua voz soará. O ser humano tende a responder a ataques com ataques mais fortes.

É de conhecimento de qualquer um que estuda a história militar que a atenção dada a representantes dos graduados é encarada como enfraquecimento da cúpula. Há cerca de um mês quando o próprio presidente fez “live” informando que mudaria o texto do PL por causa da reclamação dos graduados a coisa caiu como uma bomba e até hoje se ouve comentários reclamando disso.

A esquerda aparentemente já tenta se apropriar das demandas dos militares da base da pirâmide, se o governo não se apressar em receber as lideranças ou pelo menos considerar de responder a seus pleitos já entregues pessoalmente ou por meio de cartas ao presidente, a senadores e a deputados aliados há sim uma grande tendência de que o PL 1645 não seja aprovado.

Veja:Partido dos Trabalhadores diz que Reestruturação dos MILITARES seria “retrocesso” e “amplia distorções entre Militares”

Revista Sociedade Militar

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