Forças Armadas

CAIADO rompe com governo Bolsonaro – “atitudes que não fazem parte da postura de um governante”

O governador de Goiás, em discurso, disse que Bolsonaro tem atitudes que não fazem parte da postura de um governante.

Disse também que foi aliado de primeira hora do presidente e que Jair Bolsonaro quer responsabilizar outras pessoas pela crise de desemprego que deve assolar o país.

Assista o vídeo

O governador deixou um texto nas redes sociais onde desautoriza o presidente no que diz respeito a decisões relacionadas a seu estado.

“As decisões do presidente da República, no que diz respeito à saúde pública, não alcançarão o estado de Goiás! Pois no momento em que o mundo pede socorro e se une ao combate contra o coronavírus, vem o presidente da República, em rede nacional, lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas por um eventual colapso em nosso País. Não, presidente. Nós não vamos aceitar. Isso não faz parte da postura de um governante. Tem uma frase do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que faz muito sentido neste momento: Na política e na vida, a ignorância não é uma virtude! Por isso, como falei em meu pronunciamento e repito agora: é com muita tranquilidade, mas com a autoridade de governador que me compete e amparado ao juramento que fiz como médico, que reafirmo: o decreto assinado por mim, que determina o isolamento social de todas as pessoas, com exceção das que exercem funções essenciais à vida, vai prevalecer. Buscar a tese de que teremos um colapso econômico de grandes proporções, é querer colocar na balança o que é mais importante: a vida humana ou a sobrevivência da economia. E isso não tem discussão. Tenham certeza: garantir a saúde, a segurança alimentar e física de cada um dos 7,2 milhões de goianos é de minha responsabilidade. Sim, a crise existe e será tratada da maneira como nós determinamos em nosso decreto. E, no momento certo, saberemos flexibilizar as restrições. É inadmissível o presidente tratar uma pandemia, que já matou mais de 19 mil pessoas em todo o mundo, como um “resfriadinho”. É inadmissível ele incitar a retomada de uma rotina normal, enquanto um inimigo invisível nos cerca.”

Revista Sociedade Militar

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