Forças Armadas

Muita calma nessa hora

É preciso calma

Uma conversa franca, entre amigos.

Todas as vezes que entram na pauta as discussões sobre salário, aposentadorias e alianças partidárias, as paixões afloram. Com isso alguns tendem a extrapolar nas declarações e ações, individuais ou em grupo.  

Gostaria de deixar claro que desde o princípio a Revista Sociedade Militar luta pela valorização dos militares. Não é a toa que nossa frase de chamada é: O SER HUMANO É NOSSA MELHOR ARMA. Acreditamos – portanto – que dentro das forças armadas e auxiliares cada um dos componentes deve ser valorizado ao máximo. Na medida em que somos um corpo, cujas partes tem igual importância na consecução dos objetivos, não há qualquer possibilidade de nosso veículo tomar partido em iniciativas que tenham como objetivo ou “efeito colateral” a divisão entre fulanos e beltranos ou cicranos e franciscanos dentro das nossas instituições. Recebemos inúmeros textos que caminham nessa linha, sempre serão rejeitados.

Eu quero X e você quer Y. Ontem eu queria A, mas hoje quero B. Sempre foi assim e é assim que se constrói a democracia. Não podemos tratar cada um dos que discordam de nós como se fosse um inimigo a ser destruído. Muito pelo contrário, o pensar diferente é algo que faz a sociedade caminhar para a frente, por isso deve ser respeitado.

Ninguém pode ser atacado porque não concorda com você! Ninguém é pior ou menos inteligente porque tem uma visão de mundo diferente!

Pensar diferente, discordar, argumentar e buscar reparação judicial são nossos direitos – afinal – somos cidadãos. É necessário – portanto – que não nos deixemos levar excessivamente pelas paixões, ainda que os direitos sejam ampliados na passagem para a inatividade é necessário que jamais nos deixemos cair no abismo da falta de educação, ética, espírito de corpo e companheirismo.

Ha locais, situações e momentos adequados para cada ação.

A polarização nunca foi benéfica para nenhuma instituição. Sem respeito e ética não subsistiremos. Nem uma pequena família subsiste sem esses pilares! Independente das situações em que nos encontremos, cada um de nós é um guardião desses princípios e jamais poderemos permitir que divergências e/ou aspirações individuais prejudiquem em um milímetro que seja a caminhada para um futuro melhor ora iniciada. Sendo assim, ouso dizer – parafraseando um grande chefe militar – que cada um de nós, sendo o que somos, deve buscar dizer: desse país sou o servidor número um.

Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.

Att, Robson Augustto – Militar R1, jornalista, cientista social – Revista Sociedade Militar

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