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Tesouro esquecido, monumento abandonado na rod. Presidente DUTRA – a história do Brasil se deteriorando

Tesouro esquecido, monumento abandonado na DUTRA – a história do país se deteriorando

O Monumento Rodoviário construído às margens da rodovia Presidente Dutra, conhecido como Belvedere, Farol da Dutra ou como Monumento Rodoviário da Serra das Araras, foi inaugurado em 1938. O complexo todo, com mais de 50 mil metros quadrados, apesar de extremamente deteriorado, exibe ainda traços da beleza original em arte decó, ressaltando a belíssima torre e os oito painéis externos do escultor francês Albert Freyhoffer que narram o desenvolvimento dos transportes durante a história da humanidade. Obras de Portinari, 3 painéis de 6 metros de comprimento denominados “construção de Rodovia I, II e III, anteriormente expostos no local foram retirados antes que fossem furtados.

Estatuetas, peças de metal, detalhes de alvenaria, luminárias e outras peças já “desapareceram” completamente.

O volume de trafego da rodovia Presidente Dutra é de mais de 40 mil veículos diariamente, a paisagem no entorno é belíssima, os carros passam no local a baixíssima velocidade (40 km/h) e o espaço é suficiente para centenas de automóveis estacionados, festas, restaurantes e lojas de souvenir. Várias pessoas enxergam um potencial turístico gigantesco no local.

Josias Silva, Morador de Nova Iguaçu, que passava pelo local comentou: “Se permanecer abandonado vai acabar, igual aconteceu com a fazenda de São Bernadino… ”. Se referindo a outra construção histórica situada na região, hoje completamente destruída. Da citada fazenda, que também conhecemos, até as telhas foram levadas pelos vândalos.

A concessionária NOVADUTRA alega que não tem responsabilidade de realizar a recuperação do monumento, o IPHAN não toma providências e a coisa vai cada vez chegando mais perto do irreversível. Tende a ser mais uma perda para nosso patrimônio histórico.

O Presidente Jair Bolsonaro é – todos sabemos – um admirador desse trecho da Rodovia, chegando a parar em quiosques da região, fica então a sugestão para que se privatize o local e quem sabe se faça reviver os anos de outro da época da construção, em pleno governo VARGAS.

Revista Sociedade Militar

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