Forças Armadas

SUBOFICIAIS DO SEXO FEMININO e familiares de militares que discordam do texto do PL-1645 são convidadas por deputada para reunião no congresso nacional nessa quarta-feira



SUBOFICIAIS DO SEXO FEMININO e familiares de militares que discordam do texto do PL-1645 são convidadas por deputada para reunião no congresso nacional nessa quarta-feira

A deputada federal Sâmia Bonfim se reuniu nessa quarta-feira – 30 de outubro – com militares do sexo feminino e membros da família militar que estiveram ontem na votação de estaques sobre o PL1645.

A reunião na comissão

A reunião final sobre o pl1645 foi tumultuada e os graduados acabaram expulsos do auditório. Pelo menos duas vezes antes de ser expulsos os suboficiais e sargentos que assistiram à reunião foram advertidos e ameaçados de ser retirados por conta de se manifestar aos gritos e vaiar falas de alguns parlamentares.

Um dos momentos mais críticos foi logo após a fala do Major Vitor Hugo. O deputado disse que os graduados em função de comando passariam a receber a gratificação de representação que antes iria para os generais e que os prejuízos de quem está na reserva poderiam ser recuperados em momento posterior. Os suboficiais e sargentos que assistiam a reunião se manifestaram de maneira bastante ruidosa chamando o parlamentar de mentiroso e vaiando-o.

Ao final da reunião em entrevista à redes de televisão as suboficiais, familiares e outros militares da reserva se manifestaram de forma enfática declarando que foram traídos por Bolsonaro. Eles reclamam que o projeto traz privilégios para o topo das carreiras e deixa a base desassistida. As entrevistas terminaram com um coro de “Bolsonaro traidor”.

graduados reclamam de que, diferente do que ocorreu após reclamações de membros de outras categorias ligadas a segurança pública, o presidente Jair Bolsonaro não se manifestou sobre o assunto desde a apresentação do projeto, ainda em março desse ano.

Reunião com a deputada Samia

Texto recebido do grupo que se reuniu com a parlamentar Sâmia Bonfim, do PSOL nessa tarde de quinta-feira. “A Deputada Federal Sâmia Bomfim, PSOL-SP, convida e recebe em seu gabinete as  Suboficiais Eliane e Rosemira ( pioneiras das Forças Armadas/Marinha do Brasil), e as representantes Ivone Luzardo (UNEMFA – União Nacional das Esposas de Militares de Forças Armadas Brasileiras e AMIRFA/BA) e Cibele Lima  (ABRAMEAR Associação brasileira dos militares especialistas de aeronáutica), mulheres que protagonizaram indignação após resultado da votação do PL 1645/19 na COMISSÃO/ CÂMARA FEDERAL! Sensibilizada a causa, a  Deputada ofereceu apoio aos Injustiçados e principalmente as mulheres.”

Texto divulgado pela suboficial Rosemira, da Marinha. Ela é uma das graduadas mais antigas do país. A autora é sua filha, Gabriela Marques.

Minha mãe é da primeira turma de mulher militar do Brasil,enfrentou machismo e preconceito a vida toda. Serviu ao país por 32 anos, inclusive abriu mão de muita coisa pra ser uma boa militar, eu como filha sei bem o que ter uma mãe que não tem horário de sair e não tem horário de chegar.

As pessoas não conhecem os desafios que os militares enfrentam, menos ainda do que as mulheres militares enfrentam.

Eu não apoiei o Bolsonaro, sempre fui a ovelha vermelha da minha família, mas não julgo minha mãe por ter apoiado ele, ela entrou na marinha com 17 anos e o único político que fez propostas por melhorais nas condições de trabalho dos militares foi ele.

Os quartéis não tem comida. Tem dias que eles dão folga pra tropa por falta de alimento.
Os navios são do início do século passado e retiram peças de um pra por no outro, canibalismo.
Não existe investimento, mas mesmo assim homens e mulheres guardam nossas fronteiras, nossas riquezas naturais, nossa costa.

ESCLARECENDO – Essa revolta é por um projeto de lei que os ativos receberão aumento e os veteranos não, sendo que é inconstitucional essa disparidade entre ativos e veteranos, porém os oficiais mesmo que veteranos receberão o aumento. ***

A revolta dos militares com o Bolsonaro não é motivo pra gente achar bem feito, é motivo pra gente oferecer apoio e trazer pro nosso lado. Os generais e comandantes continuam ganhando tão bem quanto antes, os cortes foram no salário dos praças, no salário de cabos, sargentos e subs. 

Nesse vídeo minha mãe aparece no final muito triste, chorando e decepcionada. Eu fico triste por ela, dedicou toda sua vida a esse país e agora se sente traída. Me sinto mais triste ainda ao ver outras mulheres felizes ao ver isso.”

Veja nosso textos publicados em onde nossos articulistas advertiam sobre a possibilidade de reaproximação da esquerda caso o Ministério da Defesa continuasse a perseguir maiores vantagens para a CÚPULA.

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REVISTA SOCIEDADE MILITAR

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