Forças Armadas

Aproximação com os militares das Forças Armadas pode levar MARCELO FREIXO à prefeitura em 2020, diz diretora do Sindicato dos Jornalistas

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Segundo análise perspicaz de Nany Gomes, diretora do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, a aproximação do PSOL – mais especificamente dos deputados Marcelo Freixo e Gláuber Braga – com militares graduados das Forças Armadas insatisfeitos com o governo, pode representar para o deputado Marcelo Freixo a alavanca que o partido precisa para elege-lo como prefeito da cidade do Rio de Janeiro. Militares das Forças Armadas são no Rio um exército eleitoral desejado por qualquer partido, desde os anos 80 eles têm mantido Bolsonaro no legislativo federal e são considerados – juto com membros das forças auxiliares – formadores de opinião e os grandes responsáveis por Bolsonaro ter se tornado presidente da república.

Bolsonaro, Rodrigo Maia, Hélio Negão e quaisquer outros que se mantiverem calados no que se refere a esta injustiça contra a tropa estarão diretamente ligados à conivência de alavancar a candidatura de Marcelo Freixo à frente do município do Rio de Janeiro.”, diz a jornalista.

Veja o artigo de NANY GOMES – SINDICATO DOS JORNALISTAS RJ / Revista Sociedade Militar

O juramento é o mesmo para todos. Independente de patente: -“Prometo tratar com afeição meus irmãos de farda e com bondade meus subordinados”, mas parece que o injusto Projeto de Lei 1645/19 que dispõe de mudanças na aposentadoria dos militares prova que quando o dinheiro bate a conta, a irmandade opta pelas patentes.

Difícil engolir que saiu do governo onde temos como Chefe de estado um capitão do Exército uma proposta que abre um verdadeiro abismo de injustiça financeira em toda a tropa que não ostenta as patentes de general e coronel. Mas, inadmissível mesmo é pensar que em um governo onde a base de formação é militar que partiu da esquerda uma medida que encerra esse disparate da PL 1645/19.

Contra o absurdo da reformulação da carreira nas Forças Armadas, o deputado federal psolista – que acha um absurdo operações policiais, intervenção militar pelo reforço na segurança pública – Marcelo Freixo em conjunto com o parceiro de partido, Glauber Braga conquistaram assinaturas suficientes para requerimento que leva o projeto para discussão no Plenário da Câmara.

O número de 21 parlamentares excedentes a que se obriga para que um projeto de tramitação conclusiva seja encaminhado para discussão dá o tom de insatisfação dos deputados quanto ao privilégio do PL que visa gratificar pomposamente o restrito e enxuto topo da pirâmide em detrimento da base que representa a maioria da tropa.

No total, o documento conta com 72 assinaturas e será discutido por todos os 513 deputados da Câmara e não apenas por uma comissão especial.

Hélio ‘Papagaio de Pirata’ Negão segue calado

Feridos, os praças aguardam em qual esfera da base governista se levantará algum político a defendê-los indo contra o texto original que os menospreza e prioriza a casta de comandos superiores dentro das Forças Armadas.

A tropa esta gritando por socorro, em formação para aplaudir a mudança e \ou inclusão de seus feitos dentro da proposta.

Por lógica, Hélio Negão deveria ser quem traria para si a responsabilidade de defender os praças – já que foram sua maior base de eleitorado -, mas Hélio ‘Papagaio de Pirata’ Negão nunca escondeu que de política, nada entendia. Mas que no meio da polêmica, provou que tem aptidão para a carreira. Como político que esquenta banco se opõe e finge não entender o que acontece para prejudicar seus eleitores.

General 55.7% – Sargento 4.6%

Mesmo para quem não é militar é fácil resumir a PL proposta para os militares; é o benefício a poucos em detrimento de uma esmagadora maioria.

Os pontos mais alarmantes dispõem que nos próximos quatro anos, um general de brigada terá aumento salarial de 55,7% — e passará de R$ 19.734,20 para R$ 30.725,40. Já um terceiro-sargento terá aumento bem menor, de 4,6% — e a remuneração vai de R$ 4.896 para R$ 5.125,50.

Gratificações também estão na pauta e engrossam a indignação dos militares que sustentam a base da pirâmide.

O Adicional de Habilitação para generais e coronéis vai passar de 30% para 73% do soldo, enquanto o de cabos e sargentos continuará em 12%, sem aumento.

E como se não houvesse raciocínio lógico, o governo ainda cria uma nova gratificação, chamada Adicional de Disponibilidade. Para um coronel, ela equivalerá a 32% do soldo. Já para soldados e cabos, ela será de 5%.

Se dependesse de Rodrigo Maia, o assunto seria aprovado por uma comissão sem maiores discussões sob a desculpa de ‘que está se evitando atritos com o governo’. Mas a verdade é que, em seus planos governamentais, as alianças políticas, seus apoiadores e financiadores de campanha devem, ao menos, superar o número de milhares de possíveis eleitores por ele desprezados nas próximas e próximas eleições.

Bolsonaro, Rodrigo Maia, Hélio Negão e quaisquer outros que se mantiverem calados no que se refere a esta injustiça contra a tropa estarão diretamente ligados à conivência de alavancar a candidatura de Marcelo Freixo à frente do município do Rio de Janeiro.

Poderia, em uma nação composta de patriotas verdadeiros, partir dos generais e coronéis a desistência e/ou partilha digna e justa desta infâmia com seus companheiros de tropa.

NANY GOMES  / Diretora do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro / facebook.com/nanygomesoficial

Publicado em Revista Sociedade Militar

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