Forças Armadas

Ele (Bolsonaro) vai voltar à polarização”, diz militar recém afastado do governo. E, Lula disse que realmente poderia ter fugido, ataca Bolsonaro e chama Dallagnol de ladrão.

Ele (Bolsonaro) vai voltar à polarização”, diz militar recém afastado do governo. E, Lula disse que realmente poderia ter fugido, ataca Bolsonaro e chama Dallagnol de ladrão.

“Eu poderia ter ido a uma embaixada ou a outro país, mas eu tomei a decisão de ir à Polícia Federal porque eu precisava provar que o juiz [Sergio Moro] não era juiz, era um canalha que estava me julgando. Eu preciso provar que o [Deltan] Dallagnol não representa o Ministério Público, que é uma instituição séria. O Dallagnol montou uma quadrilha com a força-tarefa da Lava Jato, inclusive para roubar dinheiro da Petrobras e das empreiteiras. E os delegados que fizeram inquérito contra mim mentiram em cada palavra que escreveram”, declarou o ex-presidente, condenado em segunda instância mas solto em conseqüência de decisão do STF.

Reações de Bolsonaro

Nas últimas semanas alguns militares se afastaram do governo, entre eles o influente General Santa Rosa e um grupo de assessores militares. Pouco antes, há alguns meses, o general Santos Cruz e outros saíram. Pelo que se sabe há dois grupos ideológicos distintos dentro do governo, o primeiro é a ala militar, que – paradoxalmente – defende maior moderação, menos respostas bruscas etc. e  segundo grupo seria formado por assessores da ala Olavista, que advoga que ataques da esquerda tem que ser respondidos com maior intensidade. Olavo de Carvalho, líder intelectual do segundo grupo, chegou a dizer há poucos dias que se Bolsonaro não fechar os partidos de esquerda seu governo não dura mais seis meses.

Na manhã desse sábado o PRESIDENTE se reuniu com os comandantes das Forças Armadas e o conselho ali foi exatamente o que se espera dos militares, que o governo se mantivesse o mais longe possível de qualquer ação que possa aumentar a polarização já existente.

Militar que foi afastado há pouco tempo do governo acredita que Bolsonaro tende a seguir a linha olavista, que vai retornar à polarização porque isso pode aumentar sua popularidade. O próprio presidente já se referiu a LULA como canalha. Sérgio Moro também já respondeu a provocações. Ele disse no Twitter: “Aos que me pedem respostas a ofensas, esclareço: não respondo a criminosos, presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas.”

 “Ele vai voltar à polarização”, diz

Questionado sobre os possíveis posicionamentos de Bolsonaro após a libertação de Lula, ouvido pela Revista Sociedade Militar, X. Rodrigues, um militar que foi afastado há pouco tempo do governo  disse que “eu acho que ele já começou a falar…ele já falou que o CANALHA ESTÁ SOLTO. Com o passar do tempo ele vai voltar com a polarização olavista porque isso alimenta, ajuda no sentido de gerar popularidade. Eu vejo que ele não vai levar esse embate para o campo jurídico, o PGR foi ele que escolheu e ele fez, ao que parece, algumas aproximações. Me resguardo de dizer que ele teria feito acordo com Toffoli, isso tudo está no campo da especulação e no campo da teoria da conspiração.

Quero entender que ele fez aproximações com o SFT visando a governabilidade… porque muito do que ele está fazendo em algum momento vai cair lá no supremo, reforma trabalhista, reforma econômica… quero deixar de fora essa questão dos filhos dele. Eu acho que ele vai atender em parte a ala olavista e vai começar a criticar o ex-presidente LULA. O presidente Lula deve voltar ao nordeste para recuperar porventura eleitores, o Zé Dirceu já disse que eles tem que ser petista, de esquerda e socialista. É o grande contraponto  que vai acontecer, entre conservadorismo e progressismo, não é nada para impeachment mas sim o antagonismo com vistas a 2022…  Bolsonaro vai dar respostas explosivas.”

Revista Sociedade Militar

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