Forças Armadas

“PL-1645 no EXTRA…Vai ficar feio” A briga entre praças e generais por mudanças na “reestruturação” chega na grande mídia

As lutas dos graduados para que o projeto de reestruturação das carreiras das Forças Armadas, que traz em seu corpo alguns aumentos de salário e cria uma gratificação só pra oficiais generais, está escorrendo para a grande mídia. Graduados nas redes reclamam de que o presidente se distanciou das bases assim que foi eleito:

o Presidente … NÃO recebeu NINGUÉM de nenhuma associação de Praças. Suboficiais já ficaram na porta da residência dele chamando ele e NÃO foi falar com os Suboficiais…” Diz um suboficial da Marinha.

Assessor de um deputado do PSL confidenciou à editoria da Revista Sociedade Militar que se a coisa for para o PLENÁRIO os deputados do partido do presidente ficarão encurralados entre a cruz e a espada já que entre seus eleitores mais fieis estão muitos graduados das forças armadas que foram para a reserva nos últimos anos, justamente o grupo mais prejudicado se o Projeto de Lei for aprovado.

“se a coisa for pro plenário vai ficar feio… eles têm que colocar na balança o que vai pesar mais… todo mundo tem projeto”

Deputados de partidos que rivalizam com o governo já estão de olho na coisa, como o deputado Paulo Ramos, que é policial aposentado, o deputado Glauber Braga e até Marcelo Freixo, considerado grande rival da família Bolsonaro no RIO, do Psol.

Suboficiais, sargentos e membros da chamada baixa oficialidade são líderes comunitários, pastores, professores de artes marciais, síndicos etc. e considerados como gente de grande influência em suas comunidades e “eu sou de direita”, diz um sargento na reserva. E continua: “todo mundo sabe que ideologia existe, mas comida na mesa e remédio sempre vem na frente, na cabeça da maior parte das pessoas… por aqui o WItzel tá declarado inimigo do Bolsonaro… é complicado… e tem as promessas do Bolsonaro, de atender a base…

Hoje o jornal EXTRA do Rio de Janeiro – nas edições impressa e online – publicou nota em bom tamanho dando destaque à luta dos graduados das forças armadas. A nota diz que se o PL1645 passar as diferenças entre base e topo aumentarão muito.

” A proposta do governo Bolsonaro de reformulação das carreiras das Forças Armadas, que está prestes a ser aprovada na Câmara, criou uma disputa entre a base dos militares e os oficiais de alto coturno. Isso porque o texto vai aumentar o fosso entre as remunerações da caserna. Um general de brigada, por exemplo, terá, até 2023, um aumento salarial de 55,7% — e passará de R$ 19.734,20 para R$ 30.725,40. Já um terceiro-sargento terá um aumento muito menor, de 4,6% — e a remuração vai de R$ 4.896 para R$ 5.125,50.”

Revista Sociedade Militar

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