Forças Armadas

PT, PSDB e PSOL tentam aproximações sucessivas com os militares – Todos querem um MILITAR PRA CHAMAR DE SEU

Todos querem um MILITAR PRA CHAMAR DE SEU  – PT, PSDB e PSOL tentam aproximações sucessivas com os militares

As eleições se aproximam e a família militar, mesmo que não seja em número tão grande como são os professores, funcionários públicos etc., é considerada como grande formadora de opinião.

Só no RIO DE JANEIRO o grupo de militares e pensionistas individuais soma mais de 250 mil pessoas. Somando-se suas famílias a coisa facilmente passa de um milhão de pessoas com alto poder de influência sobre seus círculos de relacionamento. No que diz respeito a eleições municipais, que estão batendo a porta, esse número é muito importante.

Aproximações do PSOL

Desde os primeiros meses desse ano estava mais que obvio que a esquerda tentaria se aproximar dos militares da reserva caso eles não fossem atendidos pelo presidente da república, ou pelo menos recebessem alguma resposta dele. A coisa aconteceu e nas últimas audiências sobre o PL1645 na câmara o PSOL e o PT foram praticamente os únicos partidos que votaram em bloco a favor dos militares que desejavam mudanças no projeto de reestruturação das Forças Armadas.

Essa situação deixou alguns graduados com pretensão política em situações complexas, aparecer em fotografias ou vídeos ao lado de políticos de esquerda pode gerar um estigma do qual é difícil se desvencilhar. A maior parte dos eleitores dos militares tem verdadeira aversão a qualquer coisa que minimamente se aproxime de bandeiras como Marielle Franco, desarmamento, desencarceramento etc. Alguns cogitam um recuo da esquerda em alguns desses pontos mas a maior parte dos militares ouvidos pela Revista Sociedade Militar acredita que esse relacionamento puramente pragmático ocorrido na câmara não deve evoluir e que aqueles que têm pretensões políticas devem mesmo “manter uma distância segura”.

Lula e Dória

Durante esse final de semana alguns jornais publicaram notas informando que o ex-presidente Lula e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pensam em entrar em contato com os militares. Segundo a Revista fórum, o Partido dos Trabalhadores deverá tentar diálogo com as Forças Armadas para entender posicionamentos em temas econômicos e políticos, incluindo a postura com relação ao próprio PT. A conversa não deve ser tão difícil já que a bancada do PT foi recebida para um almoço no Ministério da Defesa ainda no mês passado, o objetivo dos generais foi explicar para os deputados e senadores petistas a chamada reestruturação e tentar angariar apoio do partido para que a coisa passasse como de fato passou pela câmara sem ir para o PLENÁRIO.

Lula assim que saiu da cadeia disse que Bolsonaro foi “servir ao exército” para não trabalhar. A coisa não soou muito bem, mas o ex-presidente, cuja caneta assinou o “generalato” de muitos que hoje ocupam a cúpula das Forças Armadas, diz que quer entender a “certa aversão da cúpula militar com o seu partido”.

Segundo Mônica Bérgamo “o plano defendido por aliados do tucano é o de atrair para a gestão estadual nomes de militares “de peso”, e filiar sargentos e generais ao PSDB.”

Todo mundo sabe que os militares são vistos em alta conta pela maior parte dos brasileiros e é fato que seu posicionamento político, suas indicações, podem definir os rumos de uma eleição. No contexto atual os militares realmente dão as cartas na política e por isso qualquer partido quer “generais e sargentos pra chamar de seus”.

Revista Sociedade Militar

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