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Eleições – Militares das Forças Armadas e o problema eleitoral no município do Rio de Janeiro

Militares das Forças Armadas e o problema eleitoral no município do Rio de Janeiro

Como anda a coisa no Rio de Janeiro / Últimas informações

No Município do Rio de Janeiro, onde as lideranças de associações já preparavam desde 2018 duas candidaturas principais para ser apresentadas à família militar no próximo pleito e uma outra deve vir apoiada por um deputado federal do PSL, que pediu para manter a coisa por enquanto em sigilo, repentinamente surgiram – após o “fenômeno” PL1645/2019 – pelo menos mais cinco nomes para a mesma cidade.

Líderes de associações no momento estão em maus lençóis porque 8 nomes são muitos para o quantitativo de eleitores ligados à família militar e os novatos, incluindo alguns que recentemente se declararam pró-Freixo, não dão sinais de que desistirão de apresentar seus nomes como candidatos.

Além do número excessivo de nomes, a preocupação passa também pela questão ideológica. As associações mais antigas têm ligações estreitas com Hélio Lopes, Jair Bolsonaro, Alana Passos e ao mesmo tempo com Wilson Witzel, a quem apoiaram na campanha para o governo do estado.

Por conta dessa barafunda de alianças e tendências ninguém sabe direito o que pode acontecer e quem vai apoiar quem.

Lideres mais experientes declaram em off, cuidadosos porque os ânimos estão acirrados nessa pré-campanha, que qualquer um que já se declarou anti-Bolsonaro terá poucas chances nas próximas eleições.

A Revista Sociedade Militar ouviu uma liderança na manhã de quarta-feira, o que deixou claro foi que acredita-se que ficou uma mágoa sim de muitos militares contra Bolsonaro e o deputado Hélio Lopes por causa do PL1645, mas que isso não foi suficiente para que a tropa abandonasse sua postura à direita e que justamente por isso o candidato que se posicionar contra o presidente da república não tem chances de ser apoiado pelas associações mais tradicionais.

Outro motivo de deixar de fora os “anti-Bolsonaro”

Uma das grandes lideranças militares no Rio de Janeiro e a deputada Alana Passos, com quem várias lideranças contam como alavanca eleitoral. A deputada, que é sargento do Exército e extremamente próxima de Jair Bolsonaro é um nome forte na Baixada Fluminense, onde os graduados já têm pelo menos um nome para prefeito.

Uma reunião deve acontecer nos próximos dias, onde cada candidato ou coordenador de campanha terá a oportunidade de apresentar suas razões e suas perspectivas para o pleito de 2020. A reunião pode se tornar histórica se de fato as lideranças conseguirem chegar a um denominador comum.

Revista Sociedade Militar

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