Forças Armadas

“Chefes militares não abandonam os seus subordinados”, diz Defesa em nota que será publicada pelas forças nessa quinta-feira.

Na nota a DEFESA diz que o PL-1645/2019 não privilegia oficiais e que o projeto, de estado, vem sendo preparado desde 2016. O documento deve ser publicado nessa sexta-feira pelas três forças armadas em boletins internos de ordens e notícias.

A nota não menciona perdas ou privilégios que dizem respeito a militares na reserva,  diz que o esforço deve ser autossustentável. A colocação entre aspas de “associações de praças” mostra que os comandos militares não reconhecem nas instituições porventura existentes qualquer representatividade, defesa diz que referidas associações apostam na desinformação.

NOTA DO MINISTÉRIO DA DEFESA

O Projeto de Lei 1645, que trata da reforma do Sistema de Proteção Social das Forças Armadas e da reestruturação da carreira militar, é justo e necessário.

Recentemente, algumas pessoas, com outros interesses, passaram a divulgar falsas informações atribuindo supostos privilégios a uma pequena parcela da tropa, em especial aos oficiais, em detrimento das praças. Ao contrário do que tem sido propagado, a proposta em tramitação no Congresso Nacional, não divide oficiais e praças. Não há privilégios, oficiais e praças foram tratados de forma equivalente.

O PL é uma proposta de Estado. Os estudos foram iniciados em 2016 e debatidos exaustivamente com o Ministério da Economia, tendo como premissas básicas a contribuição dos militares para o esforço fiscal, de forma que a reestruturação da carreira fosse autossustentável.

O objetivo é incentivar a qualificação técnico-profissional e promover a meritocracia. As gratificações previstas são iguais para oficiais e praças, com o mesmo tempo
de serviço e especialização. Todos os militares de carreira podem vir a receber os percentuais mais altos do adicional de habilitação, desde que realizem os respectivos cursos com aproveitamento.

Oficiais e praças em início de carreira, que tenham realizado menos cursos, terão percentuais de habilitação menores, como é natural na progressão de qualquer carreira.

Representantes de autointituladas “Associações de Praças”, com os mais diversos interesses, apostam na desinformação e não representam os militares. O referido grupo propaga que o PL privilegia oficiais em detrimento das praças. Isso não é verdade. Não há privilégios. Seus movimentos prejudicam mais de centenas de milhares de oficiais e praças da ativa e da reserva, que não se manifestam politicamente em obediência aos preceitos disciplinares.

Como únicos representantes legais das Forças Armadas e defensores dos interesses de seus oficiais e praças, o Ministério da Defesa e os Comandos da Marinha, Exército e Aeronáutica trabalham para a aprovação do PL 1645.

As Forças Armadas se baseiam na hierarquia e disciplina. A confiança entre comandantes e comandados é inerente à profissão das Armas. Chefes militares não abandonam os seus subordinados. A desestabilização desse princípio não faz bem.

Revista Sociedade Militar

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