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Geopolítica – Estados Unidos está de olho no mercado de gás na Europa / Trump teria interesses particulares na questão

Geopolítica – Estados Unidos está de olho no mercado de gás na Europa

A disputa política interna nos Estados Unidos vem revelando muitos segredos relacionados ao setor de gás ucraniano. A Associated Press informou nesse domingo que vários empresários que apoiam o Partido Republicano tentaram “instalar na realidade uma nova administração na companhia estatal de gás ucraniana”. Eles também planejavam “direcionar contratos lucrativos para empresas controladas pelos aliados de Trump”, diz o relatório, citando algumas fontes.

Os americanos continuam falando sobre os perigos do gás russo para a Europa, enquanto promovem seu próprio gás natural liquefeito (GNL). O secretário de Energia dos EUA, Rick Perry, advertiu no passado que a construção do gasoduto Nord Stream 2 fortaleceria a influência da Rússia na política externa da Europa.

Todavia, Kiev deve receber o primeiro lote de gás natural liquefeito de GNL dos EUA no início de novembro, o material sai muito mais caro do que o que vem de fontes européias ou russas. No entanto, devido ao fato de que o contrato de trânsito de gás entre a Gazprom da Rússia e a Naftogaz expirará em dezembro de 2019 e porque o andamento de uma novo acordo ainda é desconhecido, os preços no mercado europeu podem aumentar significativamente e os americanos podem sair ganhando com isso.

“A Ucrânia está sob controle externo dos Estados Unidos, e poucas pessoas podem negar isso “, disse Stanislav Mitrakhovich, especialista do Fundo Nacional de Segurança Energética. “A promoção de pessoal leal ou protegido para as principais empresas ou agências ucranianas pelos americanos tem sido uma prática comum há anos”, disse ele . Assim, os americanos têm então a oportunidade de diversificar os riscos em um caso hipotético de comportamento injusto de atores ucranianos individuais, explicou o especialista.

A Ucrânia está sob a poderosa influência de americanos que estão prestes a expandir toda a sua influência, disse o diretor do Instituto Nacional de Energia, Sergei Pravosudov. «Afinal, estamos falando de US $ 3 bilhões que a Gazprom paga pelo transporte.

Portanto, não há razão para os americanos não tentarem encher os bolsos com essa quantia substancial de dinheiro.

O caso pode estar mostrando como Trump e seu governo estão buscando negócios na Ucrânia que vão muito além do avanço dos interesses políticos pessoais do presidente. E também levanta questões sobre se os aliados de Trump estavam misturando negócios e política. A coisa passa ainda pelos pedidos de investigação – por parte de republicanos – de Biden e seu filho Hunter, que trabalhou cinco anos no conselho de outra empresa de energia ucraniana, Burisma.

A Ucrânia é uma nação rica em recursos que fica na fronteira geográfica entre a Rússia e o Ocidente, tem sido atormentada pela corrupção e pela disfunção do governo, tornando-a um ímã para todos os tipo de aproveitadores estrangeiros. No centro dessa questão relacionada ao gás, segundo a associated press, há três empresários: dois empresários imobiliários da Flórida, nascidos na União Soviética, Lev Parnas e Igor Fruman, e um magnata do petróleo de Boca Raton, na Flórida, chamado Harry Sargeant III.

Parnas e Fruman teriam feito centenas de milhares de dólares em doações políticas para republicanos, incluindo 325.000 dólares para um comitê de ação política aliado a Donald Trump em 2018. Isso ajudou os empresários relativamente desconhecidos a obter acesso aos níveis mais altos do Partido Republicano – incluindo reuniões com Trump em a Casa Branca e Mar-a-Lago.

Fontes / https://www.apnews.com e https://es.news-front.info

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