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Exército quer acabar com excesso de “tuitadas” de generais. Somente nove oficiais poderão usar oficialmente o Twitter em seus comandos

Uma nova portaria interna da Força Terrestre à qual a Revista Sociedade Militar obteve acesso ( PORTARIA – EME/C Ex Nº 453, DE 19 DE JULHO DE 2021) estabelece uma série de normas e regula quais redes sociais os comandos das organizações militares ligadas à força poderão utilizar. A determinação impõe critérios rigorosos para Criação e Gerenciamento das Mídias Sociais no Âmbito do Exército Brasileiro.

Tudo indica que o alto comando acredita que a interação com a sociedade por meio de canais que driblem o que a grande mídia divulga é de extrema importância, sabe-se que a força mantém uma grande equipe debruçada sobre isso. Perfis no Facebook e Instagram continuam permitidos para quase todos os quartéis.  Todavia, as últimas medidas levam a crer que o EB quer evitar o surgimento de intrigas políticas por conta de personalidades seguidas, postagens, curtidas e compartilhamentos no Twitter. A partir de agora só poderão usar o Twitter em sua organização militar os oito oficiais generais de 4 estrelas responsáveis pelos comandos de área e o Comandante do Próprio Exército.

Pelo que se apurou, o micro blog também é considerado o mais problemático porque não é possível “excluir comentários recebidos e tampouco editar uma postagem já publicada…”.

A força acredita que o fato de uma organização militar seguir um perfil no Twitter pode gerar interpretações equivocadas por parte da sociedade, pois estaria fazendo “um endosso ou uma aprovação às opiniões emitidas”. Uma das prescrições proíbe as Organizações Militares de seguir “perfis de terceiros”.

“No Twitter, não é possível excluir comentários recebidos, tampouco editar uma postagem já publicada. O ato de seguir ou curtir perfis e postagens de terceiros é considerado um endosso ou uma aprovação às opiniões emitidas. Sendo assim, é preciso muito critério nas ações de relacionamento nesta mídia social… ”, diz a Portaria do Comando do Exército Brasileiro.

Para as poucas organizações militares que continuarão usando o Twitter – todas administradas por um oficial general de quatro estrelas – fica proibido qualquer interação com materiais considerados polêmicos, controversos  e de cunho político. Na portaria não está prescrito o que de fato poderia ser considerado polêmico e quem é o militar responsável por decidir se uma postagem é de caráter polêmico ou de natureza controversa.

“É permitido aos perfis institucionais compartilhar e curtir postagens publicadas em perfis de órgãos públicos, veículos de imprensa e de outras corporações privadas, desde que relacionadas às atividades da respectiva OM, não sendo autorizado, entretanto, o engajamento em interações de caráter polêmico, de natureza controversa e/ou de cunho político. “

A norma determina ainda que é proibido para os militares a criação de perfis funcionais. Com isso não poderá mais existir o perfil no Twitter do Comandante do quartel “A” ou “B”.

Qualquer militar poderá possuir um perfil na rede social, todavia o mesmo deverá ser um perfil pessoal, sem qualquer menção ao Exército Brasileiro ou ao cargo que o militar ocupa. O perfil não poderá ser sequer seguido por um dos perfis de propriedade das nove organizações militares que terão a permissão de usar o Twitter.

No que diz respeito ao uso pessoal da grande rede, a recomendação é que em todas as postagens de caráter pessoal, é fundamental que a imagem do Exército e a segurança orgânica não sejam comprometidas, bem como a segurança e a reputação pessoal e de terceiros

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Sociedade Militar