Forças Armadas

Envenenamento da água e café de quartel. Dezenas de militares podem ter sido salvos por SO que decidiu filmar sargento suspeito

Envenenamento da água e café de quartel. Dezenas de militares podem ter sido salvos por SO que decidiu filmar sargento suspeito

(Correção: a despeito de informações anteriores, equivocadas, a RSM recebeu informações que atestam que quem gravou as imagens de nova tentativa de envenenamento foi um suboficial, não um soldado como dito anteriormente. Pedimos desculpas pelo erro)

Não fosse a atuação corajosa e inteligente de um suboficial a situação poderia ter se transformado em uma tragédia gigantesca. Desconfiado de algumas atitudes suspeitas do sargento, o SO resolveu colocar seu aparelho telefônico filmando em posição estratégica.

Os eventos narrados ocorreram na Divisão de Operações Correntes (DIVOC) do Centro de Operações Militares (CopM), órgão que integra o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo de Brasília (CINDACTA I), entre 04 de agosto de 2016 e 04 de abril de 2017.

O graduado já havia praticado a ação criminosa e ninguém sabe ao certo o que pretendia fazer ou o que poderia acontecer se algum militar afetado pelo envenenamento houvesse disparado algum armamento ou mesmo empreendesse alguma ação incompleta ou equivocada já que “ uma das principais funções do citado órgão (onde as vitimas e o acusado são lotados) é defender o espaço aéreo nas fronteiras secas brasileiras contra invasões de aeronaves a serviço de narcotraficantes, bem assim delimitar o espaço aéreo trafegável

“Com efeito, no intervalo de tempo em que se retirou da console de trabalho (mais ou menos cinco minutos) a câmera de vídeo do aparelho celular captou imagens do Denunciado no momento em que se aproximou da console, abriu a garrafa que continha o chá, pulverizou uma substância em pó no seu interior, em seguida fez movimentos circulares com a garrafa para que o pó se misturasse ao líquido e a fechou; olhou para os lados, como para certificar-se de que ninguém o observava, chacoalhou novamente a garrafa e a deixou no local onde a encontrara.”, disse o Ministério Público Militar na peça de acusação que levou o sargento a uma condenação de 15 anos de reclusão em regime fechado.

“Aqueles que foram mais fortemente envenenados, apresentaram sintomas de tontura, náusea, labirintite, sonolência incontrolável e perda de consciência súbita, durante o expediente e fora dele.”

Por fim disse o MP: “É possível concluir, a partir da prova documental (fls. 315/352 – Volume 2 dos autos físicos), prova testemunhal e pericial que o 2° Sargento ORTEGA, ora Denunciado agia de duas formas: a) adulterava a água da máquina de café de uso comunitário; ou b) sugeria ao colega que guardasse o alimento, sólido ou líquido, em local por ele indicado e, no momento em que a vítima não estava atenta, o adulterava.”

Veja a condenação

Veja a denúncia completa no Portal Militar

Revista Sociedade Militar

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